Arquivo da categoria: Personagens

G

Altura: 172cm
Peso: 77kg
País: EUA
Nascimento: 02/04/??

G é um dos membros de classificação mais baixa da Gangue Skull Cross; como tal, ele praticamente não representa nenhuma ameaça. Ele tem pouca saúde e apenas dois ataques: um chute e um soco um pouco mais rápido e forte.

Aparência: G é um capanga magro que usa botas, munhequeiras pretas e calça e colete combinando, com uma camiseta branca por baixo. G tem um penteado *pompadour* preto.

Interpretando G: G é um homem que ama a si mesmo, o G de seu nome significa “Ótimo” (Great). Ele fica em casa em dias de chuva, pois não consegue manter o penteado se molhar. Ele é um pouco desajeitado, mas aparentemente isso o torna mais charmoso. G é muito generoso e costuma emprestar dinheiro aos amigos, mas como não presta atenção no quanto tem, rapidamente acaba sem dinheiro.

Johnny

Altura: 186cm
Peso: 88kg
País: EUA
Nascimento: 04/05/??

O membro de classificação mais baixa da Gangue Skull Cross. Johnny vinha de uma família humilde, que incluía seu irmão mais velho. Enquanto Johnny entrava na adolescência, seu irmão buscava uma carreira como dançarino profissional; sentindo-se ofuscado por ele, Johnny acabou optando pela vida de gângster. Embora tenha explicado aos pais que agiu assim apenas para ajudar a família com as dificuldades financeiras, ele acabou fugindo de casa devido aos conflitos internos e às divergências sobre o caminho que escolhera. Anos mais tarde, Johnny soube que seu irmão havia sido misteriosamente baleado e morto por um desconhecido, pouco tempo depois de sua partida. Johnny, então, juntou-se à gangue Skull Cross para encontrar o responsável.

Aparência: Johnny é um bandido magro que usa botas, pulseiras pretas e calça e colete combinando com uma camiseta branca. Johnny usa óculos escuros e boina.

Interpretando Johnny: Johnny é um ex-boxeador que já foi rápido e capaz de ficar na ponta dos pés, mas é um dos membros de posição mais baixa da Gangue Skull Cross; como tal, ele praticamente não representa nenhuma ameaça. Ele tem pouca saúde e apenas dois ataques: um chute e um soco um pouco mais rápido e forte.

Andore

A Família Andore (pronuncia-se An-do-rey) é um grupo de brutamontes do pro-wrestling (visualmente inspirados no falecido lutador da vida real André the Giant) na série Final Fight . Eles podem ser diferenciados pela cor das roupas no jogo original:

  • Hugo Andore : roupa roxa ou rosa;
  • Andore Jr.: roupa vermelha;
  • (Pai) F. Andore : roupa amarela ou laranja;
  • (Tio) U. Andore : roupa cinza;
  • (Avô) G. Andore : roupa azul;
  • A mãe de Hugo;
  • As irmãs de Hugo;

Hugo e Andore Jr. são os mais fortes da família. A planilha dos demais é a genérica neste link.

Crônica em Final Fight 1: A família Andore era membro da gangue original Mad Gear , que aterrorizou Metro City . Cody , Guy e Haggar frequentemente se desentenderam com Andore (Hugo) e Andore Jr. durante a busca por Jessica (namorada de Cody e filha de Haggar). Um dos heróis foi emboscado por Andore Jr. na área do lado oeste e forçado a participar de uma luta brutal em uma jaula contra o Pai Andore, o Tio Andore e o Avô Andore, membros veteranos do clã. Os anciãos Andore foram derrotados, e o restante da gangue Mad Gear se dispersou quando Cody atirou Belger pela janela , matando-o. Os Andore geralmente atacavam com tapas, arremessos de braço e golpes de luta livre.

Crônica em Final Fight 2: Quando a Gangue Mad Gear se reagrupou sob um novo líder e se internacionalizou, pelo menos três dos Andores (Andore, Andore Jr. e Avô Andore) ainda estavam na gangue. No entanto, Haggar e seus aliados Maki e Carlos mais uma vez desferiram um golpe devastador na gangue, desta vez dissolvendo-a de vez.

