Arquivo da tag: cenario

Sifu

Sifu é a palavra chinesa para professor, mestre; normalmente utilizada por estudantes de Kung Fu. Em termos de jogo, é o mesmo que Sensei (professor em japonês).

Sensei

As artes marciais não são aprendidas simplesmente tentando. Um lutador deve ter um instrutor, alguém que já tenha dominado um estilo e possa ensiná-lo a uma nova geração. Um professor de artes marciais é chamado de sensei (da palavra japonesa). Sensei (pelo menos os bons) não ensinam apenas a lutar; eles também proporcionam um treinamento moral e instrução sobre o que é certo. Um Sensei respeitado e sábio costuma dar honra a um Street Fighter, simplesmente por ter estudado com ele.

Sempre que um Street Fighter acha difícil caminhar pelas estradas gêmeas da Honra e da Glória, o Sensei é a pessoa que ele deve procurar para aconselhamento. Não existem respostas simples, mas ele pode ao menos apontar a direção certa.

O mais famoso Sensei dentre os Guerreiros Mundiais é Gouken, mestre de Ken e Ryu. Desde que Ryu ganhou o título de Grande Mestre, os ditados de Gouken se tornaram extremamente populares entre os Street Fighters por toda a parte, todos eles esperando que parte do sucesso de Ryu chegue até eles.

Gouken é o pináculo da honra. Até mesmo outros Sensei usam seus ensinamentos como exemplo quando ficam sem resposta diante das perguntas de seus estudantes. Muito do Código dos Street Fighters se deriva dos ensinamentos de Gouken. O objetivo do Sensei é tornar seus estudantes exemplos vivos dos princípios que ele ensina. Sempre que um estudante ganha honra, ela se reflete sobre a honra do Sensei. Por esta razão, muitos fazem exigências duras de seus estudantes, e seus regimes disciplinares são suficientes para afastar os fracos e assegurar que apenas os fortes de espírito, mente e corpo entrem na luta.

Contudo, nem todos os estudantes vivem de acordo com estes ideais. Alguns se tornam problemáticos e mais tarde se voltam contra seus mestres, especialmente se tiverem sido infectados com desejos baixos como cobiça ou sede de fama.

O Antecedente Sensei

Você se mantém em contato com seu Sensei e ainda aprende com ele de tempos em tempos. Ele é uma fonte de sabedoria, treina-
mento e aconselhamentos. Seu Sensei pode estar na porta ao lado, ou enfurnado em um monastério em algum lugar do Tibete. Qualquer que seja o caso, você tem uma vantagem que outros podem não ter — a oportunidade de continuar seu treinamento.
Em alguns casos, ter um Sensei bem conhecido pode afetar a maneira como os outros o tratam. Se seu Sensei é conhecido por ser honrado, então os outros esperarão que você tenha qualidades similares e o tratarão de acordo.
Em alguns casos, Sensei e Empresário podem ser a mesma pessoa; esta é uma tremenda vantagem. Porém, pontos de Antecedentes ainda devem ser gastos em ambos os Antecedentes: Empresário e Sensei.

•    Um Sensei mediano, bem acessível, ou um Sensei acima da média que está bem distante do mundo moderno. Em ambos os casos, seu Sensei ainda não dominou os verdadeiros segredos do seu estilo. Contudo, ele é um bom treinador para o básico.
••    Um Sensei acima da média que está por perto, ou um bom Sensei difícil de contatar. Um Sensei acima da média dominou tedos os movimentos básicos de um estilo e aprendeu uma ou duas manobras difíceis.
•••    Um bom Sensei fácil de contatar, ou um excelente Sensei que vive em alguma parte remota do mundo. Um bom Sensei dominou a maioria das manobras difíceis associadas a um estilo.
••••    Um excelente Sensei que pode ser encontrado com facilidade, ou um verdadeiro mestre que vive afastado do mundo moderno. Um excelente Sensei dominou todas as manobras especiais associadas à um estilo e pode até mesmo conhecer alguns
dos truques de outros estilos.
•••••    Um verdadeiro mestre mais ou menos acessível. Um verdadeiro mestre dominou todas as manobras especiais associadas a um estilo e possivelmente criou suas próprias manobras únicas. Verdadeiros mestres geralmente conhecem um punhado
de manobras de outros estilos.

Névoa Venenosa

Um corpo voa pela janela de um bar, espalhando cacos de vidro na frente de Dehrik, no momento em que este virava a esquina. Faíscas de eletricidade correm pelo corpo da vítima, como se algo o tivesse eletrocutado recentemente. Atrás dele, o leopardo de sua parceira, Sombra, se assusta.

Pantara abaixa-se próximo ao corpo caído, em um misto de tensão e curiosidade.

Ele está vivo, – ela diz a Dehrik.

Dentro do bar, ouve-se o barulho de alguma coisa caindo sobre mesas, fazendo-as se partir. Provavelmente outros corpos.

Isso faz com que eu me sinta em casa. – Dehrik vira seu olhar em direção à porta do estabelecimento.

Dehrik, – Pantara adverte-o, – Controle seu ímpeto. Nós temos um torneio amanhã. Precisamos de você no ringue, não na cadeia.

Eu ficarei bem, – Dehrik afirma. – Você vem?

E precisa perguntar? – Os lutadores adentram um pequeno bar. Ventiladores rodam vagarosamente sobre suas cabeças, tentando em vão dispersar a fumaça de cigarro.

 


****************

Quem é o próximo? – diz um homem alto que está em pé, de óculos escuros e com um sobretudo comprido até os pés.

Dois homens encontram-se atirados à sua frente, junto a pedaços de mesas e cadeiras por toda parte. Os olhos do homem alto faíscam por trás dos óculos, fazendo-os brilhar na tênue luz do estabelecimento. Mesmo por trás dos óculos escuros é possível notar um brilho azul irreal, como um misto de fogo e eletricidade. As outras pessoas que estão no bar encontram-se paralisadas de medo.

Covardes. – A voz do homem alto ecoa pelo lugar. – E vocês chamam a si mesmos de guerreiros! Eu os chamo de lixo! – O homem alto pega um lutador pelo pescoço e o ergue no ar com apenas uma mão, com a outra prepara-se para acertá-lo.

Se eu fosse você, – Dehrik interrompe-o abruptamente, – não faria isso.

Dehrik… – Pantara falou baixo. Seu leopardo ronronou em desaprovação. O homem alto virou seu rosto em direção aos recém chegados, largando a sua vítima em um canto, como uma criança larga um brinquedo sem utilidade. Faíscas azuis dançando ao redor de seus olhos, por trás dos óculos.

Então um desses molengas possui uma lingua, – ele diz, sorrindo para Dehrik e Pantara, examinando-os cuidadosamente. – Ei, eu conheço você! Você é Dehrik Savitch, o moleque do Brooklyn!

Dehrik cerrou os punhos. O sangue subindo à cabeça. A raiva transparecendo por seus olhos.

Eu acho, – ele responde, tentando se controlar ao máximo, – … que não entendi direito o que você disse.

Eu usarei palavras mais simples para você entender. – O homem alto ri em desdém; – cai fora, garoto. Lutar é coisa de adultos. Crianças como você podem se machucar. Podem até morrer.

Talvez, – disse Dehrik, – você poderia me dar uma demonstração?

Pare, Dehrik. – Pantara toca seu ombro, Sombra ruge para Dehrik. – Ele está tentando irritá-lo.

O garoto possui uma namoradinha, – grasnou o homem alto. – Que bonitnho. – Pantara inconscientemente ficou vermelha de vergonha, e quase instantaneamente respondeu:

Eu já derrotei oponentes maiores e mais fortes que você – disse furiosa. – se você quiser lutar conosco, se inscreva no torneio e nos vemos no ringue amanhã.

Eu acho que não. – Três homens de olhos brilhantes como o primeiro se adiantam de cada lado, como se emergissem das sombras, com casacos de couro preto e óculos escuros. – Eu e meus amigos queremos nos divertir hoje. – Dehrik notou que o bar estava apinhado de gente, alguns tentando escapar sem que o homem alto notasse.

Não precisamos destruir o bar, – disse Dehrik, o mais calmamente que pode, pensando em livrar os inocentes daquela batalha. – Vamos para fora.

Não, – respondeu o homem alto. Faíscas saltavam de seus olhos. – Vou esmagá-lo aqui mesmo.

Você fala demais, – Dehrik salta em direção ao homem. Sombra se joga em combate contra outro deles. Pantara se põe em posição de luta enquanto dois homens se aproximam dela.

Dehrik e Pantara


O homem alto movimenta-se como uma cobra preparando o bote sobre Dehrik, fitando-o nos olhos. Dehrik sente uma vertigem, um frio na espinha que ele não pode explicar, porém seu golpe já estava preparado e um poderoso chute giratório acerta o homem alto, mandando-o longe. No outro lado do bar, Sombra está engajado em combate com outro homem que consegue lhe acertar uma facada, fazendo-a recuar de dor. Pantara, preocupada distrai-se por um momento recebendo um ataque pelas costas. Honra, aparentemente, não é o forte deles, pensa consigo mesma. Irritada, joga uma mesa contra as costas do agressor de seu leopardo.

Enquanto isso, Dehrik solta um grito de Guerra enquanto eletrocuta outro dos capangas. Em instantes o local vira uma zona de Guerra, com lutadores se golpeando por todos os lados, clientes escondem-se atrás do balcão, juntamente com os empregados do estabelecimento. Esta luta de bar faz Dehrik lembrar os velhos tempos no Brooklyn, quando era apenas um marginal de rua. Algo está errado. Dehrik sente-se estranho como se estivesse agindo por instinto e sua mente estivesse em outro lugar. De repente ele vê a si próprio alguns anos mais jovem. Stoner, o seu mentor, grita comandos para ele, que ele não deve lutar apenas por lutar. Que fazendo isso, de nada adiantaria o treino árduo a que se submetia. – Não jogue seu trabalho fora, – Stoner dizia!

Pantara trocava golpes com outro capanga quando notou que o olhar de Dehrik estava “vazio”. – Dehrik, – ela gritava para ele, – atrás de você! – Antes que ele pudesse fazer alguma coisa, um capanga lhe atingiu uma facada nas costas.

O aço gelado cortando sua pele. As coisas estavam ficando sérias. A raiva tomou conta de sua mente e Dehrik sentiu-se como nos tempos do Brooklyn. A resposta á facada veio em um turbilhão de revolta sem honra, técnica ou glória. Cada lutador possui um lado negro, e o homem alto conseguiu trazer a de Dehrik á tona, conseguiu enegrecer seu coração.

O que veio a seguir foi o som de mesas quebrando e vidros se partindo, misturado com o som de gritos de agonia e de raiva. A raiva de Dehrik dava um novo rumo à batalha, em uma fúria cega, golpeando seus oponentes, inclusive derrubando o que lhe tinha acertado a facada. Pantara encontrava-se encurralada entre dois homens, enquanto que o homem alto estava agora frente-a-frente com Dehrik…sorrindo. Um Chi negro e quente envolveu a mente de Dehrik, que só pensava em matar seu oponente, – Mate-o – dizia uma voz em sua cabeça, uma voz fria e calma. Dehrik já não se lembrava dos ensinamentos de Stoner. Dehrik possuía agora um olhar sombrio.

Pantara que liquidara um de seus oponentes e escapara do outro para ajudar Dehrik, desfere um poderoso chute contra o homem alto, que apenas ri da sua inútil tentativa, desviando-se calmamente. Dehrik cerra seus punhos até fazê-los sangrar.

O homem alto se aproxima de Dehrik rapidamente, e de repente ele se vê em um misto de medo e raiva. Seu coração bate aceleradamente sem saber o que fazer, sua camiseta molhada de suor parece extremamente pesada. O homem alto lhe acerta um gancho no queixo. A voz em seu ouvido diz para matá-lo novamente.

A raiva é a única coisa que importa agora, ela faz Dehrik esquecer do medo, esquecer de Pantara, esquecer de Stoner, esquecer dele próprio. Dehrik só quer matar seu oponente custe o que custar. Ele perde completamente seu auto-controle. Dehrik passa a atacar seu oponente impiedosamente visando os órgãos vitais, lutando da forma mais desonrada que Pantara já viu. O homem alto já não consegue acompanhar os movimentos de Dehrik, perdeu seu sorriso sarcástico em meio aos golpes e ao sangue escorrendo de seu rosto, as chamas em seus olhos apagaram-se. Stoner ensinou bem seu discípulo, mas a vida e o instinto de sobrevivência lhe ensinaram ainda melhor.

Shock Treatment

Dehrik aperta com força o pescoço do homem alto, no mesmo instante que descarrega um poderoso Shock Treatment fazendo o esqueleto de seu oponente reluzir em fachos de luz. Pantara horrorizada diz para Dehrik parar, o homem alto apenas grita em agonia. Repentinamente, um golpe acerta forte a nuca de Dehrik fazendo-o cair. Uma onda de paz apaziguou um pouco sua fúria. – Controle sua fúria, ela é sem sentido. – Dizia uma voz com um sotaque indiano. – Fique calmo ou terei de machucá-lo, – Dehrik ainda conseguiu se virar e fitar os olhos brancos de Dhalsim antes de desmaiar…


****************

Dehrik, acorda meio tonto por causa do golpe que o fez desmaiar. Fôra Dhalsim, o Guerreiro Mundial que pelo visto lhe atacou pelas costas. No chão a sua frente, está uma marca feita com fumaça e cinzas, semelhante a um corpo, como se o homem alto tivesse sido carbonizado pelos golpes de Dehrik.

Mas que inferno? – Dehrik estava tenso e confuso.

Inferno é um termo inapropriado para isto, – disse a voz de uma jovem mulher. Dehrik olhou em volta e viu uma garota chinesa em um sobretudo – Chun Li, outra Guerreira Mundial.

Dehrik estava em um misto de espanto e medo. Estariam eles na cidade por causa do torneio? Se eles formassem um time a derrota de Dehrik e Pantara já estava certa. Será que ele assassinou o homem alto? Dehrik tentava controlar sua confusão mas não conseguia. Ele devia ter ouvido a voz de Stoner.

Vamos, levante-se! – Chun Li pegou-o pelo braço. – Nós temos de ir! – Dhalsim e Pantara aguardavam ansiosos, atrás deles, o bar completamente destruído. Dehrik tentava ficar em pé, mas um misto de fraqueza e medo faziam com que a rua inteira girasse em sua cabeça. Sentia-se perdido e sem esperança. – Quieto, – Chun Li xingava-o, ela tentava escutar algo. Sirenes de polícia podiam ser ouvidas ao longe, mas cresciam rapidamente.

Como ele está? – Pantara se abaixava ao seu lado.

Ele está sofrendo os efeitos da Névoa Venenosa, – Chun Li afirmou. – Ele está mal agora, mas ficará bem.

O que é a Névoa Venenosa? – Pantara estava curiosa.

Dhalsim chama ela de ‘Chi Negro’, – respondeu a Guerreira Mundial. – Os Revenants podem corromper o Chi de um guerreiro, tornando-o uma força de raiva ao invés de harmonia.

Amor, – Dehrik murmurou. Sombra lambeu sua face. – Eu irei sobreviver? Pantara limpou o sangue do rosto de Dehrik. Ela sorriu para ele, ele fêz caretas de desconforto. – Eu sinto como se estivesse me despedaçando por dentro!

Você irá sobreviver.

Isso é bom.

Sirenes soam à distância, crescendo de volume rapidamente.

Nós podemos conversar em outro lugar, – disse Chun Li, se virando para Dhalsim. – Nós temos de ir!

O que está acontecendo comigo? – Dehrik perguntou para Pantara, caminhando com dificuldade, escorado no ombro de sua companheira, seguidos pelos Guerreiros Mundiais.

Você já ouviu falar da Shadaloo? – perguntou Chun Li. Os jovens lutadores balançaram suas cabeças em negação. – Eles são corruptos, ela continuou, sua voz tornou-se ríspida, ladrões, criminosos, terroristas, assassinos.

Aqueles caras trabalhavam para eles?

Sim, – Chun Li respondeu. – Eles são Revenants, servos sem coração do Lorde Bison. Eles infectaram seu Chi.

Como? – Dehrik já consegui ficar em pé, com dificuldade.

Você permitiu que eles envenenassem seu Chi com seu temperamento violento. – Disse Dhalsim calmamente. – Os Revenants apenas são capazes de trazer o seu pior lado à tona, enxendo sua mente de toxinas psíquicas. Névoa Venenosa.

Mas por que eles fizeram somente comigo?

Você sabe bem que sua índole violenta é sua maior característica, Dehrik Savitch, – disse Chun Li. – Provavelmente eles planejaram lhe corromper antes do torneio de amanhã, esperando que você machuque ou mate alguém importante para você. – Savitch e Pantara se olharam assustados. – Bison se alimenta do poder dos guerreiros que ele corrompe, e depois faz com eles trabalhem para ele na Shadaloo.

As ruas estão escuras e chuva desce sutilmente. A luz tênue de postes ilumina os guerreiros na fria noite. Ao longe é possível ver as viaturas investigando o local da briga.

Quem é ‘Bison’? – perguntou Pantara, – e o que ele quer com este torneio?

…e como nós podemos encontrar ele? – Dehrik adicionou.

Chun Li sorriu sem graça. – Nós somos aliados então?

Pode ter certeza, – ele respondeu, – Eu quero acabar com ele. – Ao lado dele, Pantara assentiu.

Dhalsim balançou a cabeça em desaprovação: – Você tem que controlar sua fúria, guerreiro. Ela põe todos nós em perigo se você não aprender a dominá-la. – Dehrik não disse nada. – Eu posso ajudá-lo, se você quiser aprender, – o mestre ofereceu.

Eu aceito.

Isto parece um casamento, – Pantara riu.

E não deixa de ser, – disse Chun Li.

**********************

Este conto é parte integrante do suplemento Segredos da Shadaloo.

Chun-Li e Dhalsim 

Ordem da Unidade Celestial

Ordem da Unidade Celestial

Este é o único segmento da Shadaloo que se encontra fora da estrutura da Pirâmide do Poder. Somente há poucos anos atrás, Bison foi persuadido por um de seus seguidores, um clérigo chamado Aka Zahn, para estabelecer uma falsa religião através do mundo. O povo que vive em terras oprimidas pela Shadaloo busca um raio de esperança em meio a todo aquele terror. É onde entra Aka Zahn, preenchendo a lacuna existente no coração dos submissos ao poder de Bison. Dando‐lhes uma falsa esperança de melhora e evitando que se rebelem contra o ditador. Bison aprovou e a Ordem da Unidade Celestial foi estabelecida.

Desde a sua criação, a ordem cresceu rapidamente. Ela possui templos nas maiores cidades da América e da África. Pouco a pouco, vai se estabelecendo na Europa e Ásia como mais uma religião, porém menor aceitação do que nos outros continentes.

A Ordem é dirigida por Aka Zahn, que é conhecido como a autoridade máxima da Ordem, chamado Arquiteão. Reportando para ele, estão centenas de Theões, os auto proclamados profetas e líderes da Ordem. Os Theões viajam de cidade em cidade promovendo seu culto e onde encontram um terreno fértil (normalmente em comunidades pobres) fundam um novo templo e ali fazem sua base agregando cada vez mais seguidores.

A Ordem prega uma variedade imensa de etos encontrados em outras religiões além de outras características inventadas pela mente de Aka Zahn e pelos seus seguidores ao redor do mundo. A Ordem prega que a humanidade deve se prepara para a Nova Era que surgirá em breve, onde um novo senhor e soberano do mundo (entenda Bison) irá unificar as nações e eliminar as disputas entre os povos. Somente quem abraçar o novo modo de pensar será aceito nesta comunidade futura e cairá nas graças deste “senhor” que surgirá. A Ordem tem obtido elevados graus de sucesso mundo afora com suas pregações e já publicaram seus credos em diversos livros.

Qualquer um que assim o desejar (ou sofrer algum tipo de manipulação mental) se torna uma Criança da Ordem, seguindo o culto ensinado pelos Theões e se preparando para a Nova Era. As Crianças da Ordem também são encarregadas de trazer novos seguidores para a seita, o que comumente gera seqüestros entre os familiares da Criança. Desta forma, seja através da vontade própria, uso de drogas, manipulação mental ou seqüestro, a Ordem da Unidade Celestial cresce vertiginosamente ano após ano representando mais uma força de Bison atuante no mundo.

Templo da Ordem em Mriganka

Tríade do Dragão

Os pilares centrais que erguem o império da Shadaloo se encontram em 3 continentes: Ásia, Europa e América do Norte. Cada um destes continentes possui um quartel-general onde se encontra um membro da Tríade do Dragão, um conselho especial que reporta suas atividades diretamente a M. Bison. Cada membro da Tríade concentra suas habilidades e esforços em uma esfera de atuação, enquanto monitoram o crime em geral e mantém os Lordes na linha.

América do Norte

Na América do Norte a Shadaloo alimenta seus fundos através do roubo e do vício. Explorando a liberdade americana, sua vaidade e fome insaciável por estímulos, a Shadaloo enche‐se de dólares alimentando‐os com drogas, armas baratas, manipulação das mídias e corrupção policial. Envenenando o Sonho Americano e sugando sua vitalidade, Adrian Hearse é o Dragão das Américas, destruindo a democracia e enchendo os bolsos da Shadaloo.

Entretanto, Adrian também tem a responsabilidade de manter o fluxo constante de inovações tecnológicas a favor da Shadaloo, semeando fundos entre as Universidades Americanas e indústrias, empregando suas descobertas para os usos maléficos de Mr Bison.
Adrian seleciona os melhores cientistas das Américas e patrocina suas pesquisas, visando trazer sua lealdade para o império de Bison. Muitas vezes enviando‐os para Mriganka, nas instalações científicas do próprio ditador. Alguns cientistas, imorais, corrompem‐se facilmente e entram para o lado de Bison, usam todo seu conhecimento para criar novas armas e equipamentos de destruição. Cientistas mais nobres ficam sem alternativa. Uma vez que são recrutados para trabalhar para a Shadaloo, ou concordam ou tem seus entes queridos assassinados (em último caso eles mesmos são assassinados).

Saiba mais sobre Adrian Hearse!

Europa

O mercado comum europeu e os círculos de política são uma forte fonte de dinheiro e poder para o Barão Stephen Montgomery, o Dragão da Europa. Com sua base na Inglaterra, este sádico monarca comanda dúzias de facções políticas, incitando o conflito entre elas e ao mesmo tempo fortalecendo a economia local‐ uma de suas principais habilidades! O conflito interno dos poderes políticos estimula o mercado de armas de fogo, tratamentos médicos e corrupção policial; além disso Montgomery é extremamente influente entre os banqueiros europeus, sendo a sua principal esfera de atuação a economia da Shadaloo. O Barão é um aristocrata brutal pertencente a uma linhagem nobre com mais de dez séculos de existência. Dez séculos marcados por assassinatos, violência étnica, insanidade e corrupção.

Barão Montgomery controla a Europa através de suas marionetes. Milhares de marionetes espalhadas pela Europa efetuam todo tipo de manipulação econômica e terrorismo político. Crimes como fraudes bancárias em larga escala, extorsão política, golpes de estado, sonegação fiscal e outros crimes envolvendo grandes somas de dinheiro são as metas principais do Dragão. Além disso, mas em pequena escala, todo roubo armado e crime menor envolvendo dinheiro faz parte da “coleta”; tornando o Barão a principal fonte de renda da Shadaloo.

Montgomery também é responsável pela África, mas na verdade ele dá pouca importância a este continente, considerando-os “selvagens”. Isto é bom para os Lordes da África que gozam de uma relativa liberdade perante à Shadaloo uma vez que não são diretamente fiscalizados.

Saiba mais sobre o Barão Montgomery!

Ásia

A antigüidade majestosa da Ásia é perturbada pela Dragonesa Tai Yuan, uma maligna mulher que possui uma esplêndida inteligência, rivalizada apenas pela sua crueldade. Através de sua perspicácia e esperteza, Tai Yuan comanda centenas de laboratórios pela Ásia. Enquanto agentes de campo e quadrilhas do crime organizado oprimem a população comum. Laboratórios na China, Japão e Rússia trabalham para desvendar os poderes místicos do Chi.

O time de místicos e cientistas de Tai Yuan pesquisam e exploram todo tipo de lugar místico do mundo, como Stonehenge, Tunguska, a Ilha de Páscoa, o Triângulo das Bermudas, entre outros; tentando desvendar seus segredos e entender as forças que agem sobre eles. A idéia é juntar o conhecimento das ciências dos cientistas com o conhecimento do oculto dos místicos para com isso desvendar o segredo por trás das forças do Chi visando utilizar estas descobertas a favor da Shadaloo.

Esta é a principal esfera de atuação da Dragonesa dentro da Shadaloo, formando junto com Adrian (representando o poder da Ciência e da Política) e com o Barão Montgomery (representando o poder da Economia) os 3 pilares centrais que sustentam a Shadaloo.
Tai Yuan tem a difícil tarefa de manter a Yakuza e as Tríades Chinesas na linha, bem como gerenciar o império criminal existente da Ucrânia até a Austrália (sim, a Oceania também está sob os cuidados de Tai Yuan). A sua obsessão por encontrar e desvendar os poderes místicos do mundo a faz por vezes cometer o erro de não enxergar a “realidade” que está a sua frente, fazendo com que muitos Lordes asiáticos passem despercebidos e tenham certa liberdade em suas maquinações e guerreiem uns contra os outros.
Entretanto, um deslize e pode ser fatal, Tai Yuan é dona de uma brutalidade sem tamanho, lembrando em muito os métodos utilizados por Bison, como demonstrações públicas de punição e tortura de inimigos (ou amigos que saíram da linha).

Adrian Hearse e o Barão Montgomery evitam a presença de Tai Yuan e seu time de cientistas místicos. Cada membro da Tríade do Dragão cuida de seu próprio território e desta forma não interferir no território dos demais, com exceção de Tai Yuan que mantém seus agentes espalhados pelo mundo inteiro em busca de novos segredos a desvendar e principalmente seqüestrando lutadores que apresentem poderes fora do comum. Hearse e Montgomery não gostam da liberdade que ela goza, e vêem com maus olhos suas missões quando estas acontecem dentro de seus territórios; acreditando que ela as usa como desculpa para espioná-los ou trapaceá-los.

Saiba mais sobre Tai Yuan!

No Coração das Trevas

Juni - Shadaloo

Bem vindos guerreiros, ao produto do sonho alucinado de M. Bison. Bem vindos à Shadaloo, o império da corrupção. Das sombras de Chicago até os salões circulares de Mriganka, das ruas sangrentas de Londres até as arenas dos ninjas espanhóis, a Shadaloo espalha a miséria e a destruição nas almas das pessoas. Responsável pelos crimes mais pérfidos do mundo, somente o mais nobre guerreiro é capaz de resistir aos seus milhares de tentáculos.

O império do mal de M. Bison atua em todas as partes do globo. No mundo dos Street Fighters, a Shadaloo controla boa parte do crime organizado, corrupção governamental e arenas Street Fighters. Apesar destes crimes já acontecerem muito antes de M. Bison; seu carisma, poderes psíquicos e habilidades de combate fizeram com que as antigas alianças fossem esquecidas em prol do sonho demoníaco que é a Shadaloo. Em pouco mais de uma década, a Shadaloo tornou-se a maior organização criminosa do mundo, combinando milhares de sindicatos menores em uma grande facção criminosa. Os lucros gerados por este gigantesco império de Bison é combustível para os seus planos de dominação global e de glória pessoal, permitindo que entorte lentamente o mundo para caber em sua própria visão distorcida.

Lorde Bison não se contenta em apenas ser o mestre por trás da organização Shadaloo. Ele é obcecado em eliminar qualquer “herói” que venha a disseminar virtudes como honra e nobreza, especialmente Ryu e seus Guerreiros Mundiais. A bondade deles o diverte; suas técnicas o desafiam e sua glória o incomoda. Com esta finalidade, Bison utiliza seus capangas Street Fighters espalhados pelo mundo em todas as Divisões e Postos com o simples intuito de eliminar estes nobres guerreiros.
Bison sabe que sua cruzada nunca terminará, mas não cansa em dispender recursos com este propósito.

De Encontro às Sombras

Street Fighters podem esbarrar na Shadaloo de diversas maneiras, agentes do império estão infiltrados em todos os tipos de organizações criminosas menores. Seus crimes comumente produzem vítimas – e vingadores. Muitos Street Fighters dedicam sua vida ao combate contra a Shadaloo.

Embora este Império criminoso se esconda nas sombras, a polícia internacional, chamada Interpol, já descobriu alguns de seus segredos e busca levar Bison à justiça. A despeito disso, Bison possui imunidade diplomática através de seu país reconhecido internacionalmente, Mriganka; isto limita as ações da Interpol, fazendo com que não possa atacar o coração desta organização: Bison. Entretanto, alguns Street Fighter conseguem um meio de ajudar a Interpol, seja como agentes não oficiais, espiões amadores, recrutas de última hora e curiosos loucos por aventura.

Mas a Shadaloo não é livre de falhas, dentro de sua hierarquia, senhores do crime competem entre si pela possibilidade de trabalhar junto á Bison em sua ilha na costa Tailandesa. Para isso, muitos Street Fighters mercenários são contratados para sabotar rivais ou representá-los em competições. Fraqueza esta não demonstrada por quem está no “topo da pirâmide”, o ápice no qual todo senhor do crime sonha em chegar.
Street Fighters desonrados vendem-se para a Shadaloo.

Shadaloo - Sagat

Alguns lutadores buscam dinheiro ou glória, enquanto outros lutadores sucumbem ao desespero ou medo. Os piores de todos são os corruptos Revenants, asseclas sem alma que vagam pelas arenas em busca de novos talentos para recrutar. Além disso, o exército de Street Fighters da Shadaloo alimenta este império de pânico e dor. Guerreiros honrados não possuem escolha senão enfrentá-los cara-a-cara e acabar com sua tirania.

Estas razões podem guiar seus jogadores em um conflito dramático e perigoso. Existe uma guerra contra a Shadaloo…uma guerra que deve ser levada até a morte!

Continue se aprofundando nos Segredos da Shadaloo, se tiver coragem, lendo agora sobre a Pirâmide do Poder, a forma como a hierarquia da Shadaloo é dividida.

Divisões

Que tipo de lutas seu personagem enfrenta? Os guerreiros do mundo estão agrupados em várias divisões diferentes. A divisão de um Street Fighter descreve o tipo de guerreiro que ele é, e talvez defina um pouco os valores dele. Com certeza há mais divisões do que as listadas aqui, mas estas são as mais comuns.

O grupo de jogo deve decidir em conjunto em qual divisão seus personagens irão lutar. A maioria escolhe a divisão de Estilo Livre, mas personagens e histórias interessantes podem ser criados utilizando elementos de outras divisões.

Tradicional

Estes guerreiros usam as artes marciais estritamente tradicionais e raramente desenvolvem quaisquer poderes ou habilidades especiais. Eles vêem sua utilização como um ato desonrado e uma traição ao verdadeiro espírito das artes marciais. Tradicionalistas são os mais obstinados e conservadores de todos os Street Fighters. Disputas tradicionais são as únicas disputas que podem ser feitas legalmente. Personagens devem ter um Renome Honra de pelo menos 5 para entrar nessa divisão.

Duelistas

Estes guerreiros usam quaisquer meios à sua disposição para vencer. Rotineiramente usam armas e, ocasionalmente, também animais. Esta é a mais letal das divisões. Fatalidades acontecem. As regras dos torneios Duelistas variam a cada torneio, mas normalmente a única regra é a proibição de armas de fogo.

Estilo Livre

Muitos dos mais bem sucedidos Street Fighters vieram desta divisão, com certeza seus guerreiros estão entre os mais versáteis do mundo. Habilidades especiais e poderes são usados livremente aqui, mas o respeito à Honra faz com que armas raramente sejam usadas.

Saiba mais sobre os torneios de estilo livre.

Guerreiros Mundiais

O Pináculo de todas as divisões, os Guerreiros Mundiais são os melhores entre os melhores. Para entrar nesta divisão, um guerreiro deve antes atingir pelo menos o Posto Nove em uma das outras divisões. Alternativamente, um Street Fighter que derrote um Guerreiro Mundial em uma luta em qualquer uma das outras divisões pode se tornar um Guerreiro Mundial. Considerando que poucos Guerreiros Mundiais lutam fora dessa divisão, e que eles são lutadores extraordinários, este tipo de virada é bem raro.

Não existe um sistema hierárquico nesta divisão. Cada Guerreiro Mundial vem de outra divisão onde ele tem um Posto. A cada quatro anos, os Guerreiros Mundiais realizam um grande torneio para determinar quem é o melhor entre eles.

Renascimento da Honra

Renascimento da Honra

Lutem – gritou o mestre.

Jackson começou a circular seu jovem oponente. O garoto tinha vivido e estudado com o Mestre por vários anos. Ele era rápido, e sua técnica tinha evoluído muito. As mãos do garoto se ergueram na tradicional posição de defesa do estilo da cobra de Kung Fu. Então o mestre já havia compartilhado este sistema da cobra com o rapaz, pensou Jackson. Ele se lembrou de seus próprios anos de espera para aprender este conhecimento com o mestre, e agora o garoto também o sabia.

O garoto avançou rapidamente no caminhar serpenteante da cobra, suas mãos golpeando como cobras gêmeas. Jackson andou em círculo para evitar os golpes do rapaz. Esquivou de uma das mãos, mas sentiu a outra atingir um ponto de pressão em seu braço.

Hambúrgueres demais, Sr.Jackson — riu o mestre.— Deixam você mais lento.

A determinação de Jackson ficou aparente em sua face contraída, O braço estava ficando paralisado. Teria o mestre começado a ensinar ao rapaz a técnica do Dim Mak?

Quando o garoto avançou novamente, Jackson o recebeu com um soco reverso rodado. O golpe do garoto foi mais rápido, resvalando nas costelas de Jackson antes que o soco reverso acertasse sua cabeça e jogasse o jovem no chão. Sentindo a excitação da vitória iminente, Jackson pulou um determinado ponto ao longo da coluna do garoto, esticou a sua própria mão para o golpe do dedo-serpente e atingiu o ponto de pressão.

Por um instante, nada aconteceu. Jackson estava agachado sobre o rapaz e confuso. O golpe deveria ter induzido uma paralisia instantânea e indolor. Será que a técnica dele tinha se tornado tão desleix…?

Então o garoto começou a gritar em agonia e rolar no chão, colocando as mãos nas costas. Seu corpo se contorcia em uma série de espasmos que pareciam querer rasgá-lo em pedaços.

Jackson ficou ali parado, paralisado de terror. O que ele tinha feito com o garoto?

O mestre empurrou Jackson de lado e ajoelhou junto ao rapaz. As mãos do velho começaram a massagear certos pontos ao longo das costas e pescoço do garoto. O mestre estava aplicando seu próprio Chi aos pontos vitais do jovem estudante, tentando restaurar o dano que Jackson havia provocado. Finalmente, o garoto parou de gritar e a tensão da dor deixou seu corpo. O mestre rolou o garoto para que ficasse deitado de costas e inspecionou os olhos e língua.

Você ficará bem agora, Pao — disse o mestre suavemente. — O golpe do Sr.Jackson foi usado no momento inadequado. Aproveite este momento como uma lição das conseqüências do uso impróprio do golpe Dim Mak, e da importância em saber como curar o corpo antes de aprender como destruí-lo.

Jackson se afastou, xingando a si mesmo. Lembrava agora que o golpe espinhal do Dim Mak causava paralisia apenas durante as horas da noite, quando o Chi do corpo estava começando a se ajustar para o sono. Usá-lo durante o dia, como Jackson havia feito, teria causado uma falha de funcionamento dos rins e uma morte lenta e agonizante se o Mestre não tivesse corrigido o dano. Fazia tempo demais desde a última vez em que Jackson estudou e treinado sua técnica de Dim Mak.

A mente de Jackson percorria os últimos três anos desde que ele tinha deixado a casa de Mestre Kwan. Foi um turbilhão de aberturas de academias comerciais e aulas para iniciantes na arte do kung fu. A primeira escola tinha sido bem sucedida demais, e Jackson foi atraído para o lado comercial das artes marciais na América do Norte. Ele tinha aberto escola atrás de escola, deixando que seus estudantes mais graduados as dirigissem mais como negócios do que como centros de aprendizado.

Mestre Kwan acompanhou Jackson até a sala de treinamento:

Sr.Jackson, siga-me, por favor— pediu o mestre.

Jackson seguiu Mestre Kwan através de uma porta que levava a um pequeno quarto de meditação, ao lado do salão principal de treinamento. O quarto era pequeno e repartido por telas de papel. De costas para uma representação de um serpenteante dragão chinês, Mestre Kwan olhou profundamente nos olhos de seu antigo estudante antes de falar:

Jackson Repreendido

Maurice, o que aconteceu com você?

Jackson balançou a cabeça: — Eu não sei, Mestre Kwan. Foi um acidente, você sabe. Deixei-me levar pela empolgação do combate. O garoto é muito bom, e acho que me senti desafiado.

O mestre olhou para Jackson com seriedade:
Maurice, você tem em suas mãos um antigo e mortal segredo que pode facilmente ser usado para causar grandes desgraças. Mesmo nas suas mãos desleixadas, o Dim Mak se tornou uma arma que pode disparar por acidente a qualquer momento. Você perdeu o seu sentido de propósito — sua dedicação. Você não é mais o estudante que eu um dia conheci.

As palavras do mestre feriram Jackson mais profundamente do que qualquer soco ou chute jamais havia feito.Kwan continuou:

Quando vim para os Estados Unidos, encontrei um jovem rapaz cheio de raiva, cansado da pobreza. Vi o garoto se tornar um homem e dei a ele o maior tesouro que eu tinha. Eu dei a ele o conhecimento do meu kung fu e a técnica secreta do Dim Mak. Agora esse homem se foi, em seu lugar está você, com suas correntes de ouro e carros caros. Você, que vendeu meu tesouro para todos que pagaram pelo programa de treinamento. Está ocupado demais ganhado dinheiro para até mesmo cuidar da sua família. Você golpeia calculadoras mais do que tábuas. Você, Sr.Jackson, perdeu a honra e a dedicação da arte.

Jackson uma vez mais se sentiu como o jovem e violento brigão que tinha entrado na casa de Mestre Kwan anos antes. Sua fúria transbordou:

O que você sabe, velho? — ele gritou. — O que sabe sobre meus sonhos? Eu criei dez escolas que ensinam sua arte. E qual foi à gratidão que recebi de você? Fique com sua honra. Não preciso aturar isso de você. Já engoli sua “sabedoria” por tempo demais. Você não sabe de nada.

A tristeza tomou a face de Mestre Kwan:

Então deixe a minha casa, Maurice Jackson, e não volte até que seja senhor de si mesmo uma vez mais. Devo fazer com que Pao sobreviva a este treinamento, para que alguém possa ensinar meu kung fu honradamente.

Jackson passou furiosamente pelo ancião, batendo a porta com força. Ele cruzou o salão de treinamento, passando por Pao que o olhava chocado. Jackson deixou a casa e marchou pela empoeirada estrada de terra até seu Porsche conversível. Pulou no carro, ligou o motor e arrancou.

A casa de Mestre Kwan ficava no topo de um penhasco com vista para o Oceano Pacífico. A estrada que levava para casa seguia ondulante até o acidentado topo do penhasco, partindo da estrada principal lá embaixo. A raiva de Jackson impulsionava uma corrida alucinada até a estrada principal. Ele fez uma curva fechada e teve que girar o volante totalmente para evitar uma colisão com uma van que quase o atingiu. Jackson desviou e passou pela van, dando uma olhada para trás para observar o grande veículo preto enquanto ele subia pela estrada. Jackson atingiu a rodovia principal e partiu a toda velocidade pela via expressa costeira, indo para longe da casa onde havia passado tantos bons anos de sua vida.

 

 

+++++++++++++++++++++++++++++++++++

Felipe D'aragon

Boa Tarde, Sr.Kwan — disse o homem com forte sotaque de espanhol castelhano.

O terno feito sob encomenda remetia à aristocracia européia. Diversas pessoas entraram pela porta atrás dele, formando uma falange de homens determinados usando ternos escuros.

Sou Felipe D’Aragon. Fiz uma longa viagem para vê-lo.

Mestre Kwan silenciosamente se curvou para Pao,sinalizando o fim do exercício deles. Pao se curvou e caminhou para a borda da área de treinamento enquanto Mestre Kwan se virava para o espanhol.

Eu me lembro de suas cartas, Sr. D’Aragon. Infelizmente sua viagem foi um desperdício. Minha posição não mudou. Eu não ensino a arte do Dim Mak para estranhos, e certamente não para estranhos conhecidos como assassinos da Shadaloo!

Que infelicidade. Não acredito que perceba o quão preciosa é a sua arte do Dim Mak para mim. Com ela eu poderia desafiar Vega, aquele tolo vaidoso, e me tornar à nova mão-direita de Bison. Mas não importa se você não vai me ensinar a sua arte, você vai  morrer com ela. Este é o decreto do Senhor Bison.

Estou velho, mas ainda posso lutar quando preciso.—respondeu Mestre Kwan.

Oh, é mesmo? — debochou D’Aragon. — Você está velho demais para atingir alguém treinado na arte do ninjutsu. Como pode o seu Dim Mak ajudar você se não pode me tocar?

 +++++++++++++++++++++++++++++++++++

Jackson olhando por do sol

Jackson olhou para o horizonte debruçado sobre a grade de proteção da rodovia. O local oferecia uma vista espetacular do Oceano Pacífico. Ele novamente recordou os eventos dos últimos anos. Sua preocupação com seu crescente negócio tinha no fim o levado ao divórcio. Não conseguia lembrar quando havia visitado a filha pela última vez. Mas, cara, ele estava rico agora. E você não vê muitos caras negros dirigindo escolas de kung fu em São Francisco.
Suspirou pesadamente. No fundo do coração sabia que não valia a pena. Queria ensinar a alegria e beleza do kung fu, mas ao invés disso havia se tornado um homem de negócios. Ao longo dos anos, seu regime de treinamento rigoroso foi reduzido a malhações esporádicas espremidas entre compromissos de negócios. As pessoas e a arte que ele amava estavam longe dele agora. Mestre Kwan estava certo. Ele havia abandonado o caminho da honra.

Imediatamente após esta conclusão, Jackson sentiu seu espírito se renovar. Uma calma que não sentia em anos entrou em seu corpo. Tinha que retornar para o Mestre Kwan e se desculpar. Tinha que retornar para a vida de um guerreiro.

Quando Jackson estacionou junto à casa, o sol estava se pondo no oceano, criando grandes sombras sobre o chão. A van preta estava estacionada junto à casa e diversos homens de terno estavam de pé ali ao lado, discutindo em  algo que parecia espanhol. Assim que Jackson estacionou, eles ficaram atentos e gritaram um alerta em direção à casa. Jackson sentiu desastre a caminho.

Saltou do Porsche e caminhou rapidamente para a casa:

O que está acontecendo aqui? — gritou. Um dos homens ficou diante dele e colocou a mão no ombro de Jackson: — Não entre.

Saia da frente. Estou em casa aqui, você é o estranho.

Volte para seu carro bonito e saia daqui. — rosnou o estranho com forte sotaque espanhol.

Jackson atacou como uma víbora. Seus dedos atingiram o braço que segurava seu ombro, acertando um ponto vital abaixo do cotovelo do homem. Ele gritou quando perdeu os movimentos e sensações do braço. Jackson o empurrou para o lado e estava prestes a entrar na casa quando outro homem emergiu.

O novo homem era obviamente o líder. Vestia um terno mais fino e mantinha ar de autoridade. Limpando com um lenço branco o sangue da lâmina de uma espada embutida em uma bengala, o homem olhou despreocupadamente para Jackson.

Jackson deu um passo para trás e examinou o recém-chegado. O espanhol olhou para seu companheiro, que segurava o braço paralisado e gritava. Sorriu:

Você deve ser Maurice Jackson.
Sou. Como você me conhece?
Sempre pesquiso os amigos e parentes daqueles que mato. Algumas vezes o seqüestro proporciona uma excelente vantagem.

Jackson subitamente se sentiu mal. Passou correndo pelo espanhol e entrou no salão de treinamento. No centro da área de treino estava o corpo morto de Mestre Kwan. O corpo do jovem Pao estava jogado em um canto.

Kwan não quis me ensinar o que eu queria aprender. — disse o espanhol enquanto seguia Jackson até o salão.
Talvez você seja mais razoável. Meus mestres na Shadaloo me instruíram a adquirir os segredos do Dim Mak, ou extinguir o conhecimento da terra.
Seu maldito filho da
Calma, Não perca o seu autocontrole comigo, Sr. Jackson, ou irá lamentar as  conseqüências. Sou Felipe D’Aragon, ninja e assassino da Shadaloo. Seu mestre não pôde me Derrotar, e você seria um alvo fácil. Quero que me ensine o Dim Mak — continuou o ninja. — Posso fazer com que valha a pena para você, Jackson. Gosta de dinheiro, não? Você largou sua esposa, então talvez algumas garotas bonitas excitem você, certo? Posso arranjar isso. Eu conheço o seu tipo, Jackson. O caminho marcial trouxe a você dinheiro, poder e fama. Pessoas como eu e você estão destinadas a possuir o conhecimento e poder. Dê o seu preço, Jackson.

Jackson caminhou até o corpo de seu mestre morto, O velho estava enrijecido. O sangue formava poças ao redor do seu corpo, oriundo de dúzias de cortes nos braços e nas pernas. O ninja havia aplicado uma morte lenta. Jackson se virou para o ninja e começou a tirar a jaqueta:

O antigo Maurice Jackson poderia ter aceitado sua proposta, Sr. Assassino da Shadaloo, mas não este homem. Este Maurice Jackson fará com que pague pelo que fez.

Que bravas palavras. Infelizmente, já sujei minhas mãos hoje. Não tenho intenção de ficar suado matando você. Homens, matem-no lentamente.

Jackson e os Capangas de Daragon

Os espanhóis — quatro, no total — sacaram facas de seus casacos e avançaram sobre Jackson. Eles começaram a circundá-lo, enquanto D’Aragon observava.

Jackson assumiu a base do kung fu do tigre. Assim que os homens saltaram sobre ele, virou-se para dois deles e rugiu. Chi subiu em sua garganta, amplificando o grito para um ruído trovejante. Os dois homens, atordoados pela força do grito, caíram.

Jackson saltou sobre um dos outros dois que avançavam, girando no ar para cair atrás de um deles. Chutou-o nas costas, fazendo com que voasse através do salão de treinamento.

O quarto homem avançou, golpeando com a faca. Jackson saltou para longe da lâmina e então pulou de volta para cima dele, rasgando o peito do homem com garras de tigre. O homem gritou quando sua jaqueta, camisa e pele foram rasgadas. Jackson concluiu a luta com um chute circular na cabeça.

Os outros dois homens haviam se recuperado do grito e avançaram correndo sobre Jackson. Ele agachou, calculando sua aproximação, e então saltou no ar atacando com as duas pernas. Os chutes atingiram os homens na cara, arremessando-os para a inconsciência.

Tigre Voador Sai da Caverna

Tigre Voador Sai de Sua Caverna — disse Maurice enquanto encarava D’Aragon, dando as costas para os quatro corpos caídos. — Isto é parte do treinamento básico do kung fu do tigre. Estou surpreso que seus homens sejam tão mal treinados.

D’Aragon riu:

Substituir esses idiotas é barato. Existem muitos toureiros cansados na Espanha, loucos pela chance de se igualar a Vega. Sempre Vega. — o espanhol cuspiu enquanto dizia o nome. — Bem, terei que lidar com você pessoalmente.

D’Aragon tirou o casaco e fez golpes no ar com a espada. A fina lâmina silvava conforme dançava nas mãos do ninja. Satisfeito, D’Aragon caminhou calmamente até Jackson.

Jackson mal viu a shuriken a tempo, D’Aragon jogou a lâmina em forma de estrela com sua mão livre enquanto avançava, tentando pegar Jackson despreparado. Jackson se encolheu na “Serpente Armando o Bote”, saindo de lado quando a lâmina passou voando perto de seu peito.

Então D’Aragon saltou sobre ele. Jackson se jogou para trás na Queda do Tigre Ferido, mas o espanhol era rápido e a espada desenhou uma linha de sangue sobre o peito de Jackson,

D’Aragon riu como um gato brincando com um rato:

Você é ainda mais lento que o velho, Jackson.

 

O ninja saltou novamente, cortando o ombro de Jackson antes que ele pudesse rolar para longe da lâmina. O coração de Jackson estava batendo forte. Devia ter sido assim que ele matou Mestre Kwan, pensou Jackson. Um golpe após o outro, como um toureiro enfiando espada após espada em um touro que ataca sem pensar. Jackson tinha que ser mais esperto que isso.

D’Aragon saltou novamente, mas desta vez Jackson rolou sob ele e chutou para cima, atingindo D’Aragon na perna. O ninja se divertiu com o golpe que havia apenas resvalado.

Talvez você me proporcione algum desafio, afinal de contas. — disse D’Aragon. — Mas terá que fazer melhor do que este chute patético se quiser… quiser.., me deter…

O ninja começou a mancar enquanto olhava para a própria perna. Os músculos tremiam incontrolavelmente onde o chute de Jackson havia tocado. A perna de D’Aragon começou a ter espasmos; então a outra perna começou a ter espasmos também, derrubando o ninja no chão.

O que fez comigo? — gritou D’Aragon.

Dim Mak. — disse Jackson. — Os pontos de pressão do kung fu da cobra. Você queria tanto, agora você o tem, Suas pernas nunca mais se moverão, ninja. Seus dias de matança estão acabados.

Eu matarei você por isso! — esbravejou D’Aragon.

Vou chamar a polícia. Não saia correndo — replicou Jackson quando saiu do salão.

Eu matarei você por isso! Você não se livrou de Felipe D’Aragon ou da Shadaloo! — gritou o ninja enquanto Jackson se afastava.

* OBS: Este conto é parte integrante do Módulo Básico de regras de Street Fighter: O Jogo de RPG.

Times de Street Fighters

Times de Street Fighters

Os lutadores mais exemplares, os próprios Guerreiros Mundiais, freqüentemente agem sozinhos. A maioria dos Street Fighters iniciantes, contudo, prefere trabalhar em times, grupos cooperativos de guerreiros. Times trazem várias vantagens: no caso de lutas com vários rounds, um membro de um time pode substituir outro se ele estiver muito ferido para continuar nos outros rounds; em combates com vários lutadores, times são necessários para assegurar que um lutador não seja atacado por vários ao mesmo tempo; e, finalmente, um time fornece a um lutador aliados que irão ajudá-lo a alcançar seus objetivos fora da arena. Invadir a mansão do chefão de drogas para fazer justiça pode ser letal quando se tenta fazer isso sozinho.

Um grupo de personagens de Street Fighter é chamado de time. Times, assim como grupos de jogadores, variam de tamanho, de dois a seis ou mais, com três ou quatro sendo o ideal. O Narrador decide quantos membros compõem um time de Street Fighter. Enquanto a maioria dos membros do time será de personagens controlados por jogadores, alguns poucos podem ser personagens controlados pelo Narrador.

Um time precisa de um nome, algo que o defina perante a comunidade de lutadores. Não apenas os lutadores individuais adquirem renome, mas os times também. O nome do time é dito com louvor ou desprezo nos bares à noite, ou ao redor da arena.

Tabela de Times

A seguir listamos em uma tabela diversos times para serem usados em crônicas de Street Fighter RPG. Tem para todos os gostos: times da Shadaloo, times bonzinhos, times muito cruéis, times só de soldados e por aí vai. O Narrador deve se sentir livre para alterar a composição de qualquer time que desejar, incluindo ou retirando elementos conforme achar necessidade. Os times estão separados pela experiência de seus membros.

Times Poderosos Times Medianos
Shadow Fist
Os Impronunciáveis
Black Dragon
Final Fight
Mad Gear
Skull Cross
Generais de Bison
Dragon Rising
Força Excessiva
Rolling Thunder
Extreme
Punhos de Relâmpago
Discípulos do Poder
Delta Red
Times Iniciantes
Os Corvos
Os Presságios
War House

Massacre do Anel Triplo
Chimu Nihon
Meteora
Mercadores Negros

Objetivos do Time

Normalmente o time tem um objetivo principal, o qual pode diferir dos objetivos individuais de determinados membros. Um objetivo pode ser “chegar ao Grande Torneio”, um objetivo que requer anos de treinamento por parte de todos; outro pode ser “destruir a rede de crime da Shadaloo“, uma tarefa aparentemente impossível, mas que pode se tomar possível se o time trabalhar junto e atacar os seus objetivos passo a passo, cidade a cidade.

Times de Torneios

Esta é provavelmente a razão mais comum pela qual Street Fighters iniciantes se unem em times. Muitos torneios de nível mais baixo aceitam apenas times, porque lutadores iniciantes não têm Honra ou Glória suficientes para chamar atenção para o torneio com suas presenças individuais. Times estabelecidos de Street Fighters chamam mais atenção do que lutadores individuais. Isto é especialmente verdade se o time tem um empresário capaz e uma imagem comum que chama atenção sobre eles. Qual é a principal razão para a fundação de seu time? Sugestões são oferecidas abaixo.

Por exemplo: Malcom Stonehands é um Street Fighter novato dos EUA que pratica boxe. Quando Malcom vai a um torneio, ele não chama muita atenção ou leva muitos fãs com ele. Contudo, se Malcom é um membro de um time de lutadores americanos no qual todos afirmam lutar pelo orgulho nacional, então o time (e portanto o torneio) pode ganhar mais atenção.

A maioria dos times de torneio é composta por lutadores que compartilham o mesmo estilo ou nacionalidade, mas alguns times de muito sucesso surgiram recentemente, combinando uma variedade de estilos de luta e origens nacionais. Muitos torneios para novatos têm turnos de times contra times, e times com uma maior variedade de estilos de luta tendem a se sair melhor nesses turnos. A variedade de estilos dá a um time maior flexibilidade, permitindo derrotar times em que todos os lutadores se baseiem em velocidade ou força ou um poder especial em particular.

Objetivo Comum

Grupos de Street Fighters também podem estar unidos por um objetivo comum. Por exemplo: tanto Guile como T. Hawk buscam vingança contra a Shadaloo e M. Bison. Este objetivo poderia manter os dois Guerreiros Mundiais trabalhando juntos até que completem sua missão combinada de vingança.

Outros grupos de Street Fighters podem buscar em conjunto o mesmo conhecimento de artes marciais. O mundo de Street Fighter é cheio de lendas sobre artes marciais e rumores de poderes especiais, poderes que apenas podem ser aprendidos com certos professores ou certos livros há muito perdidos, ou antigos pictogramas gravados nas paredes de uma caverna secreta nas selvas.

Por exemplo: todos os personagens podem ter ouvido falar que um lama tibetano no topo de um remoto pico do Himalaia ainda pode ensinar o lendário Chute do Escorpião, mas apenas para aqueles que conseguirem encontrar o professor e passar por certos testes. Cada personagem pode ter uma pista diferente sobre o paradeiro do professor. Portanto, apenas combinando o conhecimento de todos os personagens podem ter esperança de encontrar o recluso mestre e aprender a mortal técnica do Chute do Escorpião. A busca por conhecimento marcial pode unir personagens extremamente diversos.

Mesmo Estilo

Se todos os jogadores escolherem personagens que aprenderam o mesmo estilo de artes marciais (mesmo que cada um tenha poderes especiais e técnicas diferentes), é possível que todos tenham sido ensinados pelo mesmo Sensei ou venham do mesmo dojo (salão de treinamento), templo, academia ou base militar.

Praticar o mesmo estilo dá aos personagens um elo natural, não importa quais sejam suas motivações individuais. Seu treinamento anterior terá forjado fortes elos de amizade e  respeito mútuo. Os personagens podem até se unir para formar um time de torneio ou ter um objetivo comum — por exemplo, encontrar seu Sensei que misteriosamente desapareceu.

Exemplos de times podem ser encontrados na seção Personagens, no final da página, de acordo com a força do time.

Times de Street Fighters

Mais Referências

Os posts abaixo são de leitura extremamente recomendada para aprofundamentos da mecânica dos times em crônicas de Street Fighter RPG: