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Jogador de RPG há 14 anos, tendo 2 anos de experiência narrando SF RPG ininterruptamente e depois mais algumas crônicas avulsas e aventuras one-shot neste que é seu RPG favorito. Também já mestrou 3D&T, GURPS, d20/D&D (2 a 3.5), MERP, Daemon/Trevas e cenários Storyteller em geral.

War House

War House

Esse time tem feito mais do que a sua obrigação e enquanto
é bem respeitado pelos outros Street Fighters, ele ainda tem
que ganhar a admiração dos fãs. Isso deve ter alguma relação
com o fato de que seus principais promotores tem trazido esses
membros às lutas de bastidores ou aos eventos menos visitados.
Enquanto esse grande time foi destruindo vários outros
times mais fracos, isso somente forçou o grupo a permanecer
unido. Seus integrantes treinam, comem e ainda por cima vivem
juntos. Mexa com um deles e estará mexendo com todos.

Membros do Time


Times de Street Fighters

Jack Mecânico

Jack Mecânico


A inabilidade do War House para atrair atenção preocupou Reba, que acreditava que alguém podia estar armando contra o time. Ela e outros membros do time recentemente juntaram seus recursos para contratar Jack, o Mecânico, um conhecido hitman das platéias que atua como empresário e promotor do time. Até agora ele servidor mais como motorista do time, mas Reba espera que ele estará apto a torná-los ricos – ou ao menos encontrar quem está trabalhando contra eles.

Aparência: uma vez que Jack nunca sabe quando podem se meter em dificuldades, ele tende a vestir um macacão com várias ferramentas de sua profissão em vários bolsos. Ele é um homem baixo com óculos cuja modéstia desmente sua habilidade.

Interpretando Jack: Você sempre sabe o que está fazendo – mesmo nas raras ocasiões em que você não sabe. Você descobriu que fazer as pesoas acreditarem em você é tão importante quanto fazer realmente o que elas querem.

Lema: Eu posso tomar conta de tudo para você.

War House

Empresários

Eric, o ruivo boa pinta

Eric, O Ruivo Boa-Pinta


O ruivo boa pinta é o membro mais misterioso da War House e foi recrutado recentemente. Ele simplesmente pulou na arena um dia desses e começou a lutar ao lado deles.
Embora ele tenha sido desqualificado do evento, a War House imediatamente integrou ele ao time.

Sua habilidade no Kung Fu é inegável, mas nenhum dos outros membros do time sabe muito sobre ele. Apesar disso, ele não tem dado razões para que eles se preocuparem e o time está contente por tê-lo ao seu lado.

Aparência: Alto, barba feita e um cabelo ruivo bem vermelho, Eric gosta de liberdade, roupas folgadas em qualquer situação. Seus olhos parecem percorrer todos os lados, raramente se fixando em algo por mais de um segundo.

Interpretando Eric: Você fala pouco, mas seus olhos não deixam nada escapar. Você tem um modo de sempre aparecer do nada que enerva seus amigos e inimigos também. Apesar de não ser o primeiro a entrar numa briga, quando você entra,
é decisivo.

Lema: [suspiro inaudível]

War House

K.O.

Kalin Olench


Kalin Olench nem sempre adorou chutar coisas, mas certamente parece ser seu maior prazer. Ele começou a estudar o Thai Kickboxe para que os garotos mais velhos parassem de azucriná-lo, e ele fez isso com paixão. Isso trouxe à tona um talento que nem mesmo ele sabia que tinha e ele continua praticando seu Kickboxe até hoje, tanto nas arenas profissionais quanto nas ruas.

Contudo, chutar não é o grande amor de K.O. O que a maioria das pessoas não sabe é que apesar de parecer tailandês, K.O. tem uma mãe irlandesa. Por toda sua vida ele abrigou um amor secreto por tudo que é irlandês e até esconde uma tatuagem da Ilha Esmeralda em seu corpo. Ninguém nunca viu, mas é o maior tesouro de K.O.

Aparência: Magro e resistente, K.O. parece mais tailandês do que irlandês. Ele usa um cavanhaque fino com bigode e veste roupas justas e botas pretas.

Interpretando K.O.: Você é quieto, mas é propenso a ataques de mau idiota. Seus companheiros nunca sabem quando você vai botar sua cabeça pra dentro do quarto deles e dar-lhes um peteleco na orelha ou um grito de gelar os ossos, só para perguntar se está tudo bem.

Lema: A estrada pro inferno são asfaltadas com chicletes de cinco centavos.


War House

Diamond Dust

Pré-Requisitos: Ice Blast, Foco 4, Elemental (Gelo) 4

Pontos de Poder: Elemental (Gelo) 3.