Crônica em Final Fight 3: Andore Jr. foi visto em seguida entre os membros da gangue Skull Cross . Haggar e seus aliados Guy, Lucia e Dean eventualmente dissolveram a gangue, levando o clã Andore a se regenerar. Já Hugo decide se tornar um lutador honesto sob seu nome verdadeiro, Hugo , gerenciado por Poison , sua antiga companheira de gangue na Mad Gear.

Ravi

Altura: ???
Peso: ???
País: China
Nascimento: 1977 (~15 anos em SF2)

Ravi é um jovem estudante de Kung Fu que reside e treina com a Ordem da Luz, uma organização de monges shaolin no alto de um monte no Tibet. Ele cresceu no templo e não sabe muito sobre suas origens, apenas o que lhe foi ensinado sobre sua arte marcial e a função da Ordem na defesa da Terra, sob comando de Lorde Raiden.

Ravi ainda é jovem e fraco, mas é um promissor estudante do Kung Fu da Cobra, uma especialização bastante focada em pontos de pressão e uso do Chi, o que combina com seus inatos poderes elementais do fogo, os quais ele já dominou alguns. Ele costuma treinar sob a tutela de Kai, seu superior imediato no templo. Eventualmente ele também interage com o campeão Liu Kang e raramente até com o próprio Deus do Trovão, que tem um interesse singular no jovem. Saberia ele sobre o passado e/ou futuro do jovem?

Interpretando Ravi: você é um adolescente que treinou a vida inteira para se tornar um grande lutador de Kung Fu. Não conhece muito do mundo fora do templo e respeita profundamente seus superiores. Espera um dia poder estar à altura de lutar lado a lado deles na defesa da Terra mas sabe que ainda é muito fraco para isso.

Aparência: Ravi é um adolescente franzino, nem um pouco intimidador e visivelmente fraco. Ele usa a cabeça raspada, algo comum entre os monges, roupas cerimoniais de monge, colar de contas budista e os antebraços e canelas enfaixados, para proteção. Não raro quando luta, seus punhos implaman-se, bem como seu olhar.

Naldo Guerreiro

Altura: ???
Peso: ???
País: Brasil
Nascimento: 1973 (~19 anos em SF2)

Naldo é um jovem vendedor de açaí nas praias do Rio de Janeiro. Sem grana para treinar Jiu Jitsu, conseguiu entrar na academia Gracie graças a um programa social mas foi o seu talento nato para o esporte que o fizeram continuar lá. Hoje Naldo é um dos melhores alunos da academia, sendo treinado diretamente por Helio Gracie.

Naldo vive com sua mãe, dona de casa, e seu pai, motorista de ônibus, em um bairro simples da capital carioca e sonha em viajar pelo mundo enfrentando (e vencendo) fortes lutadores.

Interpretando Naldo: tem só 3 coisas que você ama na sua vida: sua família, o Jiu Jitsu e açaí. O resto você tolera. Você luta, dentro e fora das arenas, para dar uma vida melhor pra você e sua família e para se tornar o maior lutador de Jiu Jitsu do planeta, honrando seu mestre.

Aparência: Naldo é um carioca alto e musculoso, com a cabeça raspada e um bigode que lhe dá um ar boêmio. Sua pele é levemente bronzeada do sol do Rio e costuma alternar sua vestimenta entre jeans e camiseta ou seu gi além de faixas nos punhos.

Sultana

Sultana

Altura: 1.78m
Peso: 54kg
País: Bulgaria
Nascimento: ??

Esta misteriosa mulher nasceu e cresceu na Bulgária, mas sua história é conhecida em diversos pontos da Europa. Ninguém sabe como herdou ou aprendeu seus poderes paranormais, mas o fato é que ela se tornou uma bruxa já muito cedo, atraindo a atenção de M. Bison, que tratou de recrutá-la para sua organização e lhe oferecer uma cadeira na Tríade do Dragão, o círculo interno de administração da Shadaloo.

No seu auge, Sultana se sentia invencível física e intelectualmente, passando a viver para satisfazer seus desejos e prazeres. Mal sabia ela que alguém estava de olho em seus poderes e posto: o barão Stephen Montgomery. O barão fez a jovem e poderosa bruxa se apaixonar perdidamente por ele. Aos seus cuidados, Stephen embrenhou-se não somente nos braços macios de Sultana, mas no domínio de poderes ancestrais mágicos e no aprendizado de uma coleção de técnicas de combate e magia (semelhante ao Soul Power).

