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Jogador de RPG há 14 anos, tendo 2 anos de experiência narrando SF RPG ininterruptamente e depois mais algumas crônicas avulsas e aventuras one-shot neste que é seu RPG favorito. Também já mestrou 3D&T, GURPS, d20/D&D (2 a 3.5), MERP, Daemon/Trevas e cenários Storyteller em geral.

O Corrente

O Corrente


Somente dois traços permaneceram em Marco Charanya desde sua infância nos bairros grafitados: suas magníficas pernas e seu ódio por todas as coisas artísticas. Antes Marco chegou a conclusão de que as forças armadas proviam o único meio dele sair do bairro, então ele se juntou ao exército com 16 anos e começou a trabalhar ainda mais suas já maravilhosas pernas, para se tornarem ainda mais atraentes. Ele entrou para as Forças Especiais treinando durante seus primeiros meses de serviço e mesmo assim continuava a praticar constantemente.

Quando finalmente deixou o exército, Marco encontrou um jeito de ganhar a vida enquanto continuaria a aperfeiçoar suas pernas. E as lutas de rua deram uma oportunidade perfeita para isto. Ele teve pouco sucesso por si mesmo, mas está se saindo melhor desde que entrou para a War House. Mas seus sentimentos anti-artistas tem modo errado de tratar as pessoas e freqüentemente ele tem de usar seu Spinning
Clothesline
para sair das encrencas que sua língua o põe.

Aparência: O Corrente é um latino de porte médio, com cavanhaque, bigode e rabo-de-cavalo. Ele se recusa a usar roupas arrojadas ou com estampas e desenhos. Na arena ele
veste shorts de boxe.

Interpretando O Corrente: Você tem muita fé em suas habilidades, mas se torna barulhento e agressivo quando fica inseguro. Você cuida de seus companheiros de time, mas eles gastam mais tempo lhe livrando de encrencas do que você ajuda eles.

Lema: É claro que eu posso com eles. Eu e minhas pernas vamos fazê-los implorar por piedade rapidinho. Porque, eu lembro de uma situação muito familiar…

War House

Organização é tudo!

Um aspecto muitas vezes esquecido, quando se é Narrador de qualquer bom RPG, é a habilidade para organizar o jogo em si. Isso inclui cada parte: desde a preparação da aventura às anotações de que os jogadores fazem, de sessão em sessão.

Um Narrador muito desorganizado é uma visão realmente frustrante. Pode destruir a confiança e o respeito dos jogadores na sua habilidade de "narrar' uma sessão agradável e divertida. Um Narrador que se afunda em pilhas de suplementos de regras esquece materiais fundamentais para o jogo, ou perde informações importantes de uma sessão para outra. Eventualmente ele se torna cada vez mais frustrado e impaciente com o esforço e com as duras críticas de seus jogadores, a ponto de só ter duas únicas opções: ou dar-se por vencido ou…organizar-se!

Antes de se decidir pela organização, o Narrador precisa estar certo de que tem realmente tempo para preparar o jogo, pois isso pode ser a causa da desordem. Afinal, narradores também são seres humanos. Se falta de tempo é o problema, a melhor coisa a fazer é manter o jogo tão simples quanto possível, limitar o uso de material suplementar, evitar o uso de regras opcionais e de "regras-da-casa" (aquelas em que os jogadores ficam horas e horas discutindo e criando sua própria opção), ou então jogar menos frequentemente. isso reduz bastante a quantidade de material sobre jogos que o Narrador precisa conhecer, liberando tempo para os cuidados com a aventura. E francamente, jogar uma versão mais simples é bem melhor do que não jogar nada.

Os jogadores podem também cuidar de algumas tarefas. De fato, selecionar algumas bem simples para alguns membros do grupo é outra boa maneira de liberar tempo e melhorar a qualidade do jogo.

Organização é, por outro lado, muito simples. Saber onde colocar cada coisa é o primeiro passo, manter as mesmas lá, o segundo. Este artigo sugere vários métodos, tanto para Street Fighter: The Storytelling Game, quanto para qualquer outro jogo.

Organizando as Regras

A primeira tarefa que todo Narrador precisa aprender é organizar as regras. Existem centenas de regras opcionais e regras caseiras, bem como os suplementos oficiais de SFRPG, como o Guia do Jogador, que oferecem muitas regras opcionais. Decidir primeiro que regras opcionais usar evita que os jogadores discutam muito sobre o assunto.

