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Centro de Estudo Budista do Norte da Califórnia

Na Chinatown de San Francisco está um prédio pequeno,
despretensioso. Conhecido pelo público geral como Centro de
Estudo Budista do Norte da Califórnia, é famoso entre Street
Fighters por ter se tornado um lugar de reflexão e recuperação.
Quando a pressão do Street Fighting torna-se demais,
quando um lutador perde seu caminho ou precisa retirar-se
do mundo, este é o lugar para vir. Mestre Takashi, o monge
Zen que administra o Centro Budista, é conhecido como um
homem honrado e um místico sábio.

O Centro foi fundado no início da década de 1970, no auge
da “Era de Aquário” – quando paz, amor e filosofia oriental
eram populares. Os jovens americanos vinham ao Centro para
aprender sobre o Budismo Zen, para “sair do mundo e entrar
em sintonia” e ficar mais íntimos de si mesmos. A qualquer
hora havia uma dezena de estudantes recitando koans budistas
em busca de iluminação. A sabedoria transcendental viria a
quebrar o pensamento lógico e entrar em contato com o subconsciente,
buscando respostas em seu interior. Em 1976, contudo,
o Centro encarou tempos difíceis. As pessoas pararam de
vir, e o prédio ficou quase vazio. A América mudou para uma
nova moda.

Durante este tempo, com poucos alunos para ensinar, Mestre
Takashi sustentou-se com ajuda dos moradores locais. Dedicou-
se ao serviço comunitário, realizando trabalhos ocasionais
em troca de comida ou outros serviços. Ele interviria em
nome de um residente, auxiliando os doentes, adivinhando o
futuro ou orando a Buda por assistência. Eventualmente, isso
lhe trouxe problemas com uma Tong (uma espécie de gangue chinesa) local.
Na década de 1980, os sindicatos do crime chineses de Hong
Kong se mudaram para muitas grandes cidades americanas. Os
Crimson Tigers eram o tal sindicato que havia se mudado para
o bairro de Mestre Takashi. Eles exigiram dinheiro de proteção,
venderam drogas e introduziram a prostituição na área. Chinatown
se tornou um lugar mais perigoso para viver e o índice de
criminalidade aumentou.

Os comerciantes e moradores locais imploraram pela ajuda
de Mestre Takashi. Ele interveio quando a Tong tentou assaltar
um comerciante e ele expulsou os traficantes de drogas das esquinas
próximas. Os Crimson Tigers estavam felizes em deixar
o monge sozinho para queimar incenso e meditar, mas quando
Mestre Takashi começou a se intrometer em seus negócios, a
Tong reagiu. Eles vieram para intimidar Mestre Takashi e ele os mandou
para uma longa estadia no hospital. Ao redor do bairro, histórias se espalharam sobre as proezas
de artes marciais do monge, de como ele derrotou sozinho dez
bandidos e desviou seus golpes como uma árvore se curva perante
o vento. Eventualmente, embora Mestre Takashi tenha
sido incapaz de se livrar completamente da Tong, os Crimson
Tigers desistiram das quadras ao redor do Centro Budista e se
concentraram em outras áreas. O impasse continua até hoje.

Em 1988, um famoso Street Fighter com posto quase de
Guerreiro Mundial veio até Mestre Takashi procurando por
ajuda. Antes de vir até Takashi, Ian Dixon tinha estrelado recentemente
um filme de artes marciais de sucesso que lhe rendeu
muito dinheiro e fama. Pessoas cercaram-lhe com ofertas
de outros papéis, e propostas de negócios choveram de uma
linha de mercado de vitaminas, suplementos de artes marciais
e uma rede de escolas. Ele praticou pouco e gastou mais
tempo vivendo uma boa vida; tornando-se cheio de si, o seu Kung Fu enfraqueceu-se. Tolamente, como parte de um golpe
publicitário, ele concordou com uma luta muito anunciada em
Las Vegas contra um adversário mais fraco. Dixon perdeu feio.
Posteriormente, as ofertas sumiram, seu empresário o deixou
e ele se viu sozinho. Buscando por si mesmo, tentando recuperar
o seu centro, seu foco, Dixon veio até o Centro Budista.

A princípio, Mestre Takashi se recusou a ensinar Dixon. Takashi
sentiu que Dixon não estava falando sério sobre “ajudar
a si mesmo” e estava mais interessado em piedade. Mas Dixon
persistiu, e Takashi viu algo enterrado dentro do “antigo” Dixon
– o coração, a dedicação e a honra que ele possuía antes de
perder seu rumo. Ele aceitou Dixon e, através de meditação
e dedicação ao serviço, Dixon se tornou uma nova pessoa. A
notícia do retorno triunfante de Dixon ao Street Fighting e o
papel de Mestre Takashi no assunto espalharam-se rapidamente.
Outros guerreiros começaram a vir ao Centro de Estudo
Budista. Aparentemente, de um dia para o outro, o Centro foi
transformado de um prédio vazio a um destino popular para
guerreiros e estudantes.

Do lado de fora, o edifício parece com um simples prédio
de tijolos de três andares, com apenas um pouco de esplendor
arquitetônico tal qual um telhado arrebitado e telas de malha
vermelha nas janelas para distingui-lo. Não há sequer uma
sinalização anunciando sua localização– pretensos visitantes
devem perguntar ao redor pelo endereço. No interior, o edifício
é aberto e arejado. Muitas das paredes internas são telas
de deslizamento japonesas, e um tatame cobre o chão de madeira.
Em vez de camas, os visitantes dormem em futons (futon
é um tipo de colchão usado na cama tradicional japonesa).

No pátio central do edifício existe um jardim Zen, onde os visitantes
podem meditar; pedras ásperas e cobertas de musgo
estão em meio a um mar de pedras brancas. O edifício pode
acomodar até três dúzias de pessoas. Os visitantes estão autorizados
a ficar no Centro de Estudo Budista por quanto eles
quiserem. O único pagamento exigido é a realização de tarefas
simples ao redor do prédio, quando necessário – e sempre existe
algo para fazer.

Este é o lugar onde os Street Fighters podem se isolar das
pressões de suas carreiras, para curar tanto a mente quanto o
corpo. Massagem shiatsu e banhos comunitários removem a
tensão. Cura oriental antiga está disponível para a reabilitação
do corpo, enquanto a meditação ajuda a dominar os demônios
interiores ou escapar das preocupações do mundo. Com um
fluxo de entrada de doações de Street Fighters gratos, o edifício
foi reformado e uma equipe de nutricionistas, massagistas
e fisioterapeutas foi contratada. A sabedoria de Takashi é
procurada avidamente, e ele recentemente está admitindo
estudantes para ensinar-lhes Aikido. Ele também permite que
outros Street Fighters – aqueles com motivos puros e conduta
apropriada – usem suas instalações para treinar seus próprios
alunos. Assim, os lutadores que não têm recursos para abrir
sua própria escola de artes marciais podem passar os seus
conhecimentos para a nova geração.

Idéias de Histórias

O Centro Budista pode facilmente ter um papel central
numa crônica, como um refúgio para personagens cansados
ou feridos ou um lugar para buscar sabedoria e instrução de
um sábio. Outras idéias incluem:

  • As Tongs, temendo que Takashi lidere os Street Fighters
    e expulse-as de Chinatown em conjunto, formaram uma
    aliança e começaram a recrutar seus próprios Street Fighters.
    Estes lutadores começaram a atormentar os residentes
    ou visitantes do Centro.
  • Quando o Centro Budista estiver pouco visitado, os Crimson
    Tigers planejam atacar seu velho inimigo e colocar o
    Centro de Estudos Budista fora dos negócios. Os personagens
    pegam o gancho deste plot, ou Takashi poderia pedir-
    lhes ajuda, ou eles estariam no local quando o ataque
    ocorresse.
  • Os Street Fighters chegam ao Centro apenas para encontrá-
    lo abandonado, e perceber que Mestre Takashi está
    desaparecido. O rastro leva a Mriganka…

Centro de Estudo

Mestres Zen usam pequenas histórias para confundir seus
alunos. Estas são chamadas de koans. Elas são especificamente
vazias em sua apresentação, mas quando os estudantes
vierem a entender o “nada”, eles também chegarão
a compreender os koans.
– Miyamoto Musashi, O Livro dos Cinco Anéis
A escola Budista Zen desconfia do uso de bolsas estudos
– o estudo das escrituras (sutras) budistas – e da lógica para
alcançar a introspecção. Tais métodos podem apenas distorcer
a natureza de Buda e prolongar a ligação ao mundo
das formas. Na Escola Rinzai de Budismo Zen, à qual Mestre
Takashi pertence, a iluminação vem depois de esvaziar
completamente a mente, para que a realidade possa ser
experimentada diretamente. Para alcançar esta transformação,
os estudantes lutam contra charadas enigmáticas,
ou koans, para as quais não há resposta correta. As tentativas
de resolver o insolúvel decompõem as paredes do ego,
destruindo a estrutura conceitual que liga o mundo espiritual,
conforme o estudante se esforça para encontrar a resposta.
Aos alunos são feitas perguntas como:

  • Podem os cães ter a índole de Buda?
  • O que é realidade?
  • O Universo existe ou não?
  • Como?
  • Qual é o som do aplauso de um homem que possui apenas
    um braço?

Locais de Conflito

Bar Primeiro Assalto

Esse bar na cidade de Nova Iorque é um dos locais de passatempo
favoritos dos Street Fighters. Localizado no centro de
Manhattan, fica no porão de um prédio de apartamentos, logo
abaixo de uma loja de eletrônicos. Um sinal estampado com o
nome do bar está pendurado em cima das escadas que levam
para baixo do nível da rua até a entrada. Alguns dos melhores
artistas marciais do mundo podem ser encontrados aqui, a
qualquer momento, incluindo muitos dos Guerreiros Mundiais.
O Primeiro Assalto (The First Round) é um lugar onde
Street Fighters podem se reunir em uma “irmandade” e trocar
histórias. Rancores são deixados à porta.

