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A História dos Ninjas

Guy - o ninja de SSF4

No Japão antigo onde tudo teve um lugar e a sociedade teve regras rígidas de comportamento para todos seus cidadãos, os ninjas parecem uma anomalia, uma reflexão de uma cultura com uma personalidade fragmentada. Os ninjas eram o lado escuro do Japão, uma faceta não prestigiada que era usada e temida. Historiadores que tentam desvendar os mistérios dos ninjas (e poucos o fizeram) enfrentam um problema quase insuperável: não há nenhum registro escrito que fale diretamente deste grupo, ou escrito por eles. Considerando que eles eram uma série de organizações secretas, os ninjas não deixaram nenhuma informação sobre eles. Então, informações sobre eles vem da sociedade japonesa popular, que possuem uma visão preconceituosa.

Considerando que os ninjas originais normalmente executavam tarefas que as classes de guerreiro e de samurai não faziam, os mantinham como membros da classe hinin (ou “não-pessoas”). Entre estes estavam artistas, mendigos, criminosos exilados e os “etas”, desterrados hereditários que quase foram cortados completamente de sociedade japonesa. Matar um “eta” ou qualquer hinin não era considerado um crime. Os ninjas tinham grande sentimento de revolta pela maioria ser excluída socialmente, o que os tornou furtivos e com movimentos difíceis de localizar. Para sua liderança, porém, é provável que os ninjas tivessem escolhido alguns dos muitos guerreiros e líderes de clã que perderam em um das lutas de poder que saquearam o Japão. Este hinin novo, muitos deles peritos nas artes de guerra, desenvolveram muitas técnicas de guerrilha e subterfúgio, provavelmente os primeiros da historia.

Uma segunda teoria é que os ninjas devem sua origem a cultos chineses que acharam o caminho para o Japão. Estes monges chineses possuiam um repertório vasto de conhecimento de artes marciais que lhes concederam alto lucro como mestres espiões e assassinos causando terror a todos. Talvez a verdade provavelmente seja uma combinação dos dois.

Devido à variedade de habilidades exibidas pelos ninjas, é provável que os membros tiveram uma grande gama de estudos, técnicas de guerreiros, de artesãos e de cientistas. Os ninjas estão entre os primeiros a usar explosivos e armas de pólvora negra; as suas habilidades de adaptação foram uma das razões para o seu sucesso. Não era provável que os nobres exilados tivessem tido esta flexibilidade. Por outro lado, os etas deviam pouca lealdade à sociedade japonesa – afinal de contas, seu trabalho era fazer as coisas que a maioria dos japoneses não faziam. A combinação dos dois, e a adição de técnicas de artes marciais sofisticadas de guerreiros-monges exilados, poderia ter criado os aterrorizantes guerreiros-das-sombras.

Durante a Era das Províncias (século XVI), ninjas eram extensivamente usados em espionagem e missões de assassinato. Eles eram os mestres do disfarce; embora não pertencessem a qualquer classe social respeitável, os seus agentes treinados podiam imitar as classes mais altas com facilidade: seja padre, comerciante, nobre ou cidadão. A sua dedicação e paciência eram lendárias. Um assassino ninja esperaria por horas ou até mesmo dias escondido até seu alvo ficar dentro do seu alcance. Porém eles não toleravam fracassos; um ninja suicidava-se se fosse derrotado. Todo tipo de venenos e mecanismos eram utilizados, tudo calculado para meter medo nos inimigos e até mesmo nos clientes.

Não é estranho que a cultura popular cultive os ninjas. Aos olhos de muitos japoneses, os ninjas não eram humanos, mas demônios. Rumores de suas habilidades mágicas são abundantes. Já foi dito que eles podiam caminhar sobre a água ou subir por paredes, ou até vagar por multidões sem ser notado. No século XX, filmes, livros cômicos e a televisão Japonesa mostram que o ninja é um forte mito. Quando os ninjas se tornaram conhecidos na América, sua imagem foi exagerada, típico das produções de Hollywood.

Os ninjas criaram muitas armas e táticas que chegaram a superar guerreiros blindados, principalmente pela surpresa. Os ninjas eram normalmente mais numerosos e menos bem-armados. Em um confronto corpo-a-corpo, um samurai montado e vestido com armadura completa acabaria com um único ninja. Porém, o mesmo samurai poderia ser pego por um laço, poderia ser arrancado do seu cavalo e poderia ter o rosto perfurado com uma shuriken envenenada arremessada a metros de distancia; esse é o jeito ninja de lutar.

Para a maioria dos leitores Ocidentais (incluindo a maioria dos jogadores) jogar com o samurai, como um guerreiros valente que desafia os outros em duelos individuais, é o mais romântico e heróico dos dois. Afinal de contas, os ninjas estavam só interessados em resultados, enquanto os samurais possuíam dever e honra a ser mantida. Ambos tem o seu lugar.

Leia também A Quintessencia do Ninjitsu

Este artigo é uma tradução livre feita por Fernando Jr de um texto presente no excelente Gurps Martial Arts, da Steve Jackson Games.

Ibuki - a  ninja de SF3

Bodhidharma

Boddhidharma

Este clérigo Indiano é conhecido por ser o fundador do Budismo Ch'an (Zen) na China (onde é chamado de Ta Mon, enquanto que no Japão chamam-no de Daruma-san) e criador do Shaolin Chu'an, conhecido hoje em dia como o Kung Fu Shaolin. Bodhidharma nasceu por volta de 448 D.C., o mais jovem filho de um rei Brâmane; ele ingressou em um sacerdócio budista na India e subiu rapidamente seus níveis, até por fim decidir ensinar o seu novo tipo de budismo para o povo chinês. De acordo com a lenda, ele caminhava pela China, sobrevivendo a incontáveis perigos.

Depois de sair da capital Chinesa, ele viajou para o Templo Shaolin, onde ficou um tempo ocupado principalmente com a tradução dos documentos Indianos sagrados para o Chinês.

Bodhidharma foi o primeiro refugiado admitido no templo; para isso foi obrigado a entrar em meditação por 9 anos, apenas fitando a parede de um precipício. Diz a lenda que quando ficou chateado abriu um buraco no precipício apenas com um olhar! Depois disso, o líder do templo cedeu um lugar a ele, que mais tarde, tornou-se líder espiritual dos monges.