Antes de usar um novo suplemento, leia e decida que partes você planeja usar. Faça uma lista de todas as regras opcionais ou marque-as em seus livros. Esteja certo de informar suas decisões e de suas possíveis modificações futuras aos jogadores. Seja flexível e deixe-os fazer objeções ou sugerir mudanças. Isto fará com que você tenha argumento quando um jogador quiser usar uma regra que você ainda não conheça a fundo.

Alguns Narradores também tem regras próprias. Escreva-as de forma clara e coloque junto com o livro de regras ou com suas anotações e outros materiais. Se existe uma quantidade considerável de regras próprias (suas e de seus jogadores), é melhor escrevê-las numa folha e xerocá-las, distribuindo aos colegas. Jogadores novos ou de outros grupos geralmente gostam de ser informados de todas as regras da casa, para evitar surpresas.

Matérias de revistas especializadas podem apresentar alguns problemas. A melhor solução é decidir que novas regras você irá incluir. Seja extremamente seletivo e evite o uso de todo e qualquer regulamento que apareça (é extremamente chato usar todas as regras sem que o grupo aprove).

Fotocopie as tabelas que lhe interessam de cada revista, bem como os artigos e reportagens. Coloque tudo num fichário (ou pasta) organizado por data ou ordem das revistas. Divisórias também podem ser usadas para separar assuntos diferentes: equipamentos, armas, manobras especiais, lutadores e outros elementos. Isso pode parecer pouco, mas é muito valioso se você já estabeleceu um sistema de organização.

Uma boa maneira de evitar problemas é o uso do computador (se você tiver acesso a um), que pode criar um índice dos artigos que você planeja utilizar. É só imprimir a lista de artigos que quer após a atualização periódica.

Depois separe os livros de regras que você pretende usar e os que não são necessários. Isto inclui regras-de-casa e anotações. Coloque tudo o que for relevante perto de sua escrivaninha, computador, mesa ou qualquer lugar que use para criar suas sessões de jogo, para uma rápida e fácil consulta. Também é importante manter separados livros de outros sistemas, revistas, caixas de jogos e outros móidulos. Muitos deles podem ser valiosas referências, mas o livro básico de regras é o que tem prioridade. Separar os livros de regras fixa melhor em sua mente que as referências são mais importantes, e permite a você achar mais facilmente seu material quando sair para uma sessão.

As Anotações do Narrador

Uma vez que as regras estão em ordem, o que o Narrador pode fazer é decidir como ele quer organizar os eventos do dia-a-dia da sua crônica, os pequenos detalhes que ainda irão acontecer na vida dos personagens. O Narrador poderia colocar outro bloco de anotações para guardar só o que acontece de sessão para sessão (o que eles fazem ou deixam de fazer). A organização dessa parte varia bastante, mas um esqueleto básico pode conter pelo menos seis divisões.

A primeira é o planejamento da crônica. Usando o esboço-padrão,  Narrador faz uma descrição detalhada de como a aventura pode se desenrolar ou de como ela foi introduzida. Isso geralmente cobre de 3 a 5 sessões de jogo e a cada uma pode ter a descrição do seu enredo principal.

Um exemplo básico é o que se vê a seguir:

  1. O empresário do time inscreve-os em um torneio em algum lugar do mundo.
  2. Neste torneio, o time irá conhecer outros Street Fighters e as primeiras etapas ocorrerão normalmente.
  3. Nas demais etapas, começam a sumir lutadores misteriosamente
  4. Os heróis se envolverão no caso por bem ou por mal.
  • Se eles decidirem investigar por conta própria
  • Se um amigo deles sumir misteriosamente também
  1. As pistas que encontrarem os levarão até um galpão abandonado no cais, lá encontrarão os cativos e muitos bandidos. Eles enfrentam um guerreiro que já viram no torneio.
  2. Voltando ao torneio, reconhecem o guerreiro da noite anterior e tentam prendê-lo, mas ele resistirá e terão de lutar com ele.
  3. O torneio termina normalmente e os heróis receberão condecorações da polícia por terem resolvido o mistério.

O essencial é ter em mente que esse esboço detalha o que poderia acontecer e não o que vai acontecer. os jogadores podem ser derrotados no galpão e serem capturados também, por exemplo. Por isso o Narrador deve ter outros esboços planejados para eventualidades. O esboço é um script extremamente livre, e o Narrador precisa tratá-lo como tal.

Na segunda divisão há um calendário da crônica muito simples, onde se marca a passagem dos dias, meses e anos e se mantém a data atual do jogo. Um calendário com doze meses pode ser dividido em quatro páginas (três meses por página) com um espaço para cada dia, destinado às suas observações. Ao final de cada sessão, os acontecimentos mais importantes são escritos nas divisões correspondentes, para manter o registro dos eventos entre as sessões de jogo.