Embora pareça um “buraco-na-parede” visto da rua, o
Primeiro Assalto é na verdade muito grande. Em adição ao
longo e espelhado bar junto a uma das paredes, mesas estão
espalhadas pela sala. Claro, Street Fighters gostam de se exibir
e preencher o lugar, mas brigas de qualquer tipo são proibidas.
Para proporcionar uma saída para os Street Fighters mais
vaidosos, o bar patrocina vários testes de força e habilidade:
na parte de trás do estabelecimento, separados por um muro
baixo, estão um saco pesado e um saco de velocidade, ambos
equipados com contadores que medem o desempenho de
um atleta, bem como levantamento de peso. Apostas sobre
quem pode socar mais duramente ou levantar mais peso são
comuns.

A principal política do Primeiro Assalto é uma estrita proibição
contra a luta – uma proibição em vigor desde a abertura
do bar. Um grande cartaz sobre o bar informa os recém-chegados
desta regra, e poucos se atrevem a quebrá-la; espera-se
até mesmo dos inimigos tradicionais a aderência a esta diretriz.
Fregueses prestativos de longa data põe uma “palavra
de sabedoria” na orelha do ocasional cliente brigão, enquanto
seguranças, geralmente Street Fighters sem sucesso, impõem
a regra da “não-luta” da qual, é claro, eles estão isentos como
requerido.

Se um cliente for forte demais para os seguranças deterem,
há notícia de que os fregueses assíduos dão uma “mãozinha”. Se um cliente insiste em provocar uma luta, ele é rapidamente
conduzido à porta de saída. Tais incidentes, no entanto, nunca
se tornaram uma “briga de bar que esvazia o salão”, e o visitante
ofensor não pode contar com a ajuda de nenhum dos outros
clientes. O Primeiro Assalto é um paraíso onde rixas são postas
de lado e lutadores podem apenas relaxar. Ninguém quer ver
essa frágil paz perturbada.

O Primeiro Assalto é de propriedade de Antoine Stewart, um
estilista de Kung Fu e Street Fighter aposentado que lutara sob
o nome de Punho do Tigre (Tiger Fist) até que uma lesão – uma
perna quebrada que foi mal curada – o forçou a se aposentar.
Stewart levou o dinheiro que tinha guardado em suas vitórias
e comprou o bar. Ele o divulgou em torno do circuito, e logo
atraiu outros Street Fighters para seu novo estabelecimento.
Stewart continua gerenciando, e pode ser encontrado aqui em
quase todas as noites.

Apesar de estar fora do circuito há anos, Stewart ainda
parece magro e forte. Muitas vezes trabalhando no bar, recém chegados
o confundem com um funcionário – mas não por
muito tempo. Ele habitualmente saúda os recém-chegados
ao bar por seu primeiro nome, se eles já tiverem sido vistos
no circuito de lutas de rua. Simpático e sempre pronto a dar
conselhos sobre luta, ele se mantém a par dos acontecimentos
atuais, e pode direcionar uma pessoa para um novo tutor ou
sensei.

O Primeiro Assalto é um bom lugar para os recém-chegados
conhecerem lutadores mais experientes (e outros que trabalham
no circuito, como empresários) ou para procurar um
conselho ou informação sobre uma arena particular. Contatos
podem ser feitos, ou emprego encontrado. Uma visita de
Guerreiro Mundial não é incomum. Em qualquer noite, um
visitante pode encontrar Ken sentado no bar a beber um chá
verde ou Guile bebendo cerveja americana. Os empresários
também vêm aqui em busca de novos talentos, e os promotores
se certificam de que as informações sobre os seus próximos
torneios sejam anunciadas aqui.

Qualquer um interessado na classificação de um Street
Fighter pode consultar Larry Williams, um ex-apostador profissional
empregado agora por Stewart para manter um registro
das vitórias e derrotas. Com seus muitos contatos de jogo
em Las Vegas, Nova York, Monte Carlo, Londres e as Bahamas,
Larry é capaz de manter o controle de praticamente todos os
Street Fighters do mundo. Larry precisa seguir cada lutador
para determinar as probabilidades, e é também um mestre em
avaliar os adversários, o que ele não souber, ele pode descobrir
com alguns poucos telefonemas rápidos.

O Primeiro Assalto também é famoso por sua culinária, e tem
um menu incomum e extenso. Os artistas marciais têm alguns
gostos bastante estranhos, e este lugar atende a todos eles.
Stewart emprega três cozinheiros que abrangem uma gama
de cozinhas – de vietnamita e tailandesa a indiana e russa. Fei
Long
pode obter um prato de caracóis com molho de feijão
preto, enquanto Edmond Honda pode apreciar alguns sushis
saborosos. O bar serve todos os tipos de bebidas – desde as sodas
típicas, cerveja, às mais exóticas misturas como o leite de
tigre e chá de capim limão. A especialidade da casa é o “Soco
Poderoso”, uma bebida especial de receita do próprio Stewart.
Cheio de vitaminas, proteínas e sucos de frutas naturais, dizem
que esta bebida serve para restaurar a energia e a força.

O Primeiro Assalto também tem sua parcela de problemas,
no entanto, era inevitável que a fama de Stewart atraísse a
atenção errada. Quando ele abriu o bar, Stewart teve alguns
problemas com capangas da família da máfia que “apareceram
para uma visita”. Em resumo, eles queriam que ele comprasse as bebidas alcoólicas deles, para lhes permitir usar o bar para
ocasiões especiais, e pagar-lhes por proteção também. Naturalmente,
Stewart se recusou, e os bandidos foram embora,
prometendo trazer-lhe problemas.

Stewart precisava de ajuda para impedir seu novo bar de
ser destruído, então ele pediu ajuda a seus ex-colegas. Quando
os capangas da família voltaram para destruir o lugar, eles
encontraram uma surpresa desagradável esperando por eles:
uma meia-dúzia de Street Fighters loucos por briga. Todos os
cinco bandidos foram enviados ao hospital para uma visita um
pouco demorada.

Este imbróglio iniciou uma guerra de seis meses entre O
Primeiro Assalto e a Máfia. Cada vez que a Máfia enviou capangas
para intimidar Stewart, ou para vandalizar o bar, Street
Fighters vieram em seu socorro e enviaram os bandidos empacotados.
Eventualmente, devido a muitos dos membros da
família terem sido colocados “fora de ação”, a máfia declarou
trégua, e Stewart foi deixado em paz. Até hoje, porém, o sindicato
mantém um rancor, ganhando tempo até que ele possa
se vingar. A principal razão para que eles não tenham simplesmente
bombardeado o lugar é que a família está esperando
Stewart falir e dar-lhe uma chance de obter uma propriedade
muito desejável.

Ultimamente, O Primeiro Assalto também tem atraído a
atenção da Shadaloo. Lutadores das conhecidas Equipes da
Shadaloo começaram a visitar o Primeiro Assalto, como se
fossem quaisquer outros Street Fighters, mas Stewart e os
freqüentadores regulares não gostaram. No entanto, como o
bar é destinado a ser um lugar para Street Fighters colocarem
de lado suas diferenças e descontrair, nada pode ser feito para
impedir a Shadaloo.

Poucos sabem que os combatentes da Shadaloo fazem
muito mais do que apenas socializar; eles vêm aqui para fazer
negócios como agentes da Shadaloo: coleta de informação,
captação de novas instruções e fechamento de negócios. A
regra que proíbe a luta involuntariamente fornece à Shadaloo
uma proteção. Enquanto os agentes não começarem nenhuma
confusão, não precisam se preocupar. Até agora, nem Stewart,
nem qualquer um dos clientes habituais do bar conseguiu
descobrir as verdadeiras atividades da Shadaloo no Primeiro
Assalto. O que vai acontecer quando eles finalmente descobrirem
ninguém sabe.

Idéias de Histórias

Além da camaradagem e de coleta de informações que
acontece no Primeiro Assalto, Street Fighters também podem
encontrar aventura e conflito aqui. Narradores podem considerar
as seguintes possibilidades.

  • Os lutadores aprendem sobre as atividades da Shadaloo
    no Primeiro Assalto ao ouvir um crime sendo planejado,
    ou ficam sabendo depois do fato de que um crime havia
    sido planejado no bar. Os personagens tentam impedir a
    visitação dos Shadaloo ao bar ou mesmo parar o crime.
  • A família da Máfia retorna com Street Fighters próprios
    (talvez treinados pela Shadaloo) para forçar Stewart a
    pagar o dinheiro de proteção ou apenas para se vingar.
    Stewart aborda os personagens para ajudar a defender o
    bar ou para se livrar do Sindicato completamente.

Locais de Conflito

Background

Background. Essa palavra aparece com certa regularidade quando a conversa é entre RPGistas experientes, e também em matérias de revistas e posts de blogs. Alguns preferem dizer "ambientação", outros falam apenas em "história" ou "histórico" – mas background é muito mais abrangente.

Procurando background no dicionário inglês-português (a pronúncia é "bék-gráund"), você deve encontrar vários significados. Entre eles temos ambiente, cenário, antecedentes, formação, experiência. Todos valem em RPG, porque background é justamente isso – aquilo que enriquece e "recheia" o personagem. Sua história. Seu passado, personalidade e tudo o que o torna uma pessoa única. Indo direto ao ponto, background é aquela "historinha" que o Narrador pede para você escrever atrás da ficha de personagem – mas você disfarça, finge que não ouviu e deixa para depois.

Se o personagem de RPG fosse um computador, a planilha com números seria o hardware – a parte física, aquela que podemos ver e tocar. Então o background seria o programa, o software. Algo mais subjetivo, algo que não podemos ver imediatamente quando examinamos a planilha – mas SABEMOS que está ali.

Background não é indispensável para jogar RPG. Você pode preencher uma planilha, lançar os dados e esquecer qualquer outra preocupação. A diferença é que, jogando assim, muito em breve você pode acabar perdendo o interesse pelo personagem – e também pelo próprio jogo. Empregue algum tempo elaborando o background para seu personagem, e com certeza ele será mais valioso para você.

Sim, verdade. Você deve ter notado que, quanto mais tempo joga com um mesmo personagem, mais você fica apegado a ele. Isso não acontece apenas porque vocês debulharam capangas juntos (ok, isso TAMBÉM é divertido). Acontece porque agora seu personagem tem um passado. Você não o inventou durante a criação, antes de jogar – mas o background surgiu naturalmente, aos poucos, durante a crônica.