Na Sibéria existem tempestades de neve tão violentas que muitas vezes os cristais de gelo machucam aqueles que ousam se aventurar fora de casa. Nestes locais inóspitos onde um homem desprotegido pode congelar a céu aberto, os flocos de neve são chamados de Pó de Diamante, por causa de seu brilho singular e por cortarem qualquer coisa…

Sistema: o Diamond Dust funciona de forma idêntica ao Ice Blast, exceto que o número de sucessos necessários para se soltar das placas de gelo é igual ao dano sofrido. Use os modificadores abaixo e a tabela de congelamento presente no post Interpretando Ice Blast

Custo: 2 Chi

Velocidade: -2

Dano: +5

Movimento: nenhum

Diamond Dust

Theões

Theão


A recém fundada Ordem da Unidade Celestial de Bison se tornou o lar de diversos indivíduos que não são fortes o bastante para agüentar o rígido treinamento do Ler Drit. Apesar de achá-los patéticos, Bison permitiu que vivessem em sua ilha, somente aprendendo a faceta psíquica do Ler Drit, sem o treinamento de combate. Este homens e mulheres chamam-se de Theões, o nível mais baixo na hierarquia da Ordem da Unidade Celestials.

Sob a direção do Arquitheão Aka Zahn, os Theões viajam mundo afora estabelecendo cultos e acumulando seguidores.

Os Theões possuem um grande senso de dever para com sua Ordem e farão de tudo para aumentar sua influência pelo mundo, nem que pra isso tenham de fazer lavagem cerebral nas pessoas ou até mesmo raptá-las. Theões são muito bons no que fazem, utilizando seus poderes psíquicos para alterar as percepções e dobrar a vontade de suas vítimas, tornando-as seguidoras da ordem. Mais de um Street Fighter incauto já virou um zumbi assassino sob as ordens da Unidade Celestial.

Ao lado destes cultistas, são comumente vistos os Revenants, que agem como “seguranças” ou “guarda-costas” para os Theões e seus templos; evitando qualquer tipo de confusão que atrapalhe os planos da Ordem.

Aparência: Theões são normalmente encontrados vestindo um tradicional robe negro que significa seu status. Muitos carregam um cajado para ajudá-lo em suas caminhadas, por que a maioria dos Theões tem algum defeito físico ou injúria resultante de seu treinamento em Ler Drit. Um Theão pode ser encontrado usando um pequeno fragmento de meteoro preso em uma corrente no pescoço, como um colar; suspeita-se que estes fragmentos lhe concedem poderes especiais.

Interpretando um Theão: Você faz tudo para o bem da Ordem, e o faz muito bem. A Ordem deve crescer, todos devem crer em seus preceitos, seja por bem ou seja por mal. As tarefas que você executa servem para um bem maior do que os meros interesses dos mortais; rumo à Nova Era.

Colar de Meteoro

O colar dos Theões são feitos com um fragmento do mesmo meteoro místico que conferiu os poderes à Bison e funcionam como um reservatório de Chi, com uma capacidade de 2Chi por dia (os Theões podem “sugar” estes pontos de Chi para si mesmos). A capacidade máxima do meteoro é somente 2 Chi (não pode ficar vários dias sem usar e depois querer usar mais de 2Chi). Alguns fragmentos maiores, como o que Aka Zahn carrega no pescoço fornecem mais de 2 Chi, mas estes fragmentos são muito raros.

Entretanto, alguém que use o Chi do fragmento, passará a ter as energias maléficas do meteoro percorrendo por seu corpo. O utilizador do colar perde um ponto temporário em Honra para cada ponto de Chi que “sugar” do fragmento. Se o usuário perder todos seus pontos temporários de Honra, ele perderá automaticamente um ponto permanente de Honra e ganhará em troca dez pontos temporários (que serão consumidos um a um cada vez que for utilizado o fragmento). Se um personagem ficar sem nenhum ponto temporário e sem nenhum ponto permanente de Honra, o personagem deixa de ser um personagem e vira um NPC, pois se tornou um vilão desonrado e com a alma controlada pelo fragmento.

Lema: Venham pecadores! Expurguem tudo o que há de ruim em suas almas e suas mentes! O Paraíso espera por vocês! Juntem-se a mim em uma Nova Era para a humanidade!

Dana do Bastão

Dana do Bastão


A fascinação de Dana por armas data de seus primeiros momentos, quando ela agarrou o bisturi do obstetra e começa a cortar! Conforme ela crescia, ela pôs suas mãos em mais e mais armas, usando-as com um contentamento que poucos poderiam comparar. Quando ela soube que praticantes de Karate Shotokan podiam usar o fogo como arma, ela se inscreveu de uma vez.