A próxima divisão pode ser a dos personagens do Narrador (NPCs) mais importantes da crônica com todas as coisas que você ache necessárias para o jogo, como descrição física, habilidades, manobras especiais, atributos, etc.

A quarta divisão é reservada às informações sobre os personagens dos seus jogadores, incluindo nomes, estilos, experiência, habilidades, saúde, manobras especiais ou qualquer outra informação relevante.

As últimas duas divisões ficam, respectivaamente, com a aventura e com os lutadores que aparecem nela. Módulos podem ser xerocados, ficando essas divisões mais informativas e passíveis de alteração. Coloque tudo num fichário. A lista com todos os lutadores encontrados no esboço da aventura estão incluídos nesta divisão, com os detalhes exigidos para a aventura, até mesmo a saúde e as manobras especiais já determinadas.

Com a Crônica pronta, mexa-se!

A tarefa final é a preparação para ir ao jogo, seja a sala de jantar a vinte passos de distância ou o apartamento de um amigo do outro lado da cidade. Muitas lojas vendem acessórios para trasporte e proteção de livros e folhas soltas, ajudando você a não perder nada no caminho. Caixas usadas para apetrechos de pesca ou aviamentos de costura, com muitos compartimentos e divisões, ajudam a guardar miniaturas, canetas, calculadoras, dados, papéis para rascunho, etc.

Usar este método de organização e seus jogos pode fazer a diferença de como você conta e conduz uma boa história. Como pode ser um bom Narrador se você não pode sequer achar uma aventura? Jogadores são impressionados, pelo menos inconscientemente, por um jogo bem organizado.

Texto original de Richard Hunt. Tradução de Admilson Cunha e adaptação para Street Fighter: The Storytelling Game por Fernando Jr.

Grupo de RPG

A Filosofia do Budismo

Imagem de Buda

O Budismo iniciou-se na India com os ensinamentos da figura historica de Sidharta Gautama (Buda), que morreu em 480 A.C. (o mesmo ano que Lao Tzu morreu). Durante os séculos seguintes, a filosofia que ele orou se tornou uma religião e esparramou-se para China, então para a Coréia, e finalmente para o Japão. O Budismo vê a vida de cada ser vivente como um emaranhado nas cinco paixões: furia, alegria, ódio, desejo e pesar. Seu proposito é livrar o espírito dos três grandes pecados da ignorância, cobiça e paixão. Isto permitirá a este ser iluminado, entrar em Nirvana, um estado de liberdade de paixão e desapego as ilusões do mundo material.

Um espírito ignorante é sentenciado a reencarnar e viver toda uma vida novamente. Dependendo de sua vida, a pessoa pode reencarnar como um homem ou animal, ou até mesmo vai para os Infernos budistas e outros locais menos amigaveis de existência. O karma dos espiritos das vidas prévias influenciarão na vida atual dele. Problemas de vidas passadas podem voltar e afetar a pessoa; assim, algumas pessoas se sentem atraídas por alguém misteriosamente ou sentem uma antipatia profunda para outra pessoa – eles tiveram algum problema com elas no passado. A disciplina especial do Budismo é o Ch'an, ou Budismo Zen.

Fundado na China pelo clérigo Bodhidharma, Zen busca alcançar esclarecimentos por meio de técnicas de meditação (as palavras Ch'an e Zen significam literalmente “meditação”) e uma aproximação espontânea, não-introspectiva para tudo, desde combater até cozinhar. Este ultimo principio é similar à “ação passiva” do Taoísmo, e as duas crenças podem ter influenciado um a outra. Muitas pessoas na Ásia aderem ao Zen e ao Taoísmo ao mesmo tempo, ignorando suas contradições.

Este artigo é uma tradução livre feita por Fernando Jr de um texto presente no fantástico Gurps Martial Arts da Steve Jackson Games.

Monges Budistas

Reba Miller

Reba Miller


A mãe de Reba Miler deu a luz a esta garota durante uma luta no interior da Geórgia, e desde então Reba tem chutado e mordido qualquer coisa. Ela lembra muito pouco de sua infância nos Estados Unidos, mas ela adquiriu um amor pela música country, antes mesmo que virasse moda. Quando ela tinha seis anos, sua família se mudou para o Brasil e Reba começou a misturar Capoeira, que uma senhora a ensinou, com seu gosto pela musica sertaneja.