Sendo assim, não seria mais interessante construir personagens com passado e conteúdo, em vez de apenas uma planilha com espaços e bolinhas preenchidas?

Street Fighters não são só números!

Dentre os cenários da linha Storyteller (Vampiro, Mago, Lobisomem e os etcs), Street Fighter é aquele onde podemos esquecer mais facilmente o valor de um background. Talvez por isso este jogo seja tão detestado pela "elite" RPGista.

Digamos que você resolve construir um personagem de Street Fighter. O Narrador anuncia uma aventura onde terá um torneio de artes marciais (mais clichê impossível…), ok. Você logo pensa naquele combo para defende com Bloqueio básico e contra-atacar com Shock Treatment, e resolve por todas suas bolinhas de Técnicas em Foco e Bloqueio, seus Atributos Físicos vão para Vigor e Destreza e seus Atributos Mentais para Inteligência e Raciocínio. Além do Shock Treatment também pega uma Fireball, caso o oponente não queira se aproximar e faz um Kabaddi para que as manobras de foco saiam baratinhas. Para os gastos de Chi, preenchemos todas bolinhas de Chi na ficha usando Pontos Bônus e distribuímos as Habilidades, Atributos Sociais e Antecedentes à gosto. Pronto, já temos nosso personagem.

Temos mesmo? Vejamos…o sujeito não tem passado, não tem personalidade, não tem nem mesmo um nome! Pensando bem, o que temos é apenas um amontoado de números e cálculos espertos – um personagem feito com mentalidade puramente estrategista. Até que está bom se você está jogando suas primeiras aventuras e ainda não pegou o espírito da coisa, mas…pode estar certo, você logo vai se cansar.

Como trasformar esta planilha cheia de números em um personagem? A resposta é: dê a ele um background.

Para começar, temos que chamar esse cara de alguma coisa. Um nome indiano, rápido! Usando o instinto, o jogador escolhe…Karumi. Até que não ficou tão ruim.

O que esse Karumi faz da vida? Ele possui dons de manipular seu Chi em descargas elétricas e cospe bolas de fogo. Será um monge indiano? Talvez um discípulo de Dhalsim (o jogador pôs Sensei 5 como único antecedente).

Ei, um momento! Karumi tem Força 2, não tem técnicas de Soco, Chute ou Apresamento! Ele é um lutador que não sabe desferir sequer um chute ou soco. Nosso amigo é um tipinho bem estranho também, visto que não sobraram muitos pontos para por em Aparência. Isso dá a ele uma aparência de indiano passando fome, semelhante ao físico de Dhalsim em Street Fighter 2 para SNES.

Já temos muita coisa para trabalhar. Karumi é um discípulo de Dhalsim que vendo a pobreza de sua vila e a quantidade de enfermos decidiu ir para o Japão participar de um torneio Street Fighter para arranjar dinheiro para construir um hospital público. Isso corresponde à Honra maior do que Glória que o jogador de Karumi colocou na ficha. Agora ele viaja pelo mundo com alguns amigos que fez neste torneio, tentando juntar dinheiro suficiente para voltar para casa e melhorar a qualidade de vida dos habitantes de sua terra natal.

ISTO é background. Criar uma história, um passado e personalidade, compatíveis com as estatísticas de jogo. O ideal mesmo é pensar no background antes de construir o persoagem – e não o contrário, como acabei de fazer. Karumi teria uma vida mais fácil se, digamos, tivesse alguns pontos em Recursos ao invés de todos em Sensei.

Então ficamos combinados: quando preencher sua próxima planilha, dê ao personagem algo mais que números e bônus.


Artigo escrito por Fernando Jr inspirado em uma matéria homônima da extinta Dragão Brasil #43, escrito por Marcelo Cassaro.

O Mundo da Batalha de Sonny Bennett

Esta arena foi fundada na metade da década de 1980 por Sonny Bennett. Ela não possui um local permanente, viajando em vez disso de cidade em cidade como um circo; um comboio de caminhões e ônibus é necessário para transportar o equipamento e pessoal. O Mundo da Batalha é mantido em qualquer que seja o estádio proeminente da cidade anfitriã, como o Madison Square Garden em Nova Iorque. Por duas ou três noites, Street Fighters lutam uns contra os outros para o deleite das multidões. Toda a operação, então, é desmontada e move-se para a próxima cidade da turnê.

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A arena em si parece ser a mesma, não importa onde esteja instalada: é um ringue quadrado simples, com cordas em volta do perímetro. Competidores se encaram em partidas, gritando, em um palco lateral, enquanto suas atuações são transmitidas em telões acima. Os bastidores são um turbilhão de atividades, com técnicos correndo de um lugar para outro, administradores fechando negócios e fãs pressionando por autógrafos.

Sonny Bennett começou como um pequeno promotor de um torneio de artes marciais local na Filadélfia. Realizado anualmente, o torneio era uma vitrine para as escolas de artes marciais locais. Os competidores eram pouco mais que crianças e entusiastas de meio expediente. Guerreiros profissionais evitavam a arena de Bennett, nenhum empresário retornava suas ligações e a presença de espectadores era baixa. Bennett estava num degrau abaixo da escada do sucesso, mas da noite para o dia ele se tornou um importante promotor, com uma grande banca. O segredo por trás da súbita prosperidade de Bennett foi a Shadaloo, que comprou a lealdade de Bennett e o instruiu a construir uma arena que pudesse fornecer cobertura para suas operações. Com o dinheiro da Shadaloo, ele desenvolveu a idéia de um crescimento rápido de artes marciais em viagem, similar a diversas operações de Luta-Livre profissional já em turnê pelo país. Agora, empresários estão disputando uns com os outros para agendar seus lutadores na arena de Bennett.

Bennett tem sua própria Equipe de lutadores: alguns são ativos, outros já tiveram o seu momento. Ressentimentos e rixas são tramados para fornecer uma razão para que os Street Fighters se confrontem, e para entreter os espectadores. No meio da luta, vinhetas são encenadas onde os lutadores se postam, discutem e trocam insultos. A maioria das brigas de uma noite é entre estes lutadores, mas é um aquecimento para o evento principal. Alguns dias, estas lutas são fixas, com o vencedor determinado previamente. Claro, Sonny e seus lutadores negam esta acusação com veemência.

O evento principal é normalmente reservado para Street Fighters independentes ou equipes. Os times são convidados para competir em lutas de duplas ou amplas lutas “livres para todos” contra times ou lutas individuais da própria Equipe de Street Fighters de Sonny. Lutadores independentes são agendados com semanas de antecedência e recebem o maior faturamento do pavilhão.

Mais e mais Street Fighters procuram Sonny e seu Mundo da Batalha, conforme a arena torna-se cada vez mais popular. Isto está fadado a crescer quando Sonny negociar um acordo para transmitir suas lutas na TV. Sonny também procura recém-chegados ao Street Fighting para dar-lhes um grande momento de invasão: diversos lutadores tiveram sua primeira chance nesta arena. Sonny está sempre à procura por novos talentos para adicionar à sua Equipe, no caso de um novo candidato quente ou um apagado (mas ainda popular) lutador. A eles é oferecido um exclusivo contrato de muitos anos com a Sonny Bennett Produções e é dado um camarim. Street Fighters sempre podem ser encontrados rodopiando sobre a arena, sejam eles visitantes para uma simples luta ou contratados por vários anos.

Sonny é cortês e amigável para convidados especiais, bajulando- os com presentes e cobrindo suas despesas de hotel e alimentação. Mas para aqueles que ele chefia, ele é duro e exigente. O que permanece um segredo muito bem guardado, pouco conhecido fora do Mundo da Batalha, é que Sonny explora seus combatentes regulares. Ele concede empréstimos para seus lutadores em taxas de agiota, então exige o pagamento em serviços: “Se você apenas levar este pacote para o bar das docas, eu esquecerei aquele último empréstimo…” Mesmo se um lutador não estiver em dívida com ele, Sonny tem meios de conseguir o que quer. Ele apela para o sentimento de gratidão e culpa (“Pense em tudo o que eu fiz por você”), intimidando-os e oprimindo-os e, em alguns casos, ameaçando seus entes queridos. Um lutador insubordinado pode vir a estar continuamente em competições contra oponentes muito fáceis e perdedores e outras lutas que não contribuem para sua reputação. Um competidor rebelde pode vir a ser morto.

Assim, os lutadores empregados por Sonny tornam-se inconscientemente peões nos esquemas da Shadaloo. Viajando por todo o país, atraindo milhares de espectadores e dezenas de Street Fighters, o Mundo da Batalha serve como disfarce perfeito para as atividades criminosas da Shadaloo, já que pacotes e encomendas são entregues por todo o país. Os lutadores providenciam músculos e proteção quando é necessário. Apesar dos perigos, algumas informações sobre a operação de Bennett escaparam, e alguns Guerreiros Mundiais começaram a suspeitar do que realmente é o Mundo da Batalha.

Idéias de Histórias

Em adição a um aparecimento único, o Mundo da Batalha poderia facilmente tornar-se um acessório em progressão na crônica do Narrador. Histórias possíveis incluem:

  • Os personagens são Street Fighters iniciantes e, inconscientemente, se inscrevem no Mundo da Batalha. O que começa como uma oportunidade de carreira espetacular se deteriora lentamente em uma imersão no mundo do crime e uma situação de vida ou morte.
  • Os Street Fighters são chamados por Cammy ou Guile para infiltrarem-se nas operações de Bennett e participar de sua Equipe, procurando a oportunidade certa para revelar seus planos ou neutralizá-los.
  • Uma amiga dos personagens, agora empregado de Sonny, vem pedir-lhes ajuda. Sonny vem aborrecendo-a e ameaçando- a, e agora ela teme por sua vida e pede aos personagens para protegê-la dos capangas de Sonny, os quais estão convenientemente em seu caminho.

Locais de Conflito

O Abismo

Poucas pessoas sabem que abaixo das ruas de Manhattan, onde milhares de pessoas passam por cima todos os dias, está uma das arenas mais perigosas dos Estados Unidos. Esta arena, conhecida apenas como The Pit (O Abismo), é a notória arena secreta de Shade, um assassino de reputação crescente. Shade usa sua arena para aprimorar suas habilidades, desafiar adversários e se livrar de seus incômodos. Desconhecido para muitos, Shade é Bruce Garibaldi, uma figura importante no mundo do crime na Costa Leste. Enquanto muitos sabem da existência do Abismo, a sua localização específica e sua verdadeira natureza não são totalmente compreendidas pela maioria dos Street Fighters ou os seus associados.