Bodhidharma decidiu que os monges precisavam de alguma forma de exercicio, eles estavam tão fora de forma que sentiam sono durante a meditação. Da série de exercícios que Bodhidharma criou, foi eventualmente criado o Shaolin Kung Fu. Isto não quer dizer que Bodhidharma desenvolveu as técnicas de combate do estilo. Sendo um nobre, ele provavelmente tinha algum treinamento militar, incluindo técnicas de luta-livre, então é possível que ele tenha ajudado os monges no desenvolvimento do sistema de auto-defesa (o que era muito útil onde viviam, em uma área remota cheia de bandidos) como um bom exercício.

Outros aspectos dos ensinamentos de Bodhidharma  tiveram um poderosos impacto nas artes marciais como as conhecemos. O clérigo ensinou os monges as artes do Chi implementando exercícios de respiração e técnicas de meditação. Considerando que o Chi é um dos principios fundamentais da maioria das artes marciais Chinesas e Japonesas, este é o maior legado deixado por Bodhidharma. Leia a mais a respeito de Bodhidharma e a teoria do Chi em A Lenda do Hadouko.

Boddhidharma

A Conquista da Fama

Ken sendo cumprimentado pela Interpol

Até que se prove o contrário, o heroísmo é a base do RPG de Street Fighter. Um militar que persegue M. Bison para buscar seu amigo, uma detetive que luta contra a Shadaloo para vingar seu pai, um guerreiro que quer mostrar a força de sua nação…todos são heróis. Uma crônica de RPG nada mais é do que uma sequência de feitos heróicos que, juntos, irão desencadear um feito ainda maior. Ainda que o objetivo do personagem não seja explicitamente fazer o bem, como no caso de Ryu, eles acabam o fazendo quando eliminam lacaios da Shadaloo ou derrotam vilões em torneios.

Todo jogador se sente satisfeito depois que seu personagem e seus companheiros terminam de frustrar os planos de um chefe da Shadaloo ou quando um dos personagens do time vence um torneio importante. E após a grande conquista os heróis são condecorados pela Interpol ou erguem seu troféu, ganhando o reconhecimento eterno de todos no circuito Street Fighter, certo?

Nem tanto. Digamos que “eterno” é um termo não muito adequado. Para falar a verdade, o mais provável é que ninguém se lembre do time quando eles participarem do próximo torneio, uma ou duas aventuras depois. Pode parecer injusto, mas apenas ganhar torneios não garante fama e reputação a ninguém (a menos que você vire um Guerreiro Mundial é claro!). Street Fighters existem às centenas no mundo, e somente são homenageados e lembrados aqueles que deixam sua marca. Ser um forte guerreiro não é tão difícil no mundo de Street Fighter; difícil é ser lembrado como tal.

fama-q

Imagem não é nada? Hmm…

O que fazer então? Como fazer com que todas aquelas missões e torneios incríveis não sejam apagadas pelo tempo e esquecidas pelo povo? Bem, temos aqui algumas idéias.

Em primeiro lugar devemos pensar na imagem. Um lutador normal, sem camisa e com uma calça surrada dificilmente será lembrado em anos posteriores, por mais gloriosos e honrados tenham sido suas ações. Pode não parecer, mas a aparência é importante.

Se você um lutador do tipo “fortão”, trate de arranjar uma roupa que acentue seus músculos, mas evite o estereótipo do moicano/careca de sunga/bermuda com cicatrizes. Tente algo original e que fique guardado na memória dos oponentes. Talvez algum acessório único, como o suspensório de Haggar ou a bola de ferro de Chang Koehan (KoF). Tatuagens também ficam legais neste tipo de personagem, mas se fizer uma, não esqueça de dar a ela um sentido especial.

Se você é um lutador do tipo mais atlético, não vista apenas o uniforme tradicional de sua arte marcial. Varie o mesmo com a adição de uma ou duas peças de roupas comuns, tipo as calças de Kung Fu, mas uma regata de academia. Pense “fora da caixa” e tente ao máximo fugir dos estereótipos do karateca de kimono, ginasta de circo e por aí vai. Se joga com uma mulher, é mais fácil ainda tornar sua aparência única, seja com adição de elementos exóticos/tribais ou modernos e urbanos. Note como todas mulheres de SF possuem elementos únicos e que nenhuma pode ser apontada como cópia de outra personagem.

Lutadores mais místicos, como os membros de Kabaddi e Soul Power, são os mais interessantes de todos quando o assunto é aparência. Afinal, ser excêntrico é uma marca registrada dos gênios. Inspire-se em personagens ilustres, mas nunca os imite. Por mais que Dhalsim seja a personificação do faquir indiano, tente criar um versão yoga-moderno, como Harpol Jhaliwal. No caso de Rose, note como sua aparência é influenciada por diversos elementos de sua planilha e não somente por seu atributo Aparência. Rose demonstra seus Recursos em sua roupa, sua Inteligência em seu olhar, seu Foco no brilho de sua echarpe, seu estilo e por aí vai. Esta dica vale para todos os casos anteriores também, faça da sua planilha muito mais do que um amontoado de números.

Contra-Indicações

Vale lembrar que ser famoso não traz apenas vantagens. Como qualquer astro do mundo real, seu personagem deverá estar preparado para aturar as desvantagens e intempéries da fama. Personagem com fama alta tendem a atrair mais discípulos, e nem todos são desejados. Imagine pentelhos como Dan Hibiki querendo aprender tudo que você sabe pois ele quer dar uma surra em Sagat! E a fama também traz inimigos, como rivais interessados em tomar seu lugar ou vilões pretendendo destrui-lo com o propósito de elevar seu próprio status. Então lembre-se: um Dragon Punch e alguns combos Dizzy podem ser legais, mas ter uma boa reputação também ajuda.

Este artigo foi fortemente influenciado por um artigo homônimo publicado na Dragão Brasil nº57 e escrito por JM Trevisan, o Doutor Careca.

Zangief curtindo a fama

A lenda do Hadouko

Ha muitos anos atrás surgiu um monge que era capaz de canalizar os fluidos da natureza. Era o Mestre Bodhidharma (Ta Mo na China). Ele sintetizou essas vibrações na forma de artes marciais. Dizem que ele destruia uma rocha em segundos. Essa é a lenda do Hadouko.