O seu amor pela luta, combinado com qualquer atividade que tivesse que fazer na vila, conspiraram para que ela se tornasse uma lutadora extremamente forte. Aos dezoito anos, todos os lutadores na região reconheciam sua superioridade e foi naturalmente que ela ingressou no circuito de lutas.
Por ela sempre ter sido uma das melhores lutadoras, ela sempre teve dificuldade em encontrar parceiros que estivessem à sua altura. Um de seus primeiros parceiros – Nathan “For Hire” Hale – a trouxe para a War House, mas desapareceu há tempos e desde então nunca mais foi visto.

Enquanto Reba não fazia parte do time, ela ficou em sua
companhia por mais tempo do que qualquer outro integrante. Os outros a viam como sua líder de fato, uma posição que ela ocupou bem, mas que a incomodava freqüentemente.

Aparência: Alta, negra e com um sotaque do interior, Reba usa seu cabelo pintado de um tom loiro alaranjado. Ela prefere trajes com lantejoulas e botas de vaqueiro com pedrinhas para
usar com qualquer outra roupa.

Interpretando Reba: Garota, você sabe que é boa, mas a falta de popularidade da War House esta começando a te deixar irritada. Você exala uma aura de confiança, mas na verdade você duvida realmente de suas habilidades de liderança.
Você tem um grande compromisso para com o time, contanto, e vai fazer qualquer coisa para mantê-lo unido.

Lema: Agora se todos ‘cês pegarem eles por trás e nós
acertá-los pela frente, nós quebraremos sua confiança mais rápido que um trator dentro de um convento.


War House

Sss Lussthu-Kha

Sss Lussthu-Kha


Ela permanece no centro da arena, protegida pelas chicoteadas de sua sinuosa cauda. As lâmpadas dos holofotes estão suspensas sobre ela, o locutor grita irritantemente, mas ela está a milhares de quilômetros e milhares de anos de distância. Em seus ouvidos ecoam as flautas e os tambores de guerra da submersa Lemuria. Em seus olhos permanecem as torres entrelaçadas de seu povo, se elevando nas florestas e nos vapores dos pântanos, de um continente perdido. Em sua mente sussurram legiões de células progenitoras, concedendo-a a mais perfeita sabedoria.

Ela é Sss’ Lussthu-Kha, “Morte aos ladrões de Ovos” no dialeto de Lemuria. Sacerdotisa da terceira geração, mestra no estilo Kabaddi e última de sua raça. Somente alguns dos povos serpentes sobreviveram à inundação, e aqueles que foram perseguidos e caçados por milênios pela “Árvore Maldita”, são os mesmos que agora a criticam e vaiam, gritando da platéia… Ela apenas deseja devolver o planeta aos seus legítimos donos. O bruto homem diante dela, é um sem cérebro desajeitado, incapaz até mesmo de alimentar os filhotes. Ele levanta os braços em uma grotesca postura defensiva.

Ela pode ver claramente seis falhas em sua defesa – Ele avança… Ela lhe permite iniciar o ataque, para poder avaliar sua estratégia de batalha. Ele lança uma série de socos fulminantes, os quais ela contorna milímetro a milímetro, ou se defende usando seus escamosos antebraços. Mesmo assim ela não aplica um contra ataque, apenas o observa com seus olhos amarelos de pupilas escuras e opacas.

Ele está desconcertado… Ela pode sentir o medo e a raiva em seu suor. Sem qualquer delicadeza e preparação, ele grita e se atira atacando-a, esperando ter sucesso onde ela falhar. Mas SSS ‘Lussthu-Kha tem técnicas próprias. Um gesto de fé, uma oração aos deuses esquecidos, e ela desaparece em uma nuvem sulfurosa, reaparecendo atrás de seu inimigo surpreendido. Vozes de seus ancestrais sussurram em sua mente. Acabe com ele!

Ele mal tem tempo para se virar, e já sente aquela escamosa cauda atingir seu peito. O som das costelas quebrando é audível até mesmo sobre o barulho da multidão. Ele é arremessado do outro lado da arena, se chocando de cara no concreto. Os holofotes da arena iluminam o sangue escuro borbulhando de sua boca. Ela chega calmamente e se agacha próximo ao corpo da presa. Nesse momento a platéia urra num tom ensurdecedor. Ela crava sua mandíbula direto no peito dele, quatro dentes a cada dois centímetros de comprimento, então chicoteia seu corpo em um movimento fluido, e o atira nove metros a frente. Ele grita como uma criança, já sentindo novamente aqueles dentes penetrarem em sua cocha. Mais rápido do que os olhos possam ver, ela se afasta e retoma a sua postura ereta. Por um momento permanece um silencio, como uma leve brisa antes da tempestade. Então, ele prostrado em 90 graus, com o sangue quente, começa a ter espasmos pelo chão como um brinquedo quebrando, dando gritos e sentindo todo veneno através de seu corpo. Ele é grande e levará cerca de três minutos para morrer. Sss’Lussthu-Kha se cobre com seu capuz demonstrando sua vitória, e observa aquela platéia asquerosa, sedenta por sangue.