No fundo, Montgomery não gostava de Sultana, uma vez que ela era uma camponesa por nascimento, logo nunca chegaria aos seus pés, mesmo sendo uma entidade importante nas terras onde vivia. Ele assassinou‐a e obteve sua posição junto a Bison. Os poucos serventes de Sultana que restaram dizem que seu fantasma ainda vaga pela região jurando vingança.

Crônica em Street Fighter 1: Sultana é uma jovem aprendiz Paranormal e praticanete de Soul Power que viaja pela Europa obtendo mais poder. Use a mesma planilha com -1 no dano, velocidade e movimento das manobras, além de Saúde 15.

Crônica em Street Fighter Alpha: Sultana tornou-se extremamente poderosa e ambiciosa. Tendo contato com a Shadaloo, torna-se parte da Tríade do Dragão da organização. Use a planilha fornecida neste post.

Crônica em Street Fighter 2: o barão matou Sultana e tomou seu lugar na Shadaloo. O fantasma dela ainda reside em seu antigo castelo, use a mesma planilha, mas com Ghost Form sempre ativo sem gastar Chi. Ela não pode ser morta nessa forma, apenas nocauteada mas retorna depois de algum tempo.

Aparência: Sultana era uma bela e jovem bruxa búlgara que apesar da idade, já possui os cabelos completamente brancos. ela possui um corpo magro e atlético e seu rosto tem pinturas místicas que brilham quando usa seus poderes. Costuma se vestir de forma extravagante e exotérica, como uma cigana.

Interpretando Sultana: enquanto ainda era viva, Sultana vivia para realizar seus desejos e prazeres, que incluíam prazeres carnais, poder mas também coisas mais cruéis como tortura e sadismo com seus inimigos. Depois de morta, seu espírito não obteve descanso, permanecendo neste plano na esperança de vingar-se, nem que para isso tenha de treinar um(a) sucessor(a).

* OBS: este personagem foi citado na história de outro oficial da White Wolf no suplemento Segredos da Shadaloo original. Ela não possuía estatística alguma, mas sua citação dava algumas pistas de seus poderes então sua ficha foi criada por Fernando Jr da SF RPG Brasil.

 

Helio Gracie

Altura: 1.75m
Peso: 60kg
País: Brasil
Nascimento: 01/10/1913 (~79 anos em SF2)

Hélio Gracie nasceu em Belém do Pará e é* o patriarca da família Gracie. Foi responsável pela difusão do Jiu-Jitsu no Brasil e idealizador do estilo de arte marcial brasileira conhecido como Jiu-jitsu brasileiro. Hélio Gracie é o grão-mestre em jiu-jitsu brasileiro, faixa vermelha 10º grau.

Desde cedo ele já era um atleta talentoso e treinava e competia em remo e natação desde a infância. Ele teve seu primeiro contato com artes marciais aos 16 anos, quando começou a treinar judô (na época comumente chamado de “Kano jiu-jitsu” ou simplesmente “jiu-jitsu”), com seus irmãos Carlos e George. Ele também aprendeu catch wrestling com o renomado Orlando Americo “Dudú” da Silva, que por um tempo ensinou seus irmãos.

Observador, Hélio passou a acompanhar, dos seus treze aos dezesseis anos, as aulas ministradas por Carlos. Aprendeu todas as técnicas e ensinamentos de seu irmão, mas, percebeu, que mesmo sabendo a teoria, seria difícil executá-las devido à sua fraqueza. Consequentemente ele passou a adaptar a arte marcial para seus atributos físicos, e aprendeu a maximizar a alavanca, assim minimizando a força que seria necessária para executar as técnicas. Com esses experimentos, Jiu-Jitsu Gracie, mais tarde conhecido como Jiu-jitsu brasileiro (ou Brazilian Jiu-Jitsu em inglês) foi criado.