Bodhidharma é tido como o criador das artes marciais. As lendas dizem que ele meditou durante anos no Templo Shaolin de Ronan. Depois da iluminação ele escreveu dois sutras: o Enkikin e o Sensui. O Kung Fu se baseou no Enkikin e no livro do médico Kagah para desenvolver a terapaia do Toim e do método Tonoh. Este método criado por ele, hoje é chamado de Kikou.

Bodhidharma pregava que o que sustenta o universo é uma energia chamada Chi (Ki no Japão). O nosso corpo também possui o Chi, assim, a saúde, a doença, a coragem, tudo isso retém essa energia. O Kikou, portanto, consiste no controle voluntário desse Chi. Na China ele faz parte do estudo da medicina, sendo considerado uma terapia, mas está intimamente ligada às artes marciais, pois artes marciais significam fortalecer por dentro e por fora. Mas lembre-se: o Chi não é uma energia que todos vêem. Somente artistas marciais conseguem captar o Chi e os fluidos mentais liberados durante a utilização do mesmo.

Dhalsim canalizando o Kundalini

O Hadouken (também chamado de Hadouko, projeção da energia Hadou) é chamado de Kundalini pelos Indianos, que utilizam o poder do seu Chakram/Chi para fazer feitos milagrosos. O Chakram para os hindus são os 7 pontos na espinha onde se concentram as forças dos guerreiros. O poder de lançar projéteis corresponde ao 6º chakram, o do abdômem.

Alguns lutadores que dominam o hadou, utilizam-no para purificar seu corpo e espírito e a energia irradiada por seu foco somente é utilizada para fins medicinais. São poucos os que utilizam voltados às artes marciais. Mesmos os mais ancestrais mestres não podem ajudar ninguém na tarefa de dominar o Hadou, conhecer os próprios limites do seu corpo é uma tarefa que requer intensa meditaçao por parte do próprio lutador. Os mestres apenas dão os passos inicias e ajudam o lutador a sentir o Chi dentro de si.

Exercício de concentração do Hadou:

Mantenha o corpo ereto.
O peso dividido entre os pés e o centro de gravidade baixo.
Relaxe os músculos do abdômem sem tensionar o peito.
Respiração normal.
Espere até que a energia se acumule na barriga.
Isso é o que chamamos de Santaitou.
Agora dobre os joelhos.
Suponha que está carregando uma bola.
Cabeça ereta.
Este é o Kougentou.
Desde que consiga controlar a energia, não é difícil fazer isso.
Assim é o Hadouko.

Ryu canalizando seu Hadouko

1 ano de SF RPG Brasil: conheça a história

1 ano de SF RPG Brasil!

Ontem, dia 05 de janeiro, fez um ano que o primeiro post da Street Fighter RPG Brasil foi ao ar. Claro, nossa jornada começou antes disso. Quem é membro da comunidade Street Fighter RPG do Orkut ou da Lista de Discussão do Yahoo há mais de 2 anos sabe que as primeiras versões deste blog já datam de 2008. Mais antigo que isso era o sonho de expor minhas idéias e levar material de qualidade aos aficcionados pelo hobby. E estou conseguindo. Eu acho.

Como começou

Comecei jogando Street Fighter RPG com 14 anos de idade, isso em meados de 2002. Naquela época SFRPG já era um jogo descontinuado nos EUA e aqui no Brasil e editora Trama havia relançado há pouco a versão encadernada do jogo. Eu não tinha Internet e muito menos um computador, mas tinha muitas boas idéias e escrevia muito. Eu e meu grupo jogamos por mais de 2 anos ininterruptos e foi a melhor campanha que já narrei de qualquer RPG.

Pulando a parte nostálgica do fim do grupo e falta de tempo para jogar, fiquei alguns anos afastado do hobby, voltando a me interessar somente no início de 2008. Descobri um mundo novo procurando por informação a respeito de SFRPG na Internet. Encontrei excelentes sites como a Shotokan RPG (hoje nossa principal parceira) e a SFRPG.com (um dos pioneiros em material na net), mas todos tinham um problema: seus webmasters e colaboradores não produziam novos materiais já a algum tempo. Tentei motivá-los e ajudá-los como pude na época, mas acabei vendo que teria de fazer o meu próprio espaço para expôr minhas idéias.

SFRPG.com.br

Em 22 de agosto de 2008 registrei a sfrpg.com.br e comecei a trabalhar em formas de expor meu material e idéias para o resto do mundo. Comecei com um projeto audacioso: traduzir na íntegra os suplementos americanos que nunca haviam chegado ao Brasil. Em Outubro de 2008 saía a primeira versão 100% traduzida do Segredos da Shadaloo, disponibilizada para download em uma página tosca que só continha o link do referido PDF. Foi um sucesso.

Me empolguei e em dezembro de 2008, no mesmo ano, já saía outro suplemento 100% traduzido: Guia do Jogador. O site tosco já tinha dois links e um número mínimo de visitantes. Os livros começaram a aparecer em sites de downloads, e eu senti o golpe do plágio, principalmente pela falta de um site decente para expor meu trabalho. Comecei a testar diversos gerenciadores de conteúdo como Xoops, Joomla e Wordpress. Até achar o BlogEngine.NET. Em 05 de janeiro de 2009 foi ao ar a Street Fighter RPG Brasil como a conhecemos hoje. E não parei mais.

Em janeiro de 2009, lancei uma nova versão do Segredos da Shadaloo, com muitos erros corrigidos e diagramação superior. Além de iniciar o projeto de tradução do Competidores (muito atrasado atualmente, embora na reta final) comecei a tocar outros projetos, como inserção de todo o conteúdo presente nos livros originais de SF, bem como criação de material inédito para o site com base em experiências próprias de Narrador. E tem dado muito certo, visto que desde sua criação o site só cresce em número de visitantes e qualidade do material produzido por mim e por amigos da Internet.

Para onde Vamos

Para 2010, será dado um foco maior para adaptações e suplementos inéditos (como o recente Street Fighter RPG: Imortal), bem como a finalização da versão nacional do Contenders e atualização de adaptações já conhecidas da galera, como a excelente Tempos de Glória da Shotokan RPG. Também pretendemos atualizar o cenário de SF com o já conhecido Street Fighter 4 e com o iminente Super Street Fighter 4. Contamos com a sua ajuda e colaboração para tornar este site ainda maior e melhor em 2010! Um bom ano para todos!