Consegui… menos um…

Aparência: SSS’ Lussthu-Kha lembra o cruzamento entre uma linda mulher e um lagarto. Ela possui uma crista de escamas que vai do crânio até as costas, olhos de serpente amarelados, pupilas negras e uma sinuosa cauda. Enfeita-se com jóias exóticas de Lemuria e geralmente usa um capuz quando não esta em combate.

Interpretando SSS’ Lussthu-Kha: Você não trata seus inimigos com desprezo, mas transmite o olhar frio de um réptil examinando-os totalmente. Você aprecia particularmente esmagar monges Kabaddistas, para que eles nunca mais blasfemem contra os anciões Lemurianos e aprendam a respeitar suas artes de combate. Alguns lutadores até podem criar um interesse amoroso por você; mas sua meta é a restauração da raça Lemuriana… porem às vezes uma corrida de meio-híbridos e mamíferos é melhor que nada.

Lema: Eu esperei 65 milhões de anos para destruir você!


Híbridos Animais


Os Impronunciáveis

Os Impronunciáveis

Os Impronunciáveis

Existem coisas piores no mundo Street Fighter do que a
Shadaloo. As motivações de lutadores aberrações conhecidos
como Os Impronunciáveis permanece um mistério. Porém, assim é melhor.

Desde que os Impronunciáveis apareceram há dois anos
atrás, o time subiu através dos Postos do circuito Street Fighter.
Muitos sentem que a ascensão dos Impronunciáveis ao status de Guerreiros Mundiais é apenas um questão de tempo – ou, como o Molusco diz, “quando as estrelas alinharem-se.”

O poder do time somente é equiparado à sua falta de misericórdia.
Os Impronunciáveis evitam amizade com outros Street Fighters, e gostam de sentir o prazer de brutalmente incapacitá-los. Há também rumores que dizem que o time faz mais do que incapacitar seus adversários. Rumores sobre lutas em arenas secretas possuem certa reputação – lutas onde os oponentes dos Impronunciáveis nunca mais são vistos.

O empresário dos Impronunciáveis é o mais parecido com um humano da equipe, a despeito de seus olhos esquisitos, sua boca larga e pescoço comprido – sem dúvida uma condição hereditária de algum tipo. Entretanto, ele é de alguma forma o mais perturbador. Conhecido somente como o Alto Sacerdote, ele evidentemente atende Os Impronunciáveis de forma espiritual e logística. Foi ele quem convocou os membros do times dos cantos mais longínquos da Terra, e é ele quem decide os objetivos nefastos do time. O Alto Sacerdote é também responsável por marcar as lutas do time; como os Impronunciáveis tem subido de Posto, os requisitos para o Alto Sacerdote permitir uma luta com seu time tem se tornando cada vez mais bizarros (uma dada luta tem que ocorrer durante o solstício de inverno, ou enquanto a estrela Algol é vista no céu, ou dentro de um
círculo específico de pedras em pé, etc).

Membros do Time

A Coisa que Não Devia Existir

A Coisa que não devia existir


A criatura jaz semi-enterrada em rocha sedimentar no fundo da Fossa das Marianas, como tinha estado por dez milhões de anos. Mas ela não tinha consciência de tais coisas como a passagem do tempo, ou o fato de que era dez vezes maior que o tamanho das maiores baleias. Tampouco ela percebia que seu ciclo de gestação, iniciado no Período Eoceno, estava chegando ao fim. Um tremor sutil em seu corpo montanhoso e uma momentânea interrupção de seus sonhos foram as únicas indicações que ela tinha dado cria.

Logo a planície abissal foi engolfada por milhares de larvas, as quais, segundo os costumes de sua espécie, começaram a se canibalizar umas às outras. Eventualmente, somente uma
larva – a mais forte e mais astuta – sobreviveu.

Mas, em sua voracidade, a larva devorara sua fonte primária de subsistência, e logo a fome a corroeu. Ela agora era grande demais para ser saciada pelos ocasionais “bocados” bioluminescentes, embora ainda fosse pequena demais para batalhar as maiores lulas e regalecos das profundezas. Então, ela foi atraída na direção da superfície, guiada
por instintos ancestrais da época que as primeiras baratas ergueram suas antenas da lama.

Em uma noite escura e sem lua a criatura chegou à superfície, estendendo seus pseudópodos que se assemelham a um periscópio para averiguar seus arredores. Assim orientada, ela ondulou-se em direção à massa de terra mais próxima – a costa leste de Honshu. As luzes e o barulho do Distrito Ginza de Tóquio a atraíram, e logo os trabalhadores noturnos e boêmios começaram a desaparecer da orla.

A criatura foi descoberta pelo renegado sumotori Tetsu, infame por suas conexões com a Yakuza e sua falta de honra. Tetsu a enxergou como uma arma em potencial para seu império criminoso em crescimento. Já a criatura tinha outras idéias:
a massa de 227 Kg de Tetsu dariam um saboroso lanche noturno.

Mas o Chi do sumotori não foi tão facilmente digerido quanto sua carne, órgãos e ossos. Uma metamorfose bizarra ocorreu: seu núcleo começou a se enrugar e se dilatar, espelhando os vincos e dobras do cérebro de Tetsu, mesmo enquanto a criatura absorvia o órgão em seu citoplasma. A duplicação,
embora longe de ser perfeita, foi o bastante.

Quatro horas mais tarde, a criatura encarou o sol nascente em suas recém-expelidas pernas em uma crua aproximação de uma postura de Sumô, gorgolejando mantras Zen em um “piado” japonês. Sua recém-descoberta compreensão da sociedade humana, combinada com sua natureza anfíbia, a tornaram apta a facilmente evitar as autoridades de Tóquio. O “Alto Sacerdote” era mais persistente (e igualmente anfíbio), e a Coisa logo se juntou aos postos dos “Impronunciáveis”.

Aparência: A Coisa se cobre da cabeça (?) aos pés (?) em um manto longo com capuz, o qual encobre completamente sua forma. Uma máscara encerada sem feições esconde sua face. A Coisa sustenta uma vacilante estatura de 2,29m – mais ou menos, porque o corpo sob o manto constantemente muda e ferve. Qualquer oponente (ou um inocente próximo a ele) que vir a verdadeira forma da Coisa sob o manto deve imediatamente testar seu Vigor para não ficar atordoada.

Interpretando A Coisa: Você é uma criatura simples; a maioria de suas ações são tropismos guiados por instinto na direção de comida ou segurança. Ocasionalmente um vestígio da personalidade de Tetsu se manifesta dentro de você, comunicando uma quantia módica de astúcia.

Lema: [em japonês, direcionado ao oponente] Grande – forte (gorgolejo) – deve ser (lambe os beiços) DELICIOSO.

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Os Impronunciáveis

Entrevista Anderson Silva

Entrevista com Anderson Silva

Anderson da Silva, curitibano de 35 anos, é um lutador brasileiro especialista em Muay Thai e atual campeão mundial peso médio (até 84 kg) do Ultimate Fighting Champioship sob o apelido de "O Aranha" (The Spider). Recentemente ele foi entrevistado por Gleidson Venga e Marcelo Alonso em sua casa, para a excelente revista virtual Portal do Vale-Tudo Magazine, disponível gratuitamente no Portal do Vale Tudo. O conteúdo abaixo é apenas um resumo da excelente entrevista que pode ser conferida no site citado anteriormente. A entrevista foi organizada em tópicos que ajudam-nos a conhecer um pouco mais deste grande campeão!

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Quem só conhece Anderson Silva pelas transmissões do UFC ou entrevistas na TV, talvez tenha a falsa idéia de que ele seja um cara prepotente ou falso humilde. Julgamento totalmente refutado por qualquer um que conheça o campeão de perto. Brincalhão, caseiro, palhaço, família e sempre pronto a ajudar os parceiros, são alguns dos adjetivos mais utilizados pelos amigos para definir o lutador.

Nômade

Anderson Silva nasceu em São Paulo, mas mora em Curitiba desde os 4 anos, e agora se mudou pra Los Angeles. Hoje ele vive entre LA, Rio e Curitiba, mas se ele passou 20 dias em Curitiba esse ano foi muito. Sua vida está uma loucura, e está passando mais tempo aonde o trabalho lhe leva…

Agora ele vai começar a fazer um treinamento no centro de treinamento da Nike, pois eles lhe disponibilizaram toda a parte técnica, teórica e prática. O Freddie Roach, treinador do Manny Pacquiao, está treinando o Aranha quando ele está em Los Angeles, sendo muito bem recebido na academia dele.

Video-Game

Ele joga direto, sendo fanzasso de Street Fighter, tanto que tem uma coleção de bonequinhos. Tem vários personagens dos jogos que ele tira alguma coisa, como o Guile, o Sagat, que ele gosta bastante, tem vários golpes ali do Ryu, do Ken, que ele vai tirando do video game e adaptando ao "jogo" dele.

Nocautes

Anderson adora assistir filmes de luta. Houve um nocaute no Cage Rage, que ele executou com o cotovelo de baixo pra cima, que ele viu em um filme do Ong-Bak. Depois entrou na Internet e ficou vendo uns vídeos de Muay Thai tradicional.

Os caras do córner dele ficavam falando "não faz essa porra, cara, porque você vai ser nocauteado", ele acabou fazendo e deu certo!

Entregar o cinturão?

Anderson está preocupado com sua saúde, já que ele está voltando de uma recuperação. Ele não está preocupado com quem vai lutar, uma vez que está em uma posição confortável, com o cinturão dos peso-médio. Ele não tem medo de ganhar ou perder, ms ele não quer entregar o cinturão, se for pra perdê-lo, que seja da mesma forma que ele obteve: em um octógono!

Lutando de Graça

A vida inteira de Anderson foi de desafios. Ele já foi de Curitiba até Mato Grosso com R$50 no bolso para lutar por R$500, sozinho. Foi e lutou. Uma vez ele foi para São Paulo lutar em um torneio de Muay Thai sozinho, com R$100 no bolso e voltou sem nada. Sua vida sempre foi de desafios, e ele sempre enfrentou-os com a maior tranquilidade.

Teve uma época em que ele lutava no extinto Pride com um peso abaixo da categoria, porque não tinha categoria 84Kg, era só até 93Kg. Ele conseguiu uma hérnia de disco lutando com Otsuka, que era muito mais pesado que ele, depois com Carlos Newton e Alex Stiebling, muito mais pesados. Ele nunca teve problemas com desafios.

Preparação

Antes das lutas, Anderson assiste vídeos de seu oponente e vídeos de outros grandes lutadores que possuam golpes úteis para esta luta em questão. Ele treina em cima disso, para subir lá e voltar pra casa inteiro. Pra ele, é como se estivesse indo pra uma guerra.

O samurai, quando vai pra guerra, sai de casa e não sabe se vai voltar, mas ele treina pra voltar e é isso que Anderson faz, procurando treinar o máximo possível, desenvolvendo sua técnica o máximo possível, no limite, pra chegar no octógono e não ser surpreendido.

Anderson Silva Treinando

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Confira a entrevista na íntegra no Portal do Vale Tudo!

O Molusco

O Molusco


Donald Three Pines era um dos melhores e mais brilhantes homens. Nascido na pobreza de uma reserva no Sudoeste, Donald atordoava seus professoress com sua atitude científica. Na faculdade suas habilidades não eram menos impressionantes e Donald ganhou medalhas de pretígio no Instituto de Oceanografia de Woods Hole.

Porém os talentos de Donald eram limitados ao seu intelecto. Buscando aprimorar sua auto-disciplina e auto-confiança, ele ingressou cedo nas artes marciais. Donald tornou-se um lutador habilidoso e até mesmo estudou com o poderoso T.Hawk.

O único defeito de Donald, se é que pode ser chamado assim, era sua obsessão. Ele não podia, como T. Hawk suplicou, “estar dentro, e não fora”. Donald tinha que saber, provar, analisar e entender. Desta forma, quando ele ouvia rumores de sinais próximos a Puget Sound, Washington – sinais de uma espécie de polvo que, pelas suas contas, fazia o Octopus Apollyon indígena daquelas águas parecer um anão – ele tinha que investigar pessoalmente. Com publicações dançando em sua cabeça, Donald juntou dinheiro e desceu a Costa oeste. O primeiro mergulho de Donald às cavernas desconhecidas com muitas espécimes impressionantes, mas nada nas proporções que ele queria. Nada feito em sua segunda, e seu terceiro mergulho estava destinado ao fracasso. Então, sem pensar nos perigos de mergulhar sozinho – narcose de nitrogênio ou a criatura por si só – Donald desceu mais profundamente do que era prudente. 100 pés…125…150…

Ele encontrou-o em águas iluminadas. Ou melhor, ele foi encontrado. A primeira coisa que aconteceu foi Donald sentir três tentáculos esmagando-o. As reservas de oxigênio de Donald caíram pela metade. A criatura era maior do que os relatos – possivelmente nem era deste planeta.

A criatura ponderou sobre sua presa com seus olhos, percebendo o seu tamanho diminuto. Aquela coisinha que nadava era tão pequena que não serviria para apaziguar seu apetite. Entretanto, ele poderia ser usado sob as ondas. Sim…ele precisava de um escravo na superfície para preparar o caminho para a Ascensão. Mas certamente e mais prazerosamente, uma forma menos restritiva era necessária.