Quando completou 16 anos de idade, Hélio Gracie encontrou a oportunidade de ensinar o jiu-jitsu tradicional. Um magnata chegou para uma aula privada na original Academia Gracie no Rio de Janeiro, como estava marcado. Carlos Gracie, que era quem dava as aulas chegaria tarde e não estaria presente. Hélio então ofereceu-se para dar aula ao rapaz. Mais tarde quando Carlos chegou pedindo desculpas pela demora, o estudante afirmou que não havia problema, mas que gostaria de agora em diante receber aulas de Hélio. Carlos concordou com o pedido e então Hélio se tornou um instrutor na academia.

Utilizando essas adaptações técnicas, praticantes fisicamente menores ou com menor força passaram a dispor de recursos que lhes permitiam defender-se com maior eficiência e, em determinadas circunstâncias, superar adversários fisicamente mais fortes. Carlos e Hélio Gracie desempenharam papel fundamental no desenvolvimento e na difusão dessa abordagem do jiu-jítsu, introduzindo métodos e conceitos que contribuíram para sua consolidação no Brasil e para sua posterior projeção internacional.

Além de treinar com seus irmãos, Gracie aprendeu mais judô com Sumiyuki Kotani e o pioneiro do judô argentino Chugo Sato. Ele também pode ter recebido treinamento de um praticante chamado Hiraichi Tada.

Gracie começou sua carreira de lutador profissional aos 18 anos contra o boxeador Antonio Portugal. Gracie venceu sua luta por finalização em pouco tempo, com um armlock em 40 segundos. Ao longo dos anos seguintes enfrentaria combates contra lutadores várias categorias de peso acima da sua, como 7kg, 29kg e até 40kg a mais, geralmente se saindo vencedor ou empatando e muito raramente perdendo, incluindo algumas lutas de Vale-Tudo, fora das regras do BJJ.

Em 1955 (aos 42 anos), Gracie foi desafiado por Valdemar Santana, um ex-aluno de sua academia que havia sido expulso. Gracie aceitou o desafio de uma luta de vale-tudo, apesar de Santana ser 16 anos mais jovem e 27 kg mais pesado. Gracie defendeu-se da guarda durante a maior parte da luta, aplicando cotoveladas na cabeça e chutes com o calcanhar nas costas, enquanto seu oponente desferia socos através da guarda. Após um longo tempo de luta, Gracie acabou se cansando, e Santana assumiu o controle com cabeçadas e mais golpes. No final, Santana levantou Gracie e o jogou no tatame, em seguida acertando um chute de futebol na cabeça de Gracie, que estava ajoelhado. Gracie foi nocauteado, e seus corners jogaram a toalha.

Desde então, ele passou apenas a ensinar BJJ.

Interpretando Juan: você é um lutador alegre que ama aventuras, conhecer lugares novos e aprender novas artes marciais. De coração bom, faz amizade fácil com pessoas com interesses em comum, mas também cria conflitos facilmente com lutadores desonrados, criminosos ou pessoas que ameaçam inocentes. Você não tem interesse em dinheiro ou Glória, apenas conhecer o mundo, fazer o bem e aprender o máximo possível no processo.

Aparência: Juan veste roupas típicas peruanas incluindo um chullo (gorro) e uma manta de lã de alpaca (espécie de lhama). Ele é moreno de cabelo bem escuro e liso, como os povos nativos da região fronteiriça entre Peru e Brasil, o que muitas vezes lhe rende a alcunha de “índio”.

Lema: Para que os maus vençam, basta que os bons não façam nada!

Helio como NPC

Helio não aceita mais desafios e nem participa do circuito de lutas dada a sua idade avançada e os problemas decorrentes do seu último combate. Ainda assim, segue cuidando da mais prestigiada escola de BJJ do mundo, intermediando lutas com outras escolas e abrigando interessados em aprender a sua arte.

Helio como Sensei

Criador da variação BJJ, Helio é um Sensei de nível 5 que ensina o Jiu Jitsu mas que também tem alguns conhecimentos de Wrestling e Vale-Tudo. Helio está sempre incentivando que seus alunos enfrentem oponentes de outros estilos, para que possam evoluir como lutadores, mas ao mesmo tempo, é um sensei ortodoxo que não tolera movimentos proibidos, atos desonrados e já expulsou estudantes no passado por causa disso, mesmo os mais promissores.

Atualmente ele treina o promissor Naldo Guerreiro.

*Helio Gracie realmente existiu e boa parte da história acima é verdadeira, mas nem tudo pois foi adaptado para uso no RPG, principalmente o fato dele ainda estar vivo na época do jogo.


Sensei

Juan “Índio” Alavez

Altura: 1.75m
Peso: 68kg
País: Peru
Nascimento: 1971 (~21 anos em SF2)

Juan Alavez é um lutador prodígio e uma grande promessa, com muitos dizendo que ele se tornará o próximo Ryu, vindo daí o apelido de “Ryu peruano”.

Desde jovem treinou com afinco nas artes marciais em diversos dojôs espalhados na sua terra natal, o Peru, sendo um lutador de Jeet Kune Dô. De lá ele partiu em peregrinação por anos para dominar novos estilos e manobras enfrentando e aprendendo com os mais fortes lutadores. Tendo passado pela selva Amazônica e treinado Tae Kwon Do com Mestre Kang, pelo recôncavo baiano para aprender Capoeira e Jiu Jitsu com os Gracie no Rio de Janeiro. Mais tarde foi para a Ásia aprender Kung Fu no Templo da Ordem da Luz e em seguida Metro City para melhorar seu Wrestling.

Honrado e bondoso, por onde passa ele sempre ajuda os mais necessitados, defende a justiça, pune criminosos e doa todo dinheiro que ganha nas lutas para caridade, guardando para si apenas o suficiente para sobreviver e fazer suas viagens, sempre de modo mais econômico possível. Em suas aventuras, acumulou diversos amigos, para os quais gosta de escrever cartas regularmente, mas também muitos inimigos, que não gostam dele se metendo onde não foi chamado.

Interpretando Juan: você é um lutador alegre que ama aventuras, conhecer lugares novos e aprender novas artes marciais. De coração bom, faz amizade fácil com pessoas com interesses em comum, mas também cria conflitos facilmente com lutadores desonrados, criminosos ou pessoas que ameaçam inocentes. Você não tem interesse em dinheiro ou Glória, apenas conhecer o mundo, fazer o bem e aprender o máximo possível no processo.

Aparência: Juan veste roupas típicas peruanas incluindo um chullo (gorro) e uma manta de lã de alpaca (espécie de lhama). Ele é moreno de cabelo bem escuro e liso, como os povos nativos da região fronteiriça entre Peru e Brasil, o que muitas vezes lhe rende a alcunha de “índio”.

Lema: Para que os maus vençam, basta que os bons não façam nada!

Juan como NPC

Juan pode ser colocado em qualquer crônica em qualquer lugar do mundo, uma vez que ele é um errante como Ryu. Mas diferente do japonês, Juan é latino e carrega com isso todo o estereótipo completo: falante, festeiro, amigo, etc. Ele está sempre viajando e não para muito tempo no mesmo lugar, somente o suficiente para aprender algo com algum sensei ou outro lutador.

Ybytu

Altura: ??
Peso: ??
País: Brasil
Nascimento: 1991 (~1 ano em SF2)

Há pouco tempo, Ybytu não existia.

Ou talvez existisse de outra forma.

Sua primeira lembrança não é de um nascimento, de uma família ou de uma infância. É a sensação do vento contra o rosto. O mar negro muito abaixo. A lua refletida sobre as águas. E uma certeza impossível de explicar: ele estava voando.

Quando abriu os olhos novamente, estava sozinho no coração da Amazônia. Quando tentou falar pela primeira vez uma língua estranha saiu da sua boca:  ele falou tailandês. Claro, ele não sabia o nome daquela língua. Não sabia onde ficava a Tailândia. Não sabia quem a havia ensinado. Apenas sabia falar.

Durante seus primeiros dias, Ybytu viveu como um animal. Caçava quando sentia fome, dormia entre as árvores e explorava a mata seguindo cheiros, sons e instintos que pareciam naturais para um corpo que ele ainda estava aprendendo a compreender. À noite, porém, algo diferente despertava dentro dele.

Uma raiva sem origem.

Quanto mais tentava controlá-la, mais forte ela se tornava.

Até que, certa noite, a fera venceu.