– Fernando Jr, Webmaster SF RPG Brasil

Leia também: 1 ano de SF RPG Brasil: Veja o Crescimento.

Akuma em Street Fighter 2: Victory?

No melhor estilo "Onde está Wally?" os criadores da aclamada série Street Fighter 2 Victory nos presentearam com diversos Easter Egg's ao longo do anime, representados pelas aparições súbitas e sem sentido de…Akuma!!! Sim, o mestre dos punhos assassinos dá as caras em diversos pontos do anime, sem sentido algum com a história, somente para a diversão dos telespectadores. Assitindo toda a série novamente e com o dedo preparado para "Print Screens" rápidos e certeiros, eu (Fernando Jr) fiquei de olho em todo tipo de multidão, gangue e outros coadjuvantes apresentados ao longo do anime, para não perder nenhuma aparição de Akuma no anime. O resultado está na coletânea de aparições abaixo, lembrando que: Akuma não participa da série, é apenas uma brincadeira dos criadores!

Alguns teóricos da conspiração dizem que Akuma estaria perseguindo Ryu e Ken para ver se eles são oponentes dignos de serem enfrentados por ele…

Akuma trabalhando para a Ashura

Ao que parece, Akuma precisava de alguma grana e resolveu se associar ao crime organizado da Ashura, como mostra nesta cena que ele e outros capangas, sob comando de Den Lu, atacam o templo Hakutaikan, de Dubal, pai de Chun Li.Confira no episódio 7: A Vingança de Ashura.

Akuma trabalhando para a Ashura?

Akuma no aeroporto

Ao que parece, Akuma viaja tanto quanto Ryu e Ken na série. Isso porque ele foi fotografado três vezes em aeroportos diferentes: no episódio 8: A Sombra do Terror Akuma procura por sua bagagem impaciente.

Akuma no aeroporto 1

No episódio 9: Karatê contra Muay Thai, Akuma ainda está no aeroporto. Ao que parece ele está refilmando O Terminal (no papel de Tom Hanks) pois no episódio seguinte…

Akuma no aeroporto Tailandê

no episódio seguinte (10): O Mensageiro das Trevas Akuma está novamente em um aeroporto, no meio da multidão. Se ele participa de algum programa de milhas, ele já deve estar com vários pontos disponíveis para resgate…

Akuma no aeroporto 2

Akuma em Calcutta

Estaria Akuma perseguindo Ryu e Ken? Isso porque quando os amigos foram para Calcutta, na Índia, Akuma também estava lá, realizando compras! Confiram no episódio 11: Na Trilha das Feras.

Akuma em Calcutta

Akuma na vila de Dhalsim

E não é só Calcutta que Akuma visitou em sua viagem de férias. Ele foi atrás dos segredos do Hadouken na vila de Dhalsim! Confiram no episódio 13: Em Busca do Hadouken.

Akuma na vila de Dhalsim


Akuma no Castelo de Vega

No episódio 15: Encontro de Gigantes, podemos ver Akuma entre os finíssimos convidados do baile de máscaras promovido por Vega. Ao que parece Akuma aprecia um bom vinho e uma boa comida…

Akuma no baile de máscaras

Akuma assistindo a luta entre Ken e Vega

Ainda no castelo Santa Isabel, Akuma aparece no episódio 16 assistindo concentrado a luta entre Ken e Vega. Esta imagem foi capturada com maestria pelo visitante do blog Bruno Evodio. Valeu Bruno!

Akuma assistindo Ken e Vega

Akuma conversando no aeroporto

E as viagens de Akuma não páram por aí! Novamente nossos paparazzi pegaram Akuma conversando tranquilamente com um amigo no aeroporto de Barcelona no episódio 17: Os Tentáculos da Morte.

Akuma no aeroporto de Barcelona

Akuma no hospital

Ao que parece o mortal guerreiro também se machuca em seus combates! Com um braço na tipóia e apoiado em uma muleta, Akuma tenta em vão ser atendido no hospital de Barcelona. Será que o SUS de lá é melhor do que o daqui? Confira no episódio 21: Os Prisioneiros do Castelo.

Akuma no hospital

Encontrou Akuma em uma outra cena diferente dessas? Mande para nós pelo formulário de contato! E se você acha que a única coisa curiosa e estranha no anime é o Akuma, leia o post Curiosidades de Street Fighter 2:Victory.

Curiosidades de Street Fighter 2: Victory

Este post é a continuação de nossa Resenha Street Fighter 2: Victory e apresenta uma série de curiosidades sobre a série, após o webmaster da Street Fighter RPG Brasil ter assistido toda a série novamente. Tem uma outra curiosidade que não foi abordada aqui? Mande para nós pelo Twitter ou pelo formulário de contato!

Cuidado Spoilers!

O nome da garota do primeiro episódio é Rinku. Não se sabe se ela realmente é neta do lenhador, apesar dela chamá-lo de vô. Afinal, Ryu também chama ele de Vô. A ilha onde eles moram é Ilha Mikunai.

No anime, Ryu e Ken tem 17 anos, enquanto que no game Street Fighter 2, eles tem cerca de 29 anos (baseada na data canônica de Street Fighter 2). Outras idades que aparecem nos animes e nos surpreendem são: Chun Li com 15 anos, Fei Long com 17 e Vega com 18 anos.

Os cuidados com os detalhes da arte do anime eram tantos, que foram contratados estilistas para vestir os personagens. Ken veste Armani e Chun Li veste Channel em diversos episódios da série, com base nas roupas reais.

No anime, Ken é ruivo, e não loiro como no jogo para SNES. Seu pai é muito rico pois é dono da Masters Corporation, uma empresa com filiais até na Índia. A mãe de Ken é japonesa. Ken possui um cartão de crédito da American Express Card com um limite de 14 mil dólares no mínimo, pois ele fica 1 semana na suite presidencial ao custo de 2 mil ao dia!!

Esses fatos sobre a vida de Ken foram criados neste anime e no longa de Street Fighter 2. No game o background dos personagens não eram tão explorados e Ken inclusive era tido como um trabalhador nas docas de Seattle. Os homens que aparecem ao fundo em seu stage seriam colegas de serviço que torcem por ele. Após o anime Street Fighter 2 V explorar mais a fundo e criar muito material sobre os personagens, alguns itens viraram canônicos (oficiais), assim como muito do que aconteceu no mangá Sakura Ganbaru, que influenciou a linha Zero/Alpha dos games.

Guile ainda é um sargento, enquanto que em outras mídias ele é chamado de Coronel e até de Capitão (na série Alpha ele é primeiro-tenente).

A revista que Ryu lê no episódio 2: O Às da Força Aérea e a Kung Fu Master e tem Fei Long na capa. No anime, Fei Long é amigo de infância de Chun Li, quase irmãos e ele está estreando seu primeiro filme no papel principal, sendo as locações da luta dele com Ken, no parque Tiger Balm, que é o parque mais famoso de Hong Kong.

Shoryuken no Fei Long!

No anime, Chun li não é detetive da Interpol, ela é uma guia turistica de Hong Kong, que sabe artes marciais pois seu pai Dubal, é mestre do Hakutaikan (Templo do Imperador). O mesmo Dubal, é mestre de Fei Long no anime e delegado da divisão de narcóticos de Hong Kong, além de membro da Interpol.

No episódio 6: O Segredo das Artes Marciais, Chun Li faz uma propaganda descarada da Chanel, usando tornozeleira, uma jóia na cintura e segurando um cubo da famosa grife. Teria rolado um jabá? Ainda mais que na cena sguinte mais jóias são mostradas da grife, pois ela e Ken estão em uma loja só da marca.

O nome do velhinho que Ryu ajuda no Shopping e que lhe fala sobre a lenda do Hadouko é Yo Senkai, ou Yo da Casa de Chá como é conhecido. Neste mesmo episódio, Yo presenteia Ryu com uma pintura de Bodhidharma, o famoso teórico do Chi e criador do Kung Fu. A posição que Yo ensina a Ryu neste episódio se chama “San Ti Shi”, ensinada na arte Hsing Yi Chuan, o que sugere que o mestre praticava este estilo.

Na luta que Chun Li tem com um discípulo de Dubal, no episodio 6, ela acaba machucando-o na região genital, por isso que seu pai fica tão bravo. É possivel ver que ele está sentindo muita dor e esta com a mão no meio das pernas, ao que Chun Li pergunta “Você está bem?” ele responde que está usando protetor…Ken ainda comenta que “lá” dói que é uma beleza e Ryu concorda.

O dublador do Narrador e do chefe de Dubal é Nelson Machado, que foi entrevistado por este site! Enquanto que na versão brasileira a frase de efeito em todos episódios é “Nós vamos ao encontro do mais forte!”, em Inglês a frase usada foi “Gonna burn some muscle!”, algo como “Vamos queimar algum músculo!”. A nossa é bem melhor, não acha?

No episódio 8: A Sombra do Terror acontece um dos eventos mais emocionantes da trama, quando Ryu é preso injustamente por porte de drogas e Ken promete que vai pegar o responsável enquanto ele é levado no camburão da polícia. Quando chega na prisão, Ryu é torturado pelo delegado Nuchet, um gordo desgraçado. Nesta mesma prisão, está detido um Sagat sem tapa-olho nem cicatriz. Isso nos faz pensar se a série não deveria ser chamada de Street Fighter 1 ou até 0, visto que a cicatriz de Sagat é Ryu quem faz com um Shoryuken no fim de Street Fighter 1.

A organização por trás de todos os problemas no início da série é a Ashura (em japonês pronuncia-se Axula, pois SH é X e R é L). Seu líder é Zott, um colecionador de braços humanos (deve ser porque ele não tem uma das mãos). Entre seus capangas, temos Den Lu, o homem da cicatriz no rosto, que incrimina Ryu e luta Muay Thai.

Quando vão para a Índia, eles rumam para a vila de Dhalsim, que se chama Ayshattler e fica localizada no alto do Rio Ganges. No caminho, eles conhecem a Dra. Hannah, que cuida de um hospital carente. Ela na verdade é uma médica voluntária americana. Tem uma guriazinha que ajuda os heróis na vila, seu nome é Meenu. No anime, Dhalsim conhece os segredos do Dim Mak, onde ele pode através de simples, toques bloquear o Chi no corpo das pessoas. Além disso Dhalsim demonstra dominar o Chi Kun Healing (o que é lógico, visto que Chi Kun Healing é um pré-requisito para o Dim Mak).

Outro dos grandes momentos da série é quando Ryu e Ken se enfrentam na Caverna do Demônio, na Índia, e quase se matam. Depois os dois tentam ir até a estatua juntos mas estão muito quebrados e mal conseguem ficar em pé. É um momento muito emocionante pois é aí que eles se dão conta de que não passam de duas feras que só sabem brigar.

Ken vs Vega

O nome completo de Vega é Vega Fábio La Cerda e no anime ele é bem loiro, enquanto nos games seu cabelo varia em tons de castanho claro. Além disso, ele se demonstra bem sensível, romântico, místico e inclusive possui uma espécie de Cobra Charm que ele usa contra Chun Li. Vega enfrenta Ken no Castelo Maria Isabel, em Barcelona, Espanha, em uma das melhores, mais dramáticas e melhor trabalhadas do anime inteiro. Há quem diga que supera inclusive a luta final de Ryu e Ken vs Bison. Não sabe-se se Vega tem alguma ligação com a Shadaloo no anime, embora seja Bison que patrocina seus torneios sangrentos.

Um fato muito estranho no anime é Balrog. Ele não luta e é um agente infiltrado dentro da Interpol, como se não fosse o bastante, ele usa óculos.

No anime Bison é pronunciado como Bison mesmo, ao contrário de ser um nome americano assim como Tyson, deveria ser pronunciado como Baisson. Outra curiosidade quanto ao seu nome é o fato de que quando aparece escrito, está Master Bison, ao invés de Mister, como nós brasileiros pronunciamos o ‘M.’ no início do seu nome (confira no título do episódio 28: O Domínio de Bison). Ele usa uma roupa azul-marinho, ao invés do uniforme militar vermelho de SF2. Sua organização, Shadaloo, é escrita como Shadow Law no anime, nas raras ocasiões em que aparece seu nome escrito. Na verdade Shadaloo é uma corruptela de Shadow Law mesmo, significando Lei das Sombras. Nos EUA Shadaloo é escrita como Shadoloo. Bison está sempre acompanhado de seu asssistente, Zolder. Entre poderes estranhos, Bison tem um Shock Treatment com seu Psycho Power e poderes telecinéticos (assim como Jean Grey dos X-Men).