As enzimas de devolução fizeram seu trabalho. Mais tarde, algo rastejava de dentro do Pacífico para a Puget Sound bem no local onde Donal Three Pines havia mergulhado. Mas não era Donald Three Pines. Era somente o Molusco.

Aparência: O Molusco é algo difícil de entender; muitos oponentes tem repulsa de subir ao ringue com ele…lutar contra homens-gato é uma coisa, mas quem quer lutar contra uma meleca de 2,10m bípede? O molusco é de uma coloração marron-acinzentada e possui manchas pretas. Seus olhos balançam no topo de minúsculos tentáculos em sua cabeça e possuem uma camada de muco que os protege. Seus braços lembram tentáculos, possuindo ventosas.

Interpretando o Molusco: você lidera o time na ausência do Alto Sacerdote, por que você não é fanático irracional como Sss’lussthu-Kha e nem uma fera cega como a Coisa. Você faz rapidamente o que o Alto Sacerdote manda, embora você se considere um aliado e não um servo. Você curiosamente passou a ser paciente após a transformação. Logo o tempo irá chegar, e Ele caminhará sob a Terra mais uma vez. Até então, você nega aqueles poucos espécimes de humanidade que podem posar e passar dificuldades na Noite da Purificação.

Lema: A hora da extinção de sua espécieestá próxima,
micróbio humano.

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Os Impronunciáveis

Willian Stanton

Coronel Willian Stanton


Bill Stanton cresceu em um parque de trailers em Fort Worth, Texas, o produto de uma típica infância de classe média. Ele era escoteiro e jogava na Liga Júnior. Na escola, ele jogava futebol americano. Quando chegou à adolescência, entretanto, as dificuldades começaram. A escola disse que ele tinha “problemas de disciplina”. Ele cabulava aulas e frequentemente estava na sala de detenção, por causa de brigas na escola. Frustrado, os pais de Bill enviaram-no para um escola militar.

A escola militar era dura, mas ela trouxe à tona a natureza dura de Bill. A vida na escola lhe trouxe disciplina e respeito. Depois de formado, enquanto outros jovens iam para a faculdade, Bill se alistava no exército. Ele serviu duas vezes no Vietnam como Boina Verde. Ele foi enviado em missões em Laos e Camboja – sabotando depósitos de suprimentos ao longo dos trilhos de Ho Chi Minh. Stanton foi condecorado por bravura e valor. Depois da guerra, ele permaneceu no serviço e tornou-se um soldado. Infelizmente, ele nunca encontrou a pessoa certa para casar. Ele não tinha filhos.

Quando o exército decidiu forma um time de operações secretas, eles tornaram-no Coronel Stanton, que evetualmente recrutou Randi e Izzy Cooper. Eles eram brigões, mas
reconheceu seu potencial. Ele ensinou-os Honra, orgulho, dever
e treinamento nas Forças Especiais. Agora Stanton serve como empresário, sensei e “mãe” para o Time Extreme. Ele ainda está aprendendo os negócios de empresário – marcar reservas, apostar em lutas, inscrever-se em torneios, e aprender sobre as arenas pelo mundo. Isto não é apenas um cargo governamental que ele está ocupando. Mas ele está pronto para a tarefa.

Aparência: Stanton é um soldado conservado e formal, mesmo quando está sob disfarce. Ele é alto e musculoso, de barba bem feita e seu cabelo loiro é mantido curto. Ele usa casacos esportivos, jaquetas e usualmente gravata. Stanton rapidamente ganhou a reputação de conseguir tirar o urso de
um homem, e possui uma boa reputação entre os Street Fighters. Durante uma luta, Stanton grita com seus dois agentes, avisando e encorajando-os.

Interpretando Coronel Stanton: você gosta de fazer as coisas do jeito certo. Tudo que você precisa saber está “no livro”, e está por uma razão. Infelizmente você perdeu os velhos dias – saltando de aviões, rastejando através da lama, destruindo coisas. Mas empresariar um time de Street Fighters é sua missão agora. Você adora Randi e Izzy – um pouco mais do que aparenta. Você cuida deles como se fossem seus filhos. Você faz com que eles tenham tudo que precisem – dentro do possível, é claro.

Lema: Você tinha combinado estar no ponto de encontro as 8h. Você está atrasado. Eu não quero ouvir desculpas, e não vou tolerar comportamento preguiçoso nesta unidade. Então…o que você encontraram lá?

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