Ybytu teria se perdido completamente naquele primeiro acesso de fúria se não tivesse encontrado alguém muito mais experiente do que ele. Um lutador que atravessava a região chamado Juan Alavez conseguiu derrotá-lo sem matá-lo e permaneceu ao seu lado até que a consciência retornasse. Depois, levou aquela criatura até uma aldeia próxima, onde estava hospedado com um velho amigo.

Foi ali que Ybytu encontrou o mestre de Tae Kwon Do Kang Do-Hyun. Quando viu Ybytu, o mestre enxergou imediatamente aquilo que conhecia bem demais: uma força extraordinária presa a alguém que ainda não sabia dominá-la. Para Kang, aquilo não era uma maldição. Era uma responsabilidade. E assim começaram os treinamentos.

Com o tempo, Ybytu aprendeu a reconhecer a raiva antes que ela tomasse conta. Inspirar. Sentir o chão. Expirar. Deixar a mente retornar.

Sem conhecer outro lar, Ybytu passou a tratar aquela aldeia como seu mundo inteiro. Aprendeu sua língua, seus caminhos e suas tradições. Caçou ao lado dos guerreiros e permitiu que o pajé o ajudasse a compreender os instintos que Kang não podia ensinar: as garras, as presas, a cauda e a percepção predatória que faziam parte de sua natureza.

Hoje, Ybytu é considerado pela aldeia seu guardião.

Para ele, porém, isso é apenas a única vida que conhece.

Nunca viu uma cidade. Nunca caminhou entre multidões. Nunca foi chamado de monstro. Não conhece o preconceito dos homens contra aquilo que não compreendem e ainda acredita que o mundo além da floresta talvez seja tão simples quanto aquele que conhece.

Aparência: Ybytu despertou com o corpo de um jovem quase adulto e a aparência de uma criatura que aquela floresta jamais deveria ter produzido. Alto, ágil e de movimentos felinos, seu corpo humanoide é coberto por uma pelagem branca marcada por listras negras, com garras, presas e uma longa cauda que parece possuir vontade própria. Seus olhos âmbar observam o mundo com a atenção permanente de um predador.

Interpretando Ybytu: sempre sorrindo, com um sorriso largo, confiante e cheio de presas, sorri com facilidade demais para alguém que nasceu sozinho no meio da mata. É um sorriso herdado de uma pessoa que Ybytu nunca conheceu.

A profecia de Ybytu

A tribo que o acolheu, entretanto, jamais o viu como uma fera que precisava ser domesticada.

Para eles, Ybytu havia sido enviado.

Muito antes de seu nascimento, os pajés preservavam uma antiga profecia:

“Quando o mal acordar debaixo da terra, o vento trará a onça branca de listras negras para guardar o povo.”

Nas histórias da aldeia, existia também outro aviso. Muito longe dali, escondida nas profundezas da floresta, repousava uma antiga construção amaldiçoada: uma pirâmide associada a forças que jamais deveriam despertar.

Então, quando uma criatura branca caiu do céu justamente naquela região, os mais velhos não perguntaram o que ela era: perguntaram apenas quando a profecia começaria.

Foi o pajé quem lhe deu seu primeiro nome: Ybytu. Vento. Porque o vento o havia trazido até eles.

Quando dorme, Ybytu sonha com lugares onde jamais esteve.

Vê *canaviais balançando ao vento*.

Um *dojô de madeira*.

Golpes executados por mãos que não são as suas.

Uma floresta distante.

Sangue sobre pêlos brancos.

E, algumas vezes, o rosto de uma mulher usando uma máscara rosa, carregando alguém através da noite.

Ele nunca consegue enxergar o rosto do homem em seus sonhos.

Mas às vezes consegue vê-lo sorrir.

É o mesmo sorriso que Ybytu vê refletido na água todas as manhãs.

O jovem ainda não sabe que nasceu da alma de uma criatura morta em uma ilha distante.

Não sabe que parte do espírito de outro guerreiro vive dentro dele.

Não sabe por que conhece palavras que nunca aprendeu, por que movimentos desconhecidos às vezes parecem familiares ou por que existe dentro de seu peito uma fera que parece se lembrar de uma vida que nunca foi sua.

Para a aldeia, porém, nada disso importa.

A profecia dizia que o vento traria seu guardião.