Entre os capangas de Bison no anime, está o gigante russo Zangief. Além da estranheza sobre o fato de Zangief trabalhar para a Shadaloo, ele usa cabelo meio comprido (mulet), além de usar uma roupa de homem das cavernas.

Se o Zanga tá diferente, imagina a Cammy, que é mais velha que a Chun Li e é uma agente freelancer sem a sua tradicional cicatriz no rosto. Ela consta como ex-agente secreta do Mi5 da Inglaterra. Na época se ocupava com os terroristas do IRA, era a melhor agente e foi dispensada devido ao seu desaparecimento misterioso. Balrog engana ela dizendo que Dubal é um agente duplo e que deve ser eliminado, quando ela descobre a verdade, tenta assassinar Balrog. Ela não usa seu tradicional maiô, e sim uma roupa decotada de espiã, embora mantenha suas famosas manoplas vermelhas. Ela é bem religiosa também. Falando nela, se no anime Street Fighter 2: Animated Movie temos o famoso banho de Chun Li, neste anime temos a troca de roupa de Cammy.

A próxima grande luta dramática é de Chun Li contra Bison, uma luta que todos sabíamos que Chun Li não tinha chance de ganhar, mas dá muita pena ver de qualquer jeito, pois Ken está sedado e Bison se aproveita de Chun Li (sim, isso mesmo!). Após esta luta, Bison leva-os para sua base na Espanha, que fica a 30Km da costa de Barcelona.

Este sim é muito diferente: Nash. Como não haviam artes de Nash (que só surgiu nos games na série Alpha) os desenhistas no anime (que são os mesmos de Gundam Wing) o desenharam moreno, barbudo e usando óculos. Bem, eles acertaram nos óculos…De qualquer forma o papel de Nash no anime foi muito bacana e dá pena quando ele morre nas mãos de Bison.

Concentrando o Hadouken!

Uma crítica muito forte dos fãs do anime é quanto ao tempo que Ryu demorou para dominar o Hadouken, enquanto que o Ken domina rapidamente a energia Hadouko e usa diversas vezes em poucos episódios o seu Hadou Shoryuken.

A cabeça de águia que aparece pela primeira vez no episódio 23: O Brilho Misterioso é o design original do Psycho Drive de Bison. É ele quem confere os poderes malévolos do ditador e lhe dá conselhos para as lutas e para seus planos de dominação global (parece maluco…). No anime, a Shadaloo ainda não é um império criminosos global, mas é citada bases no Camboja e na Espanha. Nos planos de Bison, pasmem, está assassinar todos que destroem a natureza e agridem o meio-ambiente, para evitar a destruição do planeta. Isso tudo nos é revelado no episódio 29: A Batalha Final. Isso explica ele ter comprado diversas terras na Amazônia conforme Dubal descobre em alguns episódios anteriores.

Bison e o Psycho Drive

O nome do líder da Interpol no anime é Barlock, ele é chefe de Dubal.

Chun Li só usa sua famosa roupa do game quando está sob domínio de Bison (veja em Micro Cyberchip).

Na minha opinião, o momento mais emocionante da série é no episódio 26: A Morte do Amigo, no final dele, quando Nash enfrenta Bison e morre em suas mãos, enquanto Guile nada pode fazer para salvá-lo. Talvez minha emoção ao ver a cena seja devido à única morte de um mocinho do anime acontecer nesta luta, ainda mais com a amizade que ele e Guile tinham. O engraçado é que todos já sabiam de como iria terminar a luta, mas ainda assim é muito emocionante. Notem que no game ele morre segurando Bison enquanto os explosivos que foram implantados na Shadaloo começam a ser detonados.

O anime deixou uma brecha para que houvesse uma continuação. Quando Bison se dá conta que a base será invadida pela Interpol em seguida, ele manda Zolder enviar todos os capangas da Shadaloo para uma base no Camboja. E ele próprio não é visto morto após receber o último hadouken de Ryu, que explode os restos da base. A única contestação que se chega é de que o Psycho Drive (cabeça de águia) foi inutilizado, pois aparece todo quebrado.

Nos últimos golpes que Ryu dá contra Bison, Ryu desfere um Hurricane Kick em homenagem a Chun Li, um Shoryuken em homenagem a Ken e o Hadouken é por ele mesmo. Provavelmente o Flash Kick que ele deu em instantes anteriores foi em homenagem a Guile, uma vez que todos sabemos que Ryu não tem Flash Kick.

Akuma aparece como figurante e diversos episódios no anime. Confira a lista completa em Akuma em Street Fighter 2 : Victory?

Chun Li vs Bison

Quase todos personagens de SF 2 aparecem na série, com exceção de E.Honda, Blanka, Dee Jay e T. Hawk, todos este aparecendo no longa de SF 2, que por sinal é um ano mais velho que o anime japonês.

O caminho da iluminação

Rose e o caminho da iluminação

Obviamente não é tão simples explicar o caminho da iluminação. Seja qual for sua crença, etnia ou meio social, existe uma linguagem universal. A Distinção do certo do que é errado, do que é nobre do que é ignóbil. Mas se isso fosse a base da iluminação, esta seria tão rasa quanto uma poça d´água e tão turva quanto se essa água fosse lama.

A Iluminação está muito além de valores morais, socioeconômicos ou simplesmente certo ou errado. Alguém iluminado não tem Obrigação em ser correto, ele não protegeria um inocente por ele ser um inocente e sim porque dentro de seu Ser primordial, dentro de seu "Eu", sente que assim deve fazer, porque assim o fluxo da energia do Universo o levou a fazer. A Iluminação é a ação pela não-ação.

Sim isso pode parecer confuso, contraditório, errôneo, mas antes de prosseguir destaque-se de seus preceitos, criados dentro de um conceito primeiramente, mas não unicamente, ocidentais e por conseguintes muito diferentes dos conceitos primários e originais da criação do Universo.

A Iluminação tem ligação direta com a liberdade. Não a liberdade em seu pré-conceito, e sim a liberdade real, do seu “Eu”. Iluminação é sobretudo entender seu propósito. O seu próprio propósito diante da magnitude de todas as outras coisas existentes sejam físicas e metafísicas. Pois tudo tem sua meta, seu porque de existir, de coexistir. Inclusive o guerreiro.

A Iluminação não prevê contra peso, não tem força oposta, pois todas as coisas têm seu propósito ate o Ser que cai em demência. Pois ele já não existe mais, seu Ser foi quebrado e destruído e agora ele apenas é uma ferramenta na mão das forças Universais, ele de uma forma ou de outra alcançou sua Iluminação, mas escolheu a forma mais fácil… a do poder!

Mas o entendimento sobre tal situação não é que este ser entorpecido esteja certo ou errado em se declinar ao mal. Ele apenas é.

Com isso ele tem seu propósito e de fato ele esta muito próximo da Iluminação, mas nunca a alcançará com plenitude, pois em verdade ele não sabe, perdendo sua liberdade.

No Cristianismo isso se faz realidade. Cristo, o Símbolo Máximo de muitas vertentes é exemplo de tal fato. Oras se ele é Deus encarnado, ele poderia ter abatido milhões com apenas sua vontade, mas Cristo em sua infinita iluminação sabia qual seu propósito e mesmo sendo tentado, até o ultimo instante, não recuou de seu destino, e segundo a própria doutrina Cristã, se sacrificou em holocausto para salvar toda humanidade. Isso é o que separa o Iluminado, ou aquele que trilha o caminho da Iluminação, do resto. A percepção, pela conscientização do lhe impulsiona.

A Iluminação é consciência de sua liberdade, a Liberdade de ser movido pela não-ação, isso faz o guerreiro ter uma comunhão com o Universo, a ponto de se tornar Uno. Ao chegar a esse estágio, o guerreiro já não é mais um guerreiro, a espada não precisará mais ser desembainhada, sua espada será o Universo e nada mais poderoso que o universo e ele será o Universo.

Deste modo entende-se que o caminho da Iluminação não tem nem começo nem fim. Seja o que for que lhe delimitar, sua visão do Real, se você acredita: Em Deus; Budha; Mahomed; O que você encarar como continuação: Reencarnação, despertar; O Universo sempre será infinito, assim como a sabedoria, a Luz e o caminho a se trilhar até o reinicio, até o inevitável. Até a morte.

A Iluminação nada tem a ver com seus preceitos e sua escolha também, quase todos se não todos o trilhamos, mesmo sem perceber, mesmo que não queiramos.

A Iluminação é o caminho, o caminho do guerreiro.

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Texto originalmente escrito por Victor Rocha no Fórum da Burning Spirits.

Top 5 2009

Ryu no Top 5 2009

Final de ano, todo mundo fazendo retrospectiva, listas de coisas legais (e outras nem tanto) e por aí vai. Apesar da Street Fighter RPG não ter completado ainda um ano (fato que só vai se completar dia 05 de janeiro) foi preparada uma lista do tipo Top 5 com diversas categorias. Estes “Tops 5” contém os posts ou páginas mais acessados (acessos únicos) pelos visitantes do site durante o período de 09 de fevereiro de 2009 até hoje (20 de dezembro de 2009). Não há nada de cabalístico nesta data, apenas foi a data em que coloquei o script do Google Analytics no site. Uma retrospectiva do ano que passou será feita em breve, com comentários a respeito do crescimento do site e por aí vai. Fiquem com o Top 5 2009!

Top 5 – Páginas

1. Home: 10.407 acessos únicos
2. Livros Oficiais: 2.304
3. Personagens: 2.130
4. Feed: 2.114
5. Estilos de Luta: 1.994

Obviamente, a home do site aparece em primeiro quando o assunto é páginas mais acessadas, com uma diferença de quase 5 vezes mais do que o 2º colocado, que é uma das principais atrações do site: os livros traduzidos. A página de personagens não poderia faltar, visto que é atualmente a página que mais recebe atualizações, devido às adaptações dos personagens dos games. Para completar, o Arquivo (que armazena um índice de todos os posts do site) e a página com os Estilos de Luta.

Top 5 – Posts

1. Akuma: 1053 acessos únicos
2. Gouken: 1042
3. Karate Shotokan: 987
4. Thai Kickboxe: 793
5. Como desbloquear pop-ups?: 602

Top 5 com os posts mais acessados, independente do assunto que tratam. Em primeiríssimo lugar, Akuma, o demônio em pessoa, seguido de seu irmão Gouken em 2º. Isso demonstra o fato de que a escassez de informação a respeito destes dois lutadores na internet fazem com que estes dois posts atraíam uma boa quantidade de visitantes (principalmente através de buscas). Em 3º e 4º temos dois estilos muito acessados pelos visitantes, o Shotokan de Ryu e Ken e o Muay Thai de Sagat. Note que isto faz com que as 3 primeiras posições deste Top 5 sejam sobre Karatê! E por último, algo bizarro: o post sobre “Como Desbloquear Pop-ups?”é o 5º mais acessado do blog, devido à grande quantidade de pessoas que não sabem fazê-lo e buscam na Internet informação a respeito. O engraçado é que o foco do site não é esse, mas foi colocado esse post para que seja possível visualizar as Planilhas dos personagens.

Top 5 –  Cultura

1. Arthur Garcia: 300 acessos únicos
2. Marcelo Cassaro: 295
3. Coisas que aprendi jogando Street Fighter: 204
4. A História do RPG: 179
5. A Nacionalidade em Jogo: 160

Agora o assunto é Cultura: entrevistas, contos, fanfics, artigos e por aí vai. Quase juntos, os dois melhor colocados são os entrevistados Arthur Garcia e Marcelo Cassaro. Enqaunto quetemos um post de humor na 3ª posição, um artigo contendo um resumo da história do RPG e por último, um artigo acadêmico tratando sobre o aspecto social do jogo Street Fighter 2 e a visão nipônica a respeito do Brasil durante a criação do jogo. Achei que a entrevista com o Alexandre Nagado seria um dos Top 5 por ter sido a primeira do site, mas me enganei.

Top 5 – Cenário

1. Guerreiros Mundiais: 363 acessos únicos
2. Shadaloo: 287
3. Interpol: 243
4. MMA – Mixed Martial Arts e Pirâmide do Poder: 189
5. Timeline de Street Fighter: 170

Nesta categoria, foram avaliados os post sobre o cenário de Street Fighter que mais tiveram acessos. Primeiro colocado, o post sobre os Guerreiros Mundiais já era esperado, uma vez que trata basicamente dos astros de Street Fighter RPG, a elite do circuito. Em 2º temos, coincidentemente, os antagonistas do jogo, o império do crime Shadaloo (porta de entrada para muitos outros posts de Cenário). Em 3º, temos um simples post descrevendo a Interpol no mundo de Street Fighter (que será expandido futuramente com um suplemento próprio). Em 4º, empate entre o post sobre MMA e sobre a Pirâmide do Poder da Shadaloo, que detalha a organização hierárquica da organização. E por último, a Timeline de Street Fighter, citando cronologicamente os acontecimentos de toda a saga.

Top 5 – Características

1. Satsui no Hadou: 225 acessos únicos
2. Arena: 141
3. Psycho Power: 131
4. Força: 126
5. Honra: 121

Top 5 das características mais acessadas do blog, com 3 Antecedentes no topo do ranking, seguidos de um atributo e um renome (com muito Cenário embutido). Curiosamente, os visitantes são atraídos por posts de novas características, principalmente Antecedentes Únicos, mesmo o site contendo todo o material oficial também. Isso mostra que o grande público gosta de adaptações e novas regras, que serão o foco em 2010.

Top 5 – Manobras Especiais

1. Shun Goku Satsu: 298 acessos únicos
2. Ansatsuken: 296
3. Maka Wara: 266
4. Shoryuken: 254
5. Ashura Senkuu: 217

Muitas surpresas no Top 5 de Manobras Especiais. Assim como Akuma é o post mais acessado do blog, a sua manobra mortal, Shun Goku Satsu (Raging Demon ou Instant Hell Murder) é a manobra mais acessada do blog! Além disso, a arte dos punhos assassinos Ansatsuken e o seu Ashura Senkuu, também manobras de Akuma, também estão no Top 5 de manobras!!! E eu que imaginava que coisas relacionadas a Ryu e Ken atrairiam muito mais visitantes…Em tempo, o Shoryuken dos discípulos de Gouken se encontra na 4º posição, e um inusitado Maka Wara em 3º (não entendi, mas tudo bem).

Top 5 – Estilos

1. Karate Shotokan: 987 acessos únicos
2. Thai Kickboxe: 793
3. Ninjitsu: 538
4. Forças Especiais: 503
5. Savate: 487

Seguindo a tendência, temos o Shotokan de Akuma em 1º, um pouco distante do Thai Kickboxe de Sagat. Em 3º o Ninjitsu de Guy, em 4º as Forças Especiais de Guile e por último o Savate de…Jacques Desroche? No mínimo inusitado…

Top 5 – Personagens

1. Akuma: 1053 acessos únicos
2. Gouken: 1042
3. Ryu: 854
4. Goutetsu: 695
5. Blanka: 652

E por último, provavelmente o Top 5 mais esperado: o de Personagens. Adivinha quem é o 1º lugar? Sim, nosso amigo ruivo de gi negro: Akuma. Seguido por Gouken e seu discípulo Ryu. Sim, o Ryu ficou em 3º lugar no Top 5 de personagens!! Eu particularmente não curto muito Ryu, mas sei que ele é o favorito da galera e estranhei esse resultado. Mesmo. Em 4º eu esperava o Ken, mas veio…Goutetsu! Nossa! Tem gente que nem sabe da existência dele, mas é lógico se pensar que ele tem referências nos post de Akuma e Gouken (os cabeças deste Top 5). E por último, nosso conterrâneo Blanka. Sim, Ken não aparece no Top 5. Nem Chun Li. Estranhou? Fui atrás deles e descobri que o Ken ficaria em 6º (633 acessos), o Sagat em 7º (619) e o Guile em 8º (com 384 acessos). Nem sinal da Chun Li.

Conclusões

Eu sabia muito antes de começar um blog a respeito de Street Fighter, que a família Shotokan atrairia o maior número de visitantes, mas imaginava algo como Ryu e Ken no topo dos Top 5. Ao invés disso, fomos uma geração atrás, com Akuma e Gouken!! Isso mostra que o foco para 2010 deve ser: dar menos atenção a lutadores tarimbado da galera (tipo Ryu e cia.) e focar em personagens mais obscuros e pouco explorados (tipo Akuma e cia.) pela mídia e internet. Já estamos fazendo isso a algum tempo com os personagens de Street Fighter 4 que são super difíceis de encontrar informações e temos obtido bons resultados. Em 2010 esse trabalho vai se intensificar com o lançamento de Super Street Fighter 4 e contamos coma colaboração dos visitantes, para que continuem enviando seu feedback e sugestões. Fui!

Dragões Chineses

O Dragão Celestial  – o emblema  do poder imperial – é um símbolo do povo chinês. Reverenciado como uma mítica divina, ele traz abundância, prosperidade e boa sorte. Essa imagem está tão arraigada na cultura do país que os chineses se referem a si mesmos como "Descendentes do Dragão".

Ao contrário dos dragões ocidentais, os chineses, os Lung, são reverenciados em templos especialmente construídos em sua honra. No primeiro e no 15º dias de cada mês, incensos são acesos e orações são feitas para os dragões – os controladores das águas dos rios, lagos, mares, da chuva e das quatro estações. Em última estância eles representam as forças da Natureza, o poder divino da Terra, e podem habitar os mares, cruzar os céus, transformar-se em montanhas ao enrodilhar-se como uma cobra.

Como os dragõs se casam com humanos, muitos imperadores da China e do Oriente afirmam descender deles. De acordo com sua genealogia, o próprio Imperador do Japão é descendente da Princesa Jóia Frutífera, filha do Rei Dragão do Mar. Por isso mesmo, os súditos acreditavam que seus monarcas podiam se transformar-se em dragões.

Devido à sua sabedoria, dizem as lendas, muitos desses animais também teriam sido conselheiros nas cortes da China. Apesar da intervenção benéfica que exercem entre os humanos e da sua sabedoria, acredita-se que os dragões são vaidosos e se ofendem facilmente. Quando isso acontece, secas terríveis se alastram por todo o país. Durante as secas, as pessoas saem e então, em procissões especiais carregam enormes dragões de papel na tentativa de apaziguar essas entidades míticas.