Sua arma preferida era o bastão longo, e os oponentes comentam sobre o que teria atordoado mais homens – seu bastão ou sua beleza. Poucos podem lidar muito com ambos. Somente seu o amor intenso pela luta a impede de avançar nos Postos do circuito. Ela tende a se concentrar mais em lutar do que vencer.

Aparência: Uma linda polonesa. Dana é alta e tem cabelos negros. Ela se veste confortavelmente, preferindo usar um gi colorido para lutas.

Interpretando Dana: Você só possui um interesse na vida: a luta. Todo o resto está em segundo plano. Quando não está lutando, você é ansiosa e agitada, incapaz de ficar parada por mais de cinco minutos. Quando está lutando, no entanto, você é fria e extremamente controlada. Embora você raramente escolhe começar uma luta, você entrará numa pela menor das provocações.

Lema: Você realmente quer brigar? Hein? Hein? Você quer? Por favor?


War House

O Corrente

O Corrente


Somente dois traços permaneceram em Marco Charanya desde sua infância nos bairros grafitados: suas magníficas pernas e seu ódio por todas as coisas artísticas. Antes Marco chegou a conclusão de que as forças armadas proviam o único meio dele sair do bairro, então ele se juntou ao exército com 16 anos e começou a trabalhar ainda mais suas já maravilhosas pernas, para se tornarem ainda mais atraentes. Ele entrou para as Forças Especiais treinando durante seus primeiros meses de serviço e mesmo assim continuava a praticar constantemente.

Quando finalmente deixou o exército, Marco encontrou um jeito de ganhar a vida enquanto continuaria a aperfeiçoar suas pernas. E as lutas de rua deram uma oportunidade perfeita para isto. Ele teve pouco sucesso por si mesmo, mas está se saindo melhor desde que entrou para a War House. Mas seus sentimentos anti-artistas tem modo errado de tratar as pessoas e freqüentemente ele tem de usar seu Spinning
Clothesline
para sair das encrencas que sua língua o põe.

Aparência: O Corrente é um latino de porte médio, com cavanhaque, bigode e rabo-de-cavalo. Ele se recusa a usar roupas arrojadas ou com estampas e desenhos. Na arena ele
veste shorts de boxe.

Interpretando O Corrente: Você tem muita fé em suas habilidades, mas se torna barulhento e agressivo quando fica inseguro. Você cuida de seus companheiros de time, mas eles gastam mais tempo lhe livrando de encrencas do que você ajuda eles.

Lema: É claro que eu posso com eles. Eu e minhas pernas vamos fazê-los implorar por piedade rapidinho. Porque, eu lembro de uma situação muito familiar…

War House

Organização é tudo!

Um aspecto muitas vezes esquecido, quando se é Narrador de qualquer bom RPG, é a habilidade para organizar o jogo em si. Isso inclui cada parte: desde a preparação da aventura às anotações de que os jogadores fazem, de sessão em sessão.

Um Narrador muito desorganizado é uma visão realmente frustrante. Pode destruir a confiança e o respeito dos jogadores na sua habilidade de "narrar' uma sessão agradável e divertida. Um Narrador que se afunda em pilhas de suplementos de regras esquece materiais fundamentais para o jogo, ou perde informações importantes de uma sessão para outra. Eventualmente ele se torna cada vez mais frustrado e impaciente com o esforço e com as duras críticas de seus jogadores, a ponto de só ter duas únicas opções: ou dar-se por vencido ou…organizar-se!

Antes de se decidir pela organização, o Narrador precisa estar certo de que tem realmente tempo para preparar o jogo, pois isso pode ser a causa da desordem. Afinal, narradores também são seres humanos. Se falta de tempo é o problema, a melhor coisa a fazer é manter o jogo tão simples quanto possível, limitar o uso de material suplementar, evitar o uso de regras opcionais e de "regras-da-casa" (aquelas em que os jogadores ficam horas e horas discutindo e criando sua própria opção), ou então jogar menos frequentemente. isso reduz bastante a quantidade de material sobre jogos que o Narrador precisa conhecer, liberando tempo para os cuidados com a aventura. E francamente, jogar uma versão mais simples é bem melhor do que não jogar nada.

Os jogadores podem também cuidar de algumas tarefas. De fato, selecionar algumas bem simples para alguns membros do grupo é outra boa maneira de liberar tempo e melhorar a qualidade do jogo.