E o vento trouxe Ybytu.

Mascote de Ybytu

Foi também na aldeia que encontrou seu companheiro inseparável.

Ou, mais precisamente, foi encontrado por ele.

Caju, um pequeno macaco-prego com uma curiosidade muito maior do que seu bom senso, simplesmente subiu em Ybytu durante seus primeiros dias entre os habitantes e decidiu que aquele seria seu lugar. Desde então, vive em seu ombro, rouba comida sempre que pode e parece ser completamente incapaz de compreender por que alguém teria medo de um tigre humanoide de quase dois metros.

Curiosamente, quando a raiva começa a crescer, Caju costuma ser o primeiro a perceber.

E o último a fugir.

Use as estatísticas de um símio pequeno.

Habilidade Natural de Ybytu

Por ter garras nas mãos e pés e agilidade felina, Ybytu tem -2 de dificuldade em testes que envolvam escalada.

Híbridos Animais

Kang Do-Hyun

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Altura: 1.61m
Peso: 64kg
País: Coréia do Sul
Nascimento: 1932 (~60 anos em SF2)

Ex-instrutor militar sul-coreano e mestre de Tae Kwon Do, Kang havia passado boa parte da vida tentando se afastar de um único momento em que perdeu o controle e destruiu a vida de outro homem. Para expiar seus pecados e controlar seu demônio interior, ele se auto-exilou na Amazônia peruana, na divisa entre Brasil e Peru onde passou a viver com os indígenas.

Ele ensinava algumas técnicas de luta aos indígenas, que por sua vez lhe ensinavam a caçar, plantar e como usar da floresta para se curar, física e espiritualmente. Os boatos de um mestre coreano vivendo na selva logo se espalharam e eventualmente alguns lutadores apareciam querendo aprender com ele também.

Primeiro foi Juan Alavez, um peruano muito promissor que estava em busca dos chutes (e defesa contra eles) do TKD.

Depois, foi Ybytu, um Híbrido Animal encontrado em frenesi no meio da floresta. Quando viu Ybytu, enxergou imediatamente aquilo que conhecia bem demais: uma força extraordinária presa a alguém que ainda não sabia dominá-la.

Para Kang, aquilo não era uma maldição. Era uma responsabilidade.

E assim começaram os treinamentos.

Com a ajuda de Juan, Kang ensinou Ybytu a firmar os pés, girar o quadril e transformar sua velocidade natural em golpes precisos. Ensinou a usar suas pernas como armas, executando chutes que poucos humanos conseguiriam acompanhar. Mas a primeira lição de Kang nunca foi sobre atacar.

Foi sobre respirar.

“O chute começa antes da perna se mover. Começa aqui.”

Kang apontava para o peito.

“Quem controla o fôlego controla o Chi. Quem controla o Chi controla a fera.”

Talvez fosse apenas filosofia de um velho mestre. Talvez não.

Porque funcionava.

Aparência: você é um idoso sul coreano de aparência severa e baixa estatura. Quase calvo, com um ralo cabelo branco, seu olhar mostra a experiência e o sofrimento de alguém que viu muita coisa nas guerras e seus punhos e pés calejados deixam explícito que já lutou demais também.

Interpretando Kang: você se auto exilou para expiar seus pecados e não se envolver em novos confrontos. Já recusou muitos alunos que vieram até você para meramente se tornarem mais fortes e derrotar oponentes, mas não é isso que você ensina. Você ensina superação, autocontrole, paz interior. Nas raras ocasiões em que desfaz seus votos pacifistas é para proteger a vida de quem lhe acolheu.

Kang como NPC

Aventuras na Amazônia peruana podem fazer com que um encontro com Kang seja possível. Possivelmente o maior mestre de Taekwondo na America do Sul, as lendas do coreano vivendo na floresta podem atrair os jogadores até lá.

Kang como Sensei

Treinado por um mestre nas artes do Taekwondo, Kang é um sensei (Sensei 2) que busca a paz e não a guerra. Por isso ele recusa muitos alunos, mesmo os mais promissores. Ybytu foi aceito por justamente precisar controlar sua fera interior, enquanto que Juan foi aceito por ser bom de coração e ter um senso de justição muito elevado.


Sensei