Quando a habilidade de um Street Fighter em particular chega a ser percebida por Shade, ele o seqüestra. Seus capangas – recrutados do sindicato do crime de Garibaldi para seu uso como Shade – localizam a vítima, drogam-na e atiramna na parte de trás de um carro esperando por ela. A vítima desperta descobrindo-se prisioneira na masmorra privada de Shade.

O Abismo é uma grande e plana câmara de concreto três andares abaixo do solo, escondida embaixo de um prédio de apartamentos não muito distante da cobertura privada do próprio Garibaldi. Portas de aço se abrem para a arena em ambas as extremidades. Atrás de uma porta há um elevador que leva ao andar térreo do prédio. Uma chave especial é necessária para operar o elevador.

Atrás da outra porta há um bloco de celas, onde os “convidados” de Shade são mantidos. Os quartos, preenchidos com mobília confortável e decoração elegante, parecem mais suítes de hotel do que celas de prisão. A despeito do ambiente de luxo, contudo, as portas estão trancadas, estabelecendo firmemente o verdadeiro propósito do quarto. As celas são monitoradas por uma câmera de circuito fechado de televisão; Shade ou seus subordinados se comunicam com o prisioneiro por um sistema de intercomunicação bidirecional. Todas as necessidades e desejos de um prisioneiro são sanados com suprimentos de comida gourmet, personal trainers, médicos e massagistas de Garibaldi. Ele quer seus oponentes estejam em sua melhor forma – sem ferimentos, fora de forma ou fraco de fome. Quando chega o momento, o cativo é levado sob pesada guarda à câmara principal.

Junto ao teto da arena, estão paredes de vidro, por trás das quais as celebridades assistem às competições; o comparecimento é por convite, e somente aqueles com experiência e mau-gosto horrendo são convidados. Se uma palavra sair sobre quem estava na platéia, a carreira de um número de importantes empresários, artistas e políticos poderia ser arruinada; esta ameaça serve para manter os espectadores quietos sobre a localização da arena e os eventos que ocorrem lá: eles não podem revelar o segredo para que não destruam suas próprias vidas. Normalmente, nenhum dos convidados sabe a verdadeira identidade de Shade. Os convidados recebem um convite apenas um ou dois dias antes da luta, normalmente por telefone. Enquanto saboreiam champanhe e mordiscam caviar, os poucos privilegiados assistem o esporte sangrento.

Shade prefere seqüestrar e lutar contra outros Duelistas, a fim de comparar suas proezas contra as deles. Ele tem sido conhecido por raptar lutadores de outras Divisões também – tipicamente lutadores que tenham entrado em conflito com o sindicato do crime de Garibaldi. Se um lutador põe fim a uma transação de drogas ou rompe uma das operações de seu agente de apostas, ele pode esperar a visita dos capangas de Shade e uma viagem ao Abismo. Alguns Duelistas ambicionam o “convite” de Shade – tendo ouvido sobre sua reputação, eles aguardam ansiosamente a chance de testar suas habilidades contra o misterioso mascarado. Rumores dizem que aqueles que lutam muito bem são convidados a integrar a Shadaloo.

Não há base real para esta especulação, embora Shade tenha começado a usar sua arena como um meio de testar recrutas em potencial para o seu sindicato do crime – ou de Garibaldi. Fair Play não é uma das preocupações de Shade. Se um oponente combate desarmado, ele ainda usa sua lança – um ato claramente desonrado. Às vezes, quando Shade está inseguro do resultado da luta, ele espalha na comida de seu oponente o Crisântemo Negro. Se fica óbvio que o prisioneiro não comeu, então a droga é injetada nele à força. É menos provável que Shade drogue oponentes os quais ele raptou unicamente como um teste pessoal de habilidade.

O objetivo da arena de Shade não é acumular vitórias ou derrotas, e melhorar o Posto deveria ser a última coisa na mente de um cativo. O Abismo é sobre a vida e a morte, e alguns lutadores nunca retornaram de lá. Shade às vezes deixa um oponente caído à mercê da morte devido aos seus ferimentos não-tratados. Ocasionalmente, ele é até mesmo conhecido por golpear oponentes inconscientes com sua lança, assassinando uma pessoa indefesa. Se, num capricho, Shade decide deixar um oponente vivo, ele liberta o Street Fighter capturado após a luta. O prisioneiro é despejado em um local remoto, distante da arena. Se um lutador é raptado para “ensinar-lhe uma lição” e, em seguida, vence o primeiro duelo, ele é levado de volta à cela. Às vezes, ele é libertado, mas geralmente é mantido para uma revanche; para a próxima luta, o oponente é drogado com o Crisântemo Negro para garantir sua derrota.

Para aqueles que são seqüestrados como potenciais recrutas para a organização de Garibaldi e lutam bem, é oferecida uma posição após a competição: Street Fighters que recusem participar da organização de Garibaldi são simplesmente executados em um lugar isolado. Se a luta era só uma partida simples entre os lutadores, o cativo é, algumas vezes, libertado ileso, mesmo se Shade perder. Ele é drogado mais uma vez e levado para um beco ou terreno vazio longe do Abismo. Outras vezes, dependendo do capricho de Shade, o cativo simplesmente nunca mais é visto ou se ouve falar dele.

Idéias de Histórias

Narradores podem usar o Abismo numa variedade de maneiras. Antes de realmente usar a arena, contudo, Narradores devem usar rumores sobre o Abismo para intimidar o time – deixe os personagens ouvirem histórias sussurradas amedrontadoramente a respeito de combates horrendos que lá ocorrem.

  • Um personagem – particularmente um Duelista – é raptado por Shade para uma simples competição, para comparar estilos e habilidades.
  • Uma organização do governo ou um dos Guerreiros Mundiais descobre sobre o Abismo e pede que os personagens o desativem.
  • Um Street Fighter (ou um personagem jogador ou um NPC) está chegando muito próximo das operações de Garibaldi. Ele é seqüestrado e levado à arena para “aprender uma lição”. O personagem deve tentar uma fuga ou testar sua chance na arena com Shade, enquanto o resto do time tenta localizar o Abismo e resgatar seu colega. Se o cativo é um NPC, então, obviamente, a ênfase será na missão de resgate. Caso contrário, a atenção deve ser dividida entre o cativo e os salvadores.

O Crisântemo Negro

Shade trouxe do Japão o segredo para sintetizar este potente narcótico, onde é usado por alguns clãs Ninjas. Os assassinos da Índia também eram conhecidos por usá-lo, assim como a Máfia Vietnamita.

Shade usa uma versão enfraquecida desta droga no Abismo: vítimas que são injetadas com esta exótica substância rolam seu Vigor (dificuldade 8). Falha indica que a Destreza do lutador é reduzida em um ponto durante uma hora; uma falha crítica dobra a duração. A versão mais potente desta droga, impraticável para uso no Abismo, deixa a vítima praticamente em coma por um dia.

Locais de Conflito

Locais de Conflito

Locais de Conflito

Todo dia está repleto de conflitos em potencial, e todo lugar é um cenário possível para um combate. O ringue não é o único lugar em que os competidores se encontrarão; seja um embate de punhos ou de vontades, qualquer lugar pode ser uma arena. Street Fighters em particular percebem que suas vidas são cheias de tensão e discórdia – seja em um estádio ou cercados por capangas em um beco, a violência parece seguilos onde quer que eles vão.

Os seguintes cenários representam uma variedade de locais para conflito. Alguns são verdadeiras arenas onde os competidores irão lutar pela vitória; outros são lugares onde os Street Fighters podem escolher visitar “fora do ringue” para descanso e repouso, somente para perceber que o conflito os segue por toda parte.

A seguir estão listadas diversos locais de conflito, divididos  entre duas categorias distintas, No Ringue, apresentando arenas ao redor do mundo onde os Street Fighters podem se enfrentar; e Fora do Ringue, representando dojôs, escolas, academias, centros de estudo e treinamento, bares, etc; locais que não são essencialmente arenas, mas que podem acabar se tornando pela simples presença de Street Fighters.

No Ringue

  • O Abismo (Shade)
  • O Mundo da Batalha de Sonny Bennett
  • Sala de Realidade Virtual da Shadaloo
  • Iate de Ken Masters
  • Bar de Carlos Dalben
  • Ringue Fechado de Fei Long
  • Templo Ramayana (Bison e Sagat)
  • Templo da Dor (Bison)
  • Hangar de Guile
  • Show de Dee Jay
  • Castelo Bala Fraser (Cammy)
  • Praia Lemony (Dee Jay)
  • Casa de Banhos Edo (E. Honda)
  • Shopping do Distrito (Chun Li)
  • Rio da Bacia Amazônica (Blanka)
  • Palácio do Maharajah (Dhalsim)
  • Baía de São Francisco (Ken)
  • Buddha Reclinado em Nachappa (Sagat)
  • Restaurante El Toreador (Vega)
  • Castelo Santa Isabel (Vega)
  • Aldeia Indígena de T. Hawk
  • Vegas’ Strip (Balrog)
  • Dojô Rindoukan (Makoto)
  • Jardins de Dudley
  • Dojô Genryusai (Guy e Maki)
  • Academia do Mike (Haggar)
  • Escola de Sakura
  • Sunrise Park (Dan)
  • Palazzo Mistero (Rose)
  • Fábrica Metalúrgica Bilsk (Zangief)
  • Estação Russa (Zangief)
  • Planície de Kirkpnar (Hakkan)
  • Ilha Gokuentou (Akuma)
  • Cemitério de Trens em Chicago (Joe)
  • Monte Rushmore (Mike)
  • Rua de Chugoku (Gen)
  • Beco de Londres (Birdie)
  • Grande Muralha da China (Lee, Chun Li e Akuma)
  • Lago Yamanaka (Geki)
  • Templo Toji (Retsu)
  • Parque Nacional Sukhothai (Adon)
  • Estação Amtrack (Sodom)
  • Coliseu (Rose)
  • Ruínas Ayutthaya (Adon e Sagat)
  • Castelo Suzaku (Ryu)
  • Porto de Gênova (Rose)
  • Detroit Highway (Charlie)
  • Rio Chaopraya (Adon)
  • Cemitério de Trens em Londres (Birdie e Eagle)
  • Deserto do Arizona (Sodom)
  • Topo do VTOL (Bison)
  • Travessia do rio Ganges (Dhalsim)
  • Ruínas Khmer (Adon)
  • Caverna Presa do Demônio (Akuma)
  • Rio da Madeira (Blanka)
  • Ilha Mykonos (Cammy)
  • Zhidan Plaza (Chun Li)
  • Cadeia da Polícia de Metro City (Cody)
  • Port Antonio (Dee Jay)
  • Monumento Jaunpur (Dhalsim)
  • Parque Kowloon (Fei Long)
  • Porto de Victoria (Gen)
  • Vale Fantasma de Nevada (Guile)
  • 22ª Rua de Nova York (Guy e Maki)
  • Navio A Rainha da Vitória (Karin)
  • Hotel Masters (Ken)
  • Ponto Secreto 48106 (Balrog, Bison, Juni e Juli)
  • Ringue Praia da Sardinha (R. Mika)
  • Metrô Camuflado em Nova York (Rolento)
  • Planícies Genbu (Ryu)
  • Manhattan Building 49 F (Sodom)
  • Monte Alban (T. Hawk)
  • Torre em Espiral Requena (Vega)
  • Akademu Gorodowa Blast Furnace (Zangief)
  • Vilarejo Ninja (Ibuki)

Fora do Ringue

Rag Tag

Cuidado mundo! Quando Ragtag está na cidade é melhor
trancar as portas, esconder os objetos frágeis porque seus dois
guitarristas, “Gonzo” Bob Hellstrom e Donna “Ciclone” Garetti,
logo saíram pelos lugares procurando por emoção e se metendo
em confusões.

Gonzo e Ciclone não são pessoas más, na verdade – são
somente irritadiços e aventureiros, com um gosto por adrenalina.

Ragtag é tão bem sucedida que suas duas estrelas sempre
usam seus talões de cheque quando as coisas acabam destruídas.
É um milagre que eles ainda não tenham sido presos ou
pegos de jeito! Algumas cidades baniram os shows da banda,
mas a maior parte do mundo é ávido para ver o show da banda
mais problemática dos últimos tempos. Sua energia inesgotável,
seu amor pela musica e seus estouros de vendas que vão de
Sydney a Los Angeles. Embora os gêmeos psicóticos não sejam
lutadores de rua é bem provável que se estiverem dando umas
voltas pela cidade durante uma luta, Gonzo e Ciclone vão cruzar
os caminhos de alguns lutadores de um jeito ou de outro…

Ragtag tem um som bem sólido, um rock irrepreensível:
distorções pesadas e uma atitude rebelde que reflete o modo
agitado da vida do time de guitarras. Enquanto os outros três
membros continuam com suas excentricidades ate o momento
do show, Bob e Donna se enfiam em qualquer confusão,
festa ou desafio audacioso que possam encontrar – pulando
de pára-quedas, caçando, escalando montanhas, surfando,
brigando, farreando, esquiando, ou qualquer coisa que os
chame a atenção. Boatos dizem que a Interpol já os usou em
missões (como peões, é claro), nas quais eles já acabaram com
rotas de tráfico, derrubaram poderosos traficantes, combateram
animais selvagens com as mãos… e a lista continua, especialmente
quando são eles que contam essas histórias. Eles
sabem do circuito de lutas e estão loucos para tentar sua sorte
na arena.

Você não esta grato por não estar pagando suas apólices
de seguro?

Comparados aos então chamados: Irmãos Trovão, o resto
da banda é um pessoal bem tranqüilo. Mike Summers, o baixista,
é o membro mais velho e despreocupado. Ele coordena a
maioria das atividades da banda fora dos palcos e sempre se
preocupa com o fato de seus amigos “loucos por aventuras”
possam se machucar seriamente algum dia. Um jovem alto
afro-americano com quase trinta anos é o vocalista, sua voz
suave acentua seu físico esbelto e temperamento tranqüilo.
Jhonny Pyro é baixo e intenso, sempre que está longe da sua
bateria ele está sempre batendo, incansavelmente, seus dedos
nos ritmos mais complexos possíveis, em qualquer superfície.
O mais novo membro da banda é tímido pessoalmente e raramente
fala quando num grupo. Você nunca saberia que ele é
o homem atrás da parede de som do Ragtag ao menos que o
visse no palco. Então Pyro se perde, gritando rouco enquanto
submete sua bateria a seus golpes. Quando o show acaba, ele
rapidamente se recolhe no camarim. Os outros dizem que ele
tem uma namorada, mas a imprensa nunca a viu. Johnny gosta
desse jeito.

Thelma Saint-Germain é muito amigável e entusiástica. Por
trás de seus teclados, ela sorri constantemente e oscila como
uma serpente. A imprensa a adora e lhe faz favores em troca
de entrevistas. Sua beleza agradável só é ofuscada pela atração causada pelo magnetismo animal de sua “irmã”, mas
ela parece não se importar. Thelma é atraente e descolada,
mas guarda seus sentimentos mais profundos. Se um dia ela
visse as lutas de ruas, poderia ficar chocada. Mechas ruivas
caem em seus olhos castanhos. Ela corre diariamente manténdo-
se em forma.

Idéias de Histórias para Gonzo e Cyclone

Este par de problemáticos pode trabalhar em uma crônica
existente de Street Fighter de muitas maneiras: eles podem virar
amigos de um ou mais jogadores, interferir com a vingança
de um lutador, atrapalhar um sequestro ou uma tentativa de
resgate, instigar uma briga de bar, ou simplesmente estarem
no local errado na hora errada – ou somente no momento
certo de trocar a luta por um favor de um jogador. Gonzo e
Cyclone não são malignos, somente descuidados, mas seu
egoísmo causa problemas reais para qualquer um dentro do
seu raio de problemas. Quando as coisas dão errado, eles irão
tentar arrumar sua parte do problema – a menos que eles não
sejam os únicos que necessitam ser salvos. Qualquer que seja
a festa que eles toquem, estes dois podem se tornar bons personagens,
aparecendo quando se menos precisa ou espera.

Elenco de Apoio

As Tríades e Tongs Chinesas

Tríades Chinesas

Depois da destruição do templo de Shaolin, e como a dinastia de Manchu desarraigou outras instituições chinesas, os artistas marciais distribuíram-se pela zona rural. Alguns ensinaram suas habilidades para viver, enquanto outros viraram bandidos. Escolas se tornaram centros de dissensão onde propaganda anti-imperial era difundida. Eles também se tornaram parte das comunidades locais, servindo como forças de polícia voluntária, centros de caridade e, em alguns casos, como os militares atuais da cidade ou os governos de aldeia.

Alguns monges Shaolin, eventualmente, ajudaram a fundar as Tríades que eram notórias sociedades secretas. No princípio, elas estavam entre as organizações mais benéficas deste tipo e ajudavam aldeias pequenas a se levantar contra governantes corruptos e provia organização e coesão para comunidades locais, também trabalhavam para causas caridosas. De alguns modos, as sociedades secretas reavivaram o espírito do herói Kung Fu mítico, como o defensor do pobre e indefeso. Muitos deles se concentraram em atividades revolucionárias. Podemos atribuir a tais sociedades, quase todas as revoluções contra a dinastia Manchu.

Durante um século depois da destruição do templo de Shaolin, uma sociedade secreta eventualmente iniciaria o fim da dinastia Manchu, embora inconscientemente. O Ho Chan, ou “Punho Correto e Harmonioso,” para história ficaram conhecidos como os “Boxers”, assim chamados pelos europeus por causa do seu símbolo, um punho, e por suas práticas de artes marciais, que os ocidentais consideravam um análogo asiático do boxe.

Entre os Boxers havia a convicção enganosa de que as perícias de artes marciais deles os tornava invulneráveis para armas modernas, muito acreditavam nisto, como os Dançarinos Ameríndios Fantasmas. Originalmente uma organização anti-Manchu, os Boxers logo se tornaram um grupo com sentimentos anti-estrangeiros. Isto é compreensível, considerando o que as ações Ocidentais fizeram contra a China naquele tempo: muitas nações européias estabeleceram tratados de negociação com a China à força, sempre destruindo instalações chinesas quando o governo imperial tentava trapacear nos tratados de ópio (ópio era legalizado na Europa do século XIX). Os Boxers assassinaram um incontável número de Europeus e Chineses cristãos com a autorização (ou falta de ação contrária) das autoridades chinesas, que tinham pouco amor pelos estrangeiros. Incentivados, os Boxers lançaram um ataque massivo contra as delegações européias em Pequim a 17 de Junho de 1900. Depois de dois meses, os europeus capturados foram resgatados pelas tropas ocidentais, incluindo um contigente Americano. Os Boxers, a despeito do que achavam acerca de suas habilidades, não foram páreo para o poder de fogo moderno. Pouco tempo depois, o governo imperial entrou em colapso e surgiu a República Chinesa.

Neste período de caos e controvérsia, a maioria das Tríades e sociedades secretas se transformaram em gangues de valentões lutando uns contra os outros para controle de seu território. Uma vez que lutar era o que melhor se sabia fazer nestas sociedades, a luta tornou-se o único meio de vida. Muitos voltaram-se para o crime, como traficantes de drogas e cafetões, outros meios de ganhar a vida. Estes grupos criminosos existem até hoje em Taiwan, Hong Kong e muitas Chinatowns pelo mundo. Eles são chamados de “Tongs” (embora a palavra também pode se referir a sociedades fraternais inocentes). Muitos ainda usam o Kung Fu, mas agora também equipados com sub-metralhadoras e rifles de assalto.

Código de Honra Tong

Este é um código de gangues criminosas e sociedades secretas. Um membro de uma Tong não pode trair um membro da irmandade, ou lhe negar ajuda. Ele nunca deve falar sobre sua sociedade à estrangeiros, ou revelar quaisquer nomes. A penalidade por quebrar qualquer regra é a morte, usualmente implementada de maneiras altamente criativas.

Usando as Tríades em suas Crônicas

Atualmente as Tríades estão intimamente ligadas ao crime organizado da sociedade chinesa. São gangues altamente estruturadas e com grande poder de fogo. Seus membros, sempre de descendência chinesa (estrangeiros não são aceitos) controlam toda e qualquer atividade criminosa dentro da China, muitas vezes agindo de forma a ligarem-se à organizações estrangeiras, normalmente como fornecedores de ópio.

Em Street Fighter RPG, as Tríades são sociedades secretas, em sua maioria, à serviço da Shadaloo. Bison lucra muito com o crime chinês e principalmente com os torneios ilegais chineses, onde Street Fighters de todo o mundo competem, sem saber que estão financiando o crime organizado. Existe uma Tríade muito famosa em Hong Kong, liderada pessoalmente por Xianyu e Janyu, duas Dolls a serviço de Bison. Narradores que queriam incluir as Tríades em suas crônicas não vão encontrar muito trabalho, uma vez que as Tríades são ilegais, assim como o circuito Street Fighter. Agentes da Interpol ou outra força-tarefa anti-Shadaloo, como o Delta Red, podem ser incubidos de revelar qual a ligação entre a Shadaloo e as Tríades, ou até mesmo ter de acabar com uma delas (indicada a grupos de Posto alto).

Tongs Chinesas

Corporação Caduceus

Ciborgues da Corporação Caduceus

O mais recente escândalo em jornais e revistas envolve a gigantesca Corporação Caduceus e seu programa médico na área de medicina. Um projeto secreto da empresa supostamente envolve tecnologia cibernética aplicada na criação de próteses e substituição de membros e órgãos humanos.

Alegando que o sigilo era necessário para evitar espionagem industrial, a Caduceus ainda não revelou detalhes, mas afirma que suas descobertas são muito avançadas e em breve serão reveladas ao mundo. O projeto estaria sendo conduzido pelo Dr. Phillipe Laurent Giraud, renomado médico e pesquisador, e um dos nomes mais cotados para receber o próximo Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina.

Dr. Giraud já era conhecido no meio acadêmico, por suas teorias revolucionárias e seus complicados procedimentos cirúrgicos. Ele é considerado um dos maiores especialistas vivos em transplantes e próteses, respeitado pelos melhores médicos da Europa e do mundo. Mas, mesmo com um currículo dessa amplitude, Giraud se envolveu em um escândalo com o Conselho de Medicina, que o impediu de seguir com algumas de suas pesquisas – alegando falta de respeito aos procedimentos éticos convencionais. Há boatos que toda essa questão foi resolvida graças à intervenção de políticos e autoridades favoráveis ao médico, mas não há provas.

Secretamente, a Corporação Caduceus na verdade vem promovendo experimentos com implantes cibernéticos (ou biônicos) muito mais poderosos que próteses comuns. O assim chamado Projeto Hefaestus tem como meta principal produzir super-soldados, que seriam vendidos ou alugados por preços altíssimos para missões clandestinas de espionagem, sabotagem e assassinato,

Claro que tais procedimentos, se descobertos, enfureceriam não apenas agências da Lei,  mas também órgãos internacionais que supervisionam a prática e pesquisa médica. A Corporação Caduceus se encarrega de acobertar a pesquisa, afastando-o da mídia e fornecendo informações falsas e incompletas a respeito do projeto.

Mais que um experimento, o Projeto Heafestus já produz ciborgues funcionais, empregando cobaias humanas – algumas voluntárias, outras não. Entre estes, muitos atuam como mercenários para a Caduceu, realizando todo tipo de trabalho sujo ao redor do globo. No entanto, alguns ciborgues escaparam ao controle de seu patrono: alguns vivem em fuga, tentando encobrir sua pista para evitar a captura pela corporação, enquanto outros formam grupos de guerrilha para contra-atacar aqueles que transformaram seus corpos em máquinas.

Cientista e sua criação

Upgrade!

Os Cibernéticos desenvolvidos pela Corporação Caduceus são os mais avançados atualmente no mundo. O Narrador está livre para definir quais são as vantagens que a tecnologia de ponta da Caduceus pode oferecer à suas cobaias, além das vantagens normalmente atribuídas pelo Antecedente Único Cibernético. A seguir, estão alguns exemplos de Habilidades Especiais que os cibernéticos da Caduceus recebem por nível no Antecedente Único Cibernético. A cada nível neste antecedente, o personagem (ou o Narrador) pode escolher apenas uma das habilidades daquele nível (ou algumaas de níveis mais baixos se o Narrador deixar). O Narrador deve se sentir livre para não permitir habilidades que ele julgar inadequadas ou se quiser, crie sua própria lista de habilidades.

Nível 1

Link com Veículo: o ciborgue pode se conectar a um veículo equipado com controles eletrônicos (presente em quase todos os automóveis atuais, aeronaves, barcos e assim por diante). Você recebe +2 dados envolvendo testes de Condução.

Link com Computadores: o ciborgue pode se conectar a computadores, recebendo +2 dados em testes de Computador.

Link com Máquinas: o ciborgue pode se conectar a máquinas para descobrir de forma mais precisa qual o defeito delas, recebendo +2 dados em testes de Reparos.

Link Invasor: o ciborgue possui uma espécie de chip hacker em seu cérebro que permite, através de uma conexão em um sistema de segurança, invadi-los ou mesmo desativá-los, recebendo +2 dados em testes de Segurança para invadir e desativar sistemas de segurança.

Programação de Conhecimento: o ciborgue teve memórias implantadas artificialmente em seu cérebro, com conhecimentos diversos à escolha do cientista. Ele recebe +2 dados em testes de algum Conhecimento à sua escolha, porém, essa escolha só pode ser feita uma vez durante a criação do Cibernético.

Nível 2

Mira na Retina: o cirborgue recebe um bônus de +1 dado de dano para atacar à distância, seja com Armas de Fogo ou com Manobras de Projétil (como Fireball)

Implante Visual: o ciborgue pode ver como se tivesse um binóculo de precisão, recebendo +2 dados em testes de Percepção com a visão.

Implante Auditivo: o ciborgue pode escutar sons a frequências muito baixas, semelhante a um cachorro, recebendo +2 dados em testes de Percepção com a audição.

Implante Olfativo: o ciborgue possui um detector químico em seu nariz que consegue sentir cheiros muito fracos e até mesmo diferenciar o cheiro das pessoas, recebendo +2 dados em testes de Percepção com o olfato, +1 dado em testes para não ser enganado por mentiras (quando estão usando Lábia contra ele) e +2 dados em testes de Sobrevivência para caçar animais.

Sensor Noturno: o ciborgue possui um modo de visão noturna que lhe permite combater melhor em situações de pouca luz, recebendo +2 dados em testes de Luta às Cegas. 

Nível 3 

Pele e Ossos Reforçados: o ciborgue recebe um bônus de +1 em Absorção automático graças a reforços em sua pele e ossos. Esse bônus não é válido para evitar ser atordoado.

Surto de Adrenalina: o ciborgue recebe um bônus de Força +2 durante uma cena inteira, mas estará impedido de efetuar Manobras de Bloqueio (nem o bloqueio básico) até o fim da cena. Pode ser usado uma vez por dia.

Sistema Anti-Atordoamento: o ciborgue possui um implante no cérebro que evite que o mesmo entre em confusão e deixe o ciborgue sempre alerta, mesmo durante ataques consecutivos que causem grandes traumas. Isto fornece um bônus de +2 Vigor somente para evitar ser atordoado (não conta na Absorção do personagem). Ex: se o ciborgue tem Vigor 3, ele só será atordoado se sofrer um dano superior a 5 em um único golpe ou combo dizzy.

Nível 4 

Nanobots no Sangue: o ciborgue recupera 1 nível de Saúde a cada minuto fora de combate, e pode recuperar 1 nível de Dano Agravado a cada 12h fora de combate.

Mão Biônica: o ciborgue recebe um bônus de +1 de dano em Manobras de Soco (somente socos, cotoveladas e cabeçadas não recebem o bônus).

Pé Biônico: o ciborgue recebe um bônus de +1 de dano em Manobras de Chute (somente chutes, joelhadas não recebem o dano).

Nível 5 

Servomotores: o ciborgue possui um bônus de +1 de Movimento em todas suas manobras especiais e básicas.

Overclock: o ciborgue possui um bônus de +1 de Velocidade em todas suas manobras especiais e básicas.

Nível 6 

Corpo Ciborgue Completo: neste estágio seu corpo se torna totalmente artificial, imune a venenos, doenças, paralisia e demais efeitos que afetam apenas seres vivos. Você recebe 2 níveis de Saúde adicionais (ainda respeitando o limite máximo de 20). Você não pode recuperar sua Saúde com descanso, mas ainda pode ser Reparado por alguém que tenha a Perícia Reparos (dificuldade 8) ou o Conhecimento Cibernética (dificuldade 6). Você ainda tem Inteligência própria e pode ser afetados por Manobras Especiais mentais.

Uso em Jogo

Os ciborgues da corporação Caduceus podem ser usados de variadas maneiras por jogadores e Narradores, em qualquer crônica de Street Fighter.

  • Obviamente, a opção mais interessante é que um dos jogadores seja um ciborgue da Corporação Caduceus. Ele seria um elemento exótico dentro de um time de Street Fighters ou mesmo parte de um grupo totalmente formado por ciborgues (como o Time Rolling Thunder).
  • Ciborgues são bons antagonistas. Em níveis baixo, podem ser capangas de um vilão poderoso, formando tropas ou mesmo legiões; em níveis altos, tornam-se eles próprios os vilões principais, com poderes e habilidades que rivalizam os Street Fighters.
  • A transformação em ciborgue ocorre durante a crônica, com um ou mais personagens jogadores; seu papel é acostumar-se com sua nova condição, descobrir seus poderes, e lidar com os responsáveis – sejam eles cientistas benevolentes, que planejam trazer paz ao mundo, sejam generais malignos em busca de super-soldados.
  • a produção, roubo e comércio clandestino de partes biônicas são comuns: os Street Fighters acabam envolvidos em um caso, seja como vítimas, seja como contratados pela Interpol para a investigação.
  • Uma missão perigosa, muito além dos recursos dos personagens jogadores, exige que aumentem suas habilidades em um período de tempo curto. Para isso eles devem recorrer a implantes biônicos, apesar das consequências. 
Este conteúdo pertence originalmente à Dragão Brasil #110 e foi modificado e adaptado para Street Fighter RPG por Fernando Jr.

Cibernéticos

O Caminho das Lendas

O Caminho das Lendas era o fanfic oficial do extinto fanzine Orgulho da Arte (edições #17 a #19), escrito por Carlos "Wind Yang" Dalben há muitos anos atrás. Com o encerramento do fanzine que já estava esporádico há tempos, o fanfic nunca pôde ser concluído, embora fosse muito bem escrito e envolvente. Abaixo seguem compiladas todas as partes publicadas, infelizmente, sem um final.

Prólogo: Um Breve Começo!

Osaka, Janeiro de 1983

Numa praia em Osaka, um corpo é encontrado por Jue, exímio Sensei de Karatê Shotokan. Ele leva o corpo do garoto até sua casa no alto de uma montanha. Passaram-se três dias até o garoto despertar:

– Como está se sentindo jovem? –  Sensei Jue parecia bastante preocupado e contente ao mesmo tempo.
– Não me lembro de nada!!! Onde estou? Que lugar é este? – O garoto estava bem assustado, parecia que tinha sido atropelado por um trem!
– Quanto onde está, fique despreocupado pois está seguro. Meu nome é Jue, consegue se lembrar do seu?
– Meu nome… Nike! Nike Sawada – Respondeu o garoto. 
– Consegue se lembrar até do sobrenome! Pelo jeito ainda tem salvação!!

Sensei Jue tinha pensado muito em ter um discípulo nestes últimos anos. E a chegada do garoto fez ele concretizar a idéia:

– Nike!! Venha aqui um pouco!
– Sim senhor!!
– Diga-me Nike, gostaria de aprender artes marciais?
– Senhor, lembro-me de poucas coisa, quase nenhuma, mas uma coisa que lembro é que sempre gostei de artes marciais. Se o senhor me ensinasse, aprenderia com muito contento! – Nike estava muito feliz.
– Que assim seja!!! Treinarei você na arte do Karatê Shotokan!! E você se tornará grande!!!

E assim o treino foi seguindo…

Triângulo das Bermudas, Fevereiro de 1983

– Paaaaiiiiiii!!!!!!! – O jovem garoto gritava inconscientemente.
– Filho, chegou a hora de seu pai partir. Quero que você fique na ilha para defende-la de um grande mal que vai querer toma-la!! Também espero que você domine o estilo Shang Tsung, pois assim talvez você consiga vencer o grande mal. Adeus meu filho!!
– Não pai! Ainda há muito que aprender! Que mal é esse? Não vá!!!!!

E assim o jovem Oten ficou sozinho na ilha de seu pai, na sua ilha, junto de seus criados. Oten sempre soube que tinha alguma coisa errada com seu pai, alguma coisa que deixava o jovem transtornado. Porém, como seu pai mesmo disse, estava na hora de dominar seu estilo…

Coréia do Sul, 30 de Agosto de 1983

– Parabéns meu filho!!!!
– Obrigado pai! – Andy acabara de completar 13 anos – E o meu presente?!
– Já vou te dar, mas antes preciso conversar com você e tem que ser agora.
– Sim senhor!!

Ambos foram para a sacada da mansão no campo da família Hoon.

 – Andy, sei que você anda treinando Tae Kwon Do com seu tio. Você também sabe que sei Kung Fu e que trabalho para a Polícia chinesa. – A expressão em seu rosto mudou
 – Sei de tudo isso pai, só não entendo o porque de todo esse papo agora!? – Ele estava ficando preocupado.
 – Vou partir para uma missão, não vou mentir, você já é homem e tem que acordar. Poderei não voltar mais para a casa. Por isso vou ensina-lo o meu maior tesouro: o Tienkyaku.
 – O que vem a ser isso pai? E que papo é esse de não voltar para a casa?
 – Não temos tempo para isso, vamos começar o treinamento agora!!
 – Agora!!! E a festa?
 – Eles que fiquem sem o aniversariante.

O Tienkyaku era um chute em que o lutador subia aos ares com o pé em chamas. Conhecido popularmente como Dragon Kick. Um mês depois chegou uma carta à mãe de Andy dizendo que seu marido havia perecido em um lugar chamado Mriganka. Andy ao saber chorou copiosamente.

– Vou vingar você pai!!! Não importa o que tenha o que fazer!!! Vou dominar o Tienkyaku e o Tae Kwon Do!!!

O destino dos jovens estava começando a ser trilhado…

Capitulo I: Iniciam-se as Batalhas

Osaka, Julho de 1987

– Nike!! Venha ver isso!!!
– Ver o que Sensei? – Nike estava terminando o treino do dia.
– Venha ver o discípulo de Gouken, venha ver o Karatê Shotokan em ação!!

Assistindo a luta por um canal pirata eles conseguiram ver a luta final do Torneio do Grande Mestre no qual Ryu, uma revelação do torneio enfrenta Sagat, Tri-Campeão. Nike ficou impressionado com a técnica de Ryu, e ficou mais ainda quando viu o famoso Dragon Punch que Ryu utilizou contra Sagat, rasgando o peito do tailandês.

– Sensei Jue…
– Sei, se interessou no torneio… Primeiro precisa dominar o Hadouken para depois pensar que pode vencer.
– Sim Sensei, vou melhorar bastante.

Os treinos foram seguindo, e Nike havia crescido bastante, tanto física como mentalmente. Em pouco menos que 3 anos já conseguia dominar o Hadouken. No dia seguinte, Sensei Jue chamou Nike para uma conversa:

– Nike, você cresceu muito nestes anos,  dominou rápido o maior segredo de minha arte. Mas está na hora de evoluir sozinho de criar a sua arte, o seu estilo Shotokan. Haverá um torneio no Triângulo das Bermudas, um barco o estará esperando na praia. Vá meu discípulo, e se tiver qualquer problema venha me procurar.
– Sim Sensei, e até breve… – Nike mal terminou de falar e já tinha virado de costas e indo à direção de seu destino.

Triangulo das Bermudas

– Tem certeza sobre esse torneio? – perguntou o mordomo.
– Lógico!!! – respondeu Oten – Dominei meu estilo, agora tenho que testa-lo. E nada melhor que o torneio Street Fighter!!!
– Sim senhor…

Logo após o sumiço de seu pai, Oten treinou intensamente para dominar o estilo Shang Tsung. Sabia que era bom, e também tinha dominado o dom das chamas, Oten era um elemental do fogo, mas por um motivo que ele desconhecia, suas chamas eram negras como as trevas.

– Vou receber diversos lutadores em minha ilha e quero ver se há alguém páreo pra mim nessa joça.

 Oceano Atlântico, próximo ao Triangulo das Bermudas

– Tem certeza do que você está fazendo Andy? – Perguntava Julia sua atual namorada.
– Lógico gata! Vou entrar nesse tal circuito Street Fighter, vencer e achar o desgraçado que matou meu pai!! – por mais que Andy tentasse disfarçar ele sentia muito um desejo de vingança, era esse o motivo dele não parar com namorada nenhuma – E sem contar que esse é o meu passaporte para Mriganka.
– Você é quem sabe, eu só não vejo a hora disso acabar.

A uns poucos metros dali uma confusão estava sendo armada:

– O seu japa!!!! Num to gostando do jeito que tu ta me olhando!!! Cê ta querendo arrumar encrenca é?!?!
– Não tenho a intenção de brigar desnecessariamente, se quiser lutar que espere até o torneio! – respondeu Nike na mais perfeita calma – Uma luta aqui seria totalmente inútil.
– Não quero nem saber seu japa, cê vai ter que lutar comigo e agora!!!

No momento em que o grandalhão iria desferir um soco em Nike, uma rajada de ar o jogou no chão, um feito percebido apenas por Nike. Olhando em volta viu apenas um rapaz de cabelos acinzentados, era Andy fazendo um sinal de positivo.

– Não sei que é você mas obrigado! Não seria bom mostrar minhas habilidades agora! – Nike tinha ido cumprimentar Andy.
– Ah! Num esquenta não! Conheço bem o tipo! Prazer sou Andy Hoon, e essa é minha namorada Julia.
– Prazer! Sou Nike Sawada. Também está indo ao torneio?
– Sim! Quem sabe não nos encontramos numa luta por lá!
– É! Tomara que na final!

Os três se afastaram. Andy e Julia foram para o quarto e Nike foi nadar um pouco, sentia-se muito bem na água, nada mais natural para um elemental da água. Já no quarto:

– Eu não to entendendo onde você quer chegar com tudo isso Julia!?
– Conheço você Andy, sou sua amiga há tanto tempo. Achei que você tinha mudado mas é tudo a mesma coisa. Quer dormir comigo apenas para me dispensar depois, como fez com todas as outras!!!
– Você ta achando que eu sou o que?! Terminei com as outras porque não deu certo e não só porque dormi com elas!!
– Não sei se posso confiar em você? – Julia começou a lacrimejar.
– Se não confia em mim, não vejo o porque continuarmos juntos. – ele estava ficando transtornado com tudo isso. Realmente não entendia o motivo dessa discussão besta. Amava realmente Julia e queria ficar com ela para sempre, mas se ela não confiava nele, não há motivos para continuarem namorando. – E então o que decide Julia?

Julia parou, pensou durante cinco minutos:

– Desculpe amor. Eu fui uma tonta mesmo. É que eu fico tão insegura com você.
– Não precisa se preocupar. Eu estarei com você sempre. Sempre.

Quando o clima iria esquentar, ouviu-se ao longe:

– Terra à vista!!! Chegamos a ilha!!!

Parece que Andy não tem sorte mesmo…

Capítulo II: O Primeiro Torneio

Triangulo das Bermudas

O barco havia parado a mais de duzentos metros da arena onde seria realizado o torneio. Por ser um terreno montanhoso demoraram meia hora para se chegar até lá. A arena parecia um enorme coliseu armado para um grande duelo de titãs. Quando já estavam lá dentro, um homem vestido como um mordomo subiu no ringue e pôs-se a falar:

– Bem vindos ao Triangulo das Bermudas senhoras e senhores. Espero que entendam o valor desse privilegio. Com a permissão dos senhores passo a vós para o idealizador desse torneio. Uma salva de palmas para o senhor Oten Cyspen!!!
– Boa noite a todos!! Espero que estejam todos prontos para este torneio. Sei que é o primeiro torneio de muitos de vocês. Pra ser sincero é o meu primeiro também. Faço questão que os combates sejam honrados, aqueles que demonstrarem desonra serão eliminados do torneio. No mais espero que façam boas lutas e boa sorte a todos!

As chaves foram feitas. Andy lutaria com um lutador chamado Fen, lutador de Wu Shu, Cold lutaria com Kevin, um Kickboxer, e Nike lutaria com um Wrestler, aquele mesmo da confusão passada, seu nome era John.

– Primeira luta!!! Andy Hoon VS Fen Wo!!!
– Espero que façamos uma boa luta Fen! – Andy estava bastante animado, sua primeira luta Street Fighter!
– Desejo sorte pra você também Andy!!
– LUTEM!!!

Assim que juiz autorizou, eles ficaram se olhando por muito tempo. Um estudando o outro. Mas foi Andy que deu o primeiro passo:

– Dankuukyaku!!!

Os três chutes pegaram em cheio o rosto de Fen que não se levantou mais. A torcida ficou calada, ou Fen era muito fraco ou Andy era forte demais.

– Incrível!!! Com apenas um golpe Andy vence o adversário! Andy Hoon é o vencedor!

Enquanto Andy descia foi abraçado por Julia, e cumprimentado por Oten.

– Meus parabéns. Demonstrou muita técnica. Mas não pense que isso é suficiente para me derrotar.
– Eu sei. Mas sei que não perderei. – Andy estava muito confiante.
 – Assista e chore! – Oten parecia querer provoca-lo, mas Andy apenas de divertia com tudo isso.

Na arena:

– Ha!!! Então você que organizou essa porcaria aqui? Nunca vi tanta lesma num lugar só! E você também não é muita coisa não!
– Se não está certo de si, não tem porque permanecer aqui. Pode ir embora se quiser, mas só pode ir nadando.
– Mesmo sendo um porcaria ainda vale um pouco de renome.
– Estão prontos? – perguntou o juiz, já cansado de tanto falatório.
– Sim! – responderam em uma única vós.
– PODEM COMEÇAR!!!

Kevin partiu pra cima com um Double Hit Kick. Oten defendeu e ficou observando Kevin.

– Você vai fica a luta inteira aí parado!? – Kevin partiu com uma seqüência de socos e chutes todos defendidos por Oten.
– Só estou curtindo o seu desespero por não poder me acertar. Você é um mané mesmo!! – Oten ria da cara de seu adversário, parecia brincar com ele como um menino brinca com seu boneco.
– Você tá achando que isso aqui é brincadeira seu F!#$% da P#$%!!!
– Bom. Vamos terminar com essa brincadeira. Já estou ficando cansado!! – Oten começou a concentrar chamas em suas mãos. Chamas negras – Toma isto!! Fire Sempuken!!!!

Das mãos de Oten saíram rajadas de fogo que acertaram Kevin em cheio, finalizando o combate.

– E o vencedor é… Oten Cyspen!!!

Enquanto Oten descia, Nike subia na arena.

– Feche a boca japinha! Eu sei que foi impressionante! – Não daria pra saber de onde vem tanto ego.
– Humpf! – Nike parecia pouco ligar para a provocação.
– Próxima luta Nike Sawada contra John!!
– E então seu japa, pronto pra terminar com aquela briguinha?
– Ai, ai… Eu só queria saber por que o povo daqui gosta mais de falar do que de lutar, será que é pra espantar o medo?
– Você vai ver o que é ter medo!!! Aaaaahhhhhh!!! – John agarrou Nike antes que este pudesse esquivar-se, e subiu aos ares com seu Spinning Piler Driver. E logo depois afundou a cabeça de Nike no chão.
– Aaaaiiiii!!! – O golpe fez muito estrago em Nike.
– O quê vai fazer agora seu japa? Ficar com a cara no chão?

Nike ficou parado por alguns segundos, se movendo apenas para desviar dos socos e chutes de John.

– O que você tem de força, perde e muito em agilidade. A luta vai começar agora.

Nike partiu pra cima com um chute forte mas ao mesmo tempo preciso, imediatamente desferiu um soco na face de John. Por fim concentrou-se apenas por um instante.

– Isso termina agora! Hadouken!!!! – Uma onda de chi sai das mãos de Nike e certam John, nocauteando-o.
– E o vencedor é Nike Sawada!!!
– Grande luta Nike! Não sabia que manjava o Hadouken.- Andy tinha ido cumprimenta-lo.
– Obrigado Andy! Cheguei a achar que iria perder. Mas diga, como ficaram as lutas?
– Você vai enfrentar um tal de Felipe Rodrigues, ele é um capoeirista. E eu vou enfrentar aquele tal de Oten.
– Fica esperto Andy! Aquele cara é bom! Ele controla o chi muito bem, e parece que ele gosta de brincar com caras que não atacam de longe.
– Se liga Nike! Eu tenho muito mais o que mostrar! Bota uma fé que você vai ver!
– Tudo bem. Se é o que você diz, quem sou eu pra duvidar.
– Primeira luta da semi-final: Oten Cyspen VS Andy Hoon!!!

Capitulo III – A Verdadeira Batalha Começa

Triangulo das Bermudas, 23:30 hs.

Oten partiu pra cima como um lobo correndo para agarrar sua presa. O que ele não esperava era que essa presa não era tão fácil de capturar.

– Vou deixar as cerimônias para mais tarde Oten! Coma meu Dankuukyaku!!! –  Andy voou para cima de Oten com seus três chutes. Mas estes foram todos defendidos por Oten.
– É só isso o que tem para mostrar coreano? Já vi esse golpe antes, e nem o achei tão bom. Por enquanto contente-se com o meu… Fire Sempuken!!! – o golpe acertou Amdy em cheio.

Andy estava atordoado, mal conseguia raciocinar direito. Oten ao ver tal cena não pensou duas vezes para atacá-lo. A vaia da torcida foi unânime, eles estavam lá para ver um combate honrado, não uma demonstração de barbárie.

– S-só assim que consegue vencer… lutadorzinho de meia tigela! – Andy estava quase sendo derrotado, mas ainda tinha uma carta na manga. – Vamos seu bundão! Ataque-me se tiver coragem!
– Você fala demais para quem já está derrotado. Mas vou atender seu pedido. Prepare-se!!! Iiiiiiaaaaaaaa!!!!!
– Você caiu direitinho sua besta…  TIENKYAKU!!!! – Andy subiu aos céus como um dragão ardendo em chamas. Era o Dragon Kick, manobra aprendida com seu pai.

Nike ao ver a cena ficou surpreso: – Mas como? Que eu saiba, aquilo é manobra exclusiva do kung-fu?!

– E então, o seu bunda-mole, vai fica aí caído ou vai resolver lutar?
– Não sei como aprendeu o Dragon Kick e nem quero saber, mas a batalha está longe de acabar.

De repente uma voz estrondosa começou a repercutir na arena:

– É certo que a batalha vai começar agora caro Oten filho de Grend. Pois hoje é o dia em que me apossarei de sua ilha para sempre.-  o homem vestia um tipo de uniforme militar vermelho, uma capa preta como as trevas e no quepe um crânio partido com asas dourado. Sua forma física era grandiosa, maior e mais forte do que qualquer homem ali presente sonhou em ser.
– Tomar minhas terras!?!? Deve ser o tal de “grande mal” que meu pai me falava tanto. Mas quem diabos é você? – gritava Oten intensamente.
– Eu sou Bison o cabeça da Shadaloo! Viajei muito para chegar até aqui.
– Sha…da…loo? Shadaloo!!!! Maldito!! Você matou meu pai, desgraçado vai morrer!!! – com total insanidade, Andy correu em direção à Bison, mas foi jogado longe pelo Psycho Power do inimigo, sendo amparado por Nike.
– Soldados! Matem todos que estiverem na ilha!! Vamos esvaziar essa lixeira.

O soldados atiraram em todos os presentes, Andy, Nike e Oten estavam conseguindo fugir e acabar com uma boa parte dos soldados, até que de repente:

– Aaaahhhh!!!!! – O grito foi prontamente reconhecido por Andy, que ao olhar reconhece sua namorada sendo segura pelo pescoço por Bison.
– Essa ERA sua namorada, não Andy? É uma pena que uma coisa tão linda tenha que ter se perdido por causa de alguém tão estúpido… Você não se sente culpado garoto?

Andy sentiu uma raiva que nunca tinha sentido. Só não partiu pra cima de Bison por que foi seguro por Oten e Nike

– Bisoooonnn!!!! Você vai pagar pelo o que fez maldito!!!! Juro por tudo que é mais sagrado, eu vou vingar meu pai e Julia!!!!!

Os três partiram numa lancha que Oten possuía.

Sidney, Austrália, 3 dias depois.

Oten conseguiu pagar um hotel para os três ficarem enquanto recuperavam-se das feridas. Andy não saiu da cama desde que chegaram, o choque de ver Julia morta foi demais para ele. Nike tentava consola-lo, dizendo que não era sua culpa e que Julia tinha ido pra um lugar melhor, quando de repente:

– Pessoal, ‘ceis não vão acreditar… Vai acontecer um torneio em Nova Orleans daqui a uma semana – Oten não percebera que aquele momento não era para torneios.
– E daí…. Um torneio inútil não vai me ajudar em nada… – Andy falava como se o mundo tivesse acabado.
– Eu  acho que vai ajudar sim, principalmente pelo fato que ele está sendo promovido pela Shadal…
– O QUE???? – Andy nem deixou Oten terminar de falar – O que estamos esperando? Vamos pra lá agora!!!
– Pode deixar vou ligar para o aeroporto e providenciar as passagens. E talvez dê pra gente terminar nossa lutinha!!!
– Affff… Tu não sabe como eu me importo com isso… – disse Andy num tom sarcástico.
– Vocês dois não podem deixar esse papinho besta pra depois não? – Nike já estava cansado desse falatório – Afinal, temos uma viagem pra fazer!!!