Organização é, por outro lado, muito simples. Saber onde colocar cada coisa é o primeiro passo, manter as mesmas lá, o segundo. Este artigo sugere vários métodos, tanto para Street Fighter: The Storytelling Game, quanto para qualquer outro jogo.

Organizando as Regras

A primeira tarefa que todo Narrador precisa aprender é organizar as regras. Existem centenas de regras opcionais e regras caseiras, bem como os suplementos oficiais de SFRPG, como o Guia do Jogador, que oferecem muitas regras opcionais. Decidir primeiro que regras opcionais usar evita que os jogadores discutam muito sobre o assunto.

Antes de usar um novo suplemento, leia e decida que partes você planeja usar. Faça uma lista de todas as regras opcionais ou marque-as em seus livros. Esteja certo de informar suas decisões e de suas possíveis modificações futuras aos jogadores. Seja flexível e deixe-os fazer objeções ou sugerir mudanças. Isto fará com que você tenha argumento quando um jogador quiser usar uma regra que você ainda não conheça a fundo.

Alguns Narradores também tem regras próprias. Escreva-as de forma clara e coloque junto com o livro de regras ou com suas anotações e outros materiais. Se existe uma quantidade considerável de regras próprias (suas e de seus jogadores), é melhor escrevê-las numa folha e xerocá-las, distribuindo aos colegas. Jogadores novos ou de outros grupos geralmente gostam de ser informados de todas as regras da casa, para evitar surpresas.

Matérias de revistas especializadas podem apresentar alguns problemas. A melhor solução é decidir que novas regras você irá incluir. Seja extremamente seletivo e evite o uso de todo e qualquer regulamento que apareça (é extremamente chato usar todas as regras sem que o grupo aprove).

Fotocopie as tabelas que lhe interessam de cada revista, bem como os artigos e reportagens. Coloque tudo num fichário (ou pasta) organizado por data ou ordem das revistas. Divisórias também podem ser usadas para separar assuntos diferentes: equipamentos, armas, manobras especiais, lutadores e outros elementos. Isso pode parecer pouco, mas é muito valioso se você já estabeleceu um sistema de organização.

Uma boa maneira de evitar problemas é o uso do computador (se você tiver acesso a um), que pode criar um índice dos artigos que você planeja utilizar. É só imprimir a lista de artigos que quer após a atualização periódica.

Depois separe os livros de regras que você pretende usar e os que não são necessários. Isto inclui regras-de-casa e anotações. Coloque tudo o que for relevante perto de sua escrivaninha, computador, mesa ou qualquer lugar que use para criar suas sessões de jogo, para uma rápida e fácil consulta. Também é importante manter separados livros de outros sistemas, revistas, caixas de jogos e outros móidulos. Muitos deles podem ser valiosas referências, mas o livro básico de regras é o que tem prioridade. Separar os livros de regras fixa melhor em sua mente que as referências são mais importantes, e permite a você achar mais facilmente seu material quando sair para uma sessão.

As Anotações do Narrador

Uma vez que as regras estão em ordem, o que o Narrador pode fazer é decidir como ele quer organizar os eventos do dia-a-dia da sua crônica, os pequenos detalhes que ainda irão acontecer na vida dos personagens. O Narrador poderia colocar outro bloco de anotações para guardar só o que acontece de sessão para sessão (o que eles fazem ou deixam de fazer). A organização dessa parte varia bastante, mas um esqueleto básico pode conter pelo menos seis divisões.

A primeira é o planejamento da crônica. Usando o esboço-padrão,  Narrador faz uma descrição detalhada de como a aventura pode se desenrolar ou de como ela foi introduzida. Isso geralmente cobre de 3 a 5 sessões de jogo e a cada uma pode ter a descrição do seu enredo principal.

Um exemplo básico é o que se vê a seguir:

  1. O empresário do time inscreve-os em um torneio em algum lugar do mundo.
  2. Neste torneio, o time irá conhecer outros Street Fighters e as primeiras etapas ocorrerão normalmente.
  3. Nas demais etapas, começam a sumir lutadores misteriosamente
  4. Os heróis se envolverão no caso por bem ou por mal.
  • Se eles decidirem investigar por conta própria
  • Se um amigo deles sumir misteriosamente também
  1. As pistas que encontrarem os levarão até um galpão abandonado no cais, lá encontrarão os cativos e muitos bandidos. Eles enfrentam um guerreiro que já viram no torneio.
  2. Voltando ao torneio, reconhecem o guerreiro da noite anterior e tentam prendê-lo, mas ele resistirá e terão de lutar com ele.
  3. O torneio termina normalmente e os heróis receberão condecorações da polícia por terem resolvido o mistério.

O essencial é ter em mente que esse esboço detalha o que poderia acontecer e não o que vai acontecer. os jogadores podem ser derrotados no galpão e serem capturados também, por exemplo. Por isso o Narrador deve ter outros esboços planejados para eventualidades. O esboço é um script extremamente livre, e o Narrador precisa tratá-lo como tal.

Na segunda divisão há um calendário da crônica muito simples, onde se marca a passagem dos dias, meses e anos e se mantém a data atual do jogo. Um calendário com doze meses pode ser dividido em quatro páginas (três meses por página) com um espaço para cada dia, destinado às suas observações. Ao final de cada sessão, os acontecimentos mais importantes são escritos nas divisões correspondentes, para manter o registro dos eventos entre as sessões de jogo.

A próxima divisão pode ser a dos personagens do Narrador (NPCs) mais importantes da crônica com todas as coisas que você ache necessárias para o jogo, como descrição física, habilidades, manobras especiais, atributos, etc.

A quarta divisão é reservada às informações sobre os personagens dos seus jogadores, incluindo nomes, estilos, experiência, habilidades, saúde, manobras especiais ou qualquer outra informação relevante.

As últimas duas divisões ficam, respectivaamente, com a aventura e com os lutadores que aparecem nela. Módulos podem ser xerocados, ficando essas divisões mais informativas e passíveis de alteração. Coloque tudo num fichário. A lista com todos os lutadores encontrados no esboço da aventura estão incluídos nesta divisão, com os detalhes exigidos para a aventura, até mesmo a saúde e as manobras especiais já determinadas.

Com a Crônica pronta, mexa-se!

A tarefa final é a preparação para ir ao jogo, seja a sala de jantar a vinte passos de distância ou o apartamento de um amigo do outro lado da cidade. Muitas lojas vendem acessórios para trasporte e proteção de livros e folhas soltas, ajudando você a não perder nada no caminho. Caixas usadas para apetrechos de pesca ou aviamentos de costura, com muitos compartimentos e divisões, ajudam a guardar miniaturas, canetas, calculadoras, dados, papéis para rascunho, etc.

Usar este método de organização e seus jogos pode fazer a diferença de como você conta e conduz uma boa história. Como pode ser um bom Narrador se você não pode sequer achar uma aventura? Jogadores são impressionados, pelo menos inconscientemente, por um jogo bem organizado.

Texto original de Richard Hunt. Tradução de Admilson Cunha e adaptação para Street Fighter: The Storytelling Game por Fernando Jr.

Grupo de RPG

A Filosofia do Budismo

Imagem de Buda

O Budismo iniciou-se na India com os ensinamentos da figura historica de Sidharta Gautama (Buda), que morreu em 480 A.C. (o mesmo ano que Lao Tzu morreu). Durante os séculos seguintes, a filosofia que ele orou se tornou uma religião e esparramou-se para China, então para a Coréia, e finalmente para o Japão. O Budismo vê a vida de cada ser vivente como um emaranhado nas cinco paixões: furia, alegria, ódio, desejo e pesar. Seu proposito é livrar o espírito dos três grandes pecados da ignorância, cobiça e paixão. Isto permitirá a este ser iluminado, entrar em Nirvana, um estado de liberdade de paixão e desapego as ilusões do mundo material.

Um espírito ignorante é sentenciado a reencarnar e viver toda uma vida novamente. Dependendo de sua vida, a pessoa pode reencarnar como um homem ou animal, ou até mesmo vai para os Infernos budistas e outros locais menos amigaveis de existência. O karma dos espiritos das vidas prévias influenciarão na vida atual dele. Problemas de vidas passadas podem voltar e afetar a pessoa; assim, algumas pessoas se sentem atraídas por alguém misteriosamente ou sentem uma antipatia profunda para outra pessoa – eles tiveram algum problema com elas no passado. A disciplina especial do Budismo é o Ch'an, ou Budismo Zen.

Fundado na China pelo clérigo Bodhidharma, Zen busca alcançar esclarecimentos por meio de técnicas de meditação (as palavras Ch'an e Zen significam literalmente “meditação”) e uma aproximação espontânea, não-introspectiva para tudo, desde combater até cozinhar. Este ultimo principio é similar à “ação passiva” do Taoísmo, e as duas crenças podem ter influenciado um a outra. Muitas pessoas na Ásia aderem ao Zen e ao Taoísmo ao mesmo tempo, ignorando suas contradições.

Este artigo é uma tradução livre feita por Fernando Jr de um texto presente no fantástico Gurps Martial Arts da Steve Jackson Games.

Monges